<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107</id><updated>2011-04-21T17:39:37.398-03:00</updated><title type='text'>Maquinário - As Engrenagens da Música</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>66</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-113655986586262931</id><published>2006-01-06T13:02:00.000-02:00</published><updated>2006-01-06T13:04:25.873-02:00</updated><title type='text'>Alive</title><content type='html'>Citando Eddie Vedder, "&lt;i&gt;&lt;em&gt;I'm still alive&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;". Por incrível que pareça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom 2006 para nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-113655986586262931?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/113655986586262931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=113655986586262931' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/113655986586262931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/113655986586262931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2006/01/alive.html' title='Alive'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-111970956183048392</id><published>2005-06-25T11:20:00.000-03:00</published><updated>2005-06-25T11:26:01.830-03:00</updated><title type='text'>O Retorno</title><content type='html'>Depois de um longo e merecido recesso, o &lt;b&gt;Maquinário&lt;/b&gt; está de volta. A banda do retorno é o "&lt;b&gt;Retroverso&lt;/b&gt;", quarteto de Piracicaba que mistura o velho e o novo rock n' roll. Aproveite. Está logo abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressão minha ou vocês estão diferentes? Acho que foi o tal recesso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-111970956183048392?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/111970956183048392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=111970956183048392' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111970956183048392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111970956183048392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/06/o-retorno.html' title='O Retorno'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-111970922215269970</id><published>2005-06-25T11:13:00.000-03:00</published><updated>2005-06-26T15:30:38.223-03:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Retroverso&lt;/b&gt; - "O Quanto eu Posso Ser..." (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 157px; HEIGHT: 151px" height="129" src="http://www.poppycorn.com.br/imagens/mauricioretroverso1.jpg" width="150" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É reincidente na música a recuperação de estilos anteriores. Prova disso é a safra de bandas do chamado "novo rock". Para quem não se lembra, essa história começou com os (sumidos) "Strokes", e hoje conta com os "experientes" "White Stripes" e os novatos "The Killers", "Libertines" e outras tantas, que trazem no som algo dos anos 60, 70 ou 80, devidamente remodelado. Não se pode negar, entretanto, que esse movimento pode supervalorizar a recuperação em detrimento a criação, gerando uma confusão conceitual e temporal nas bandas influenciadas pelos nomes acima citados. Fique claro que 'confusão' não é sinônimo de 'ruim', pois cabe a cada banda trabalhar a miscelânea musical disponível mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia tende a ficção científica. Como seria a mistura do rock n' roll setentista de, digamos, "Steppnwolf", com a releitura do mesmo setentismo feita pelos "Strokes"? Uma possível resposta é encontrada logo na abertura de "O Quanto eu Posso Ser", primeiro disco da banda piracicabana "Retroverso". Formado em 2004 por Marcelo Kamachi (Guitarra, Voz), Matheus Dante (Baixo), Rodolfo Perez (Baterista) e Cassiano Viana (Guitarra), o quarteto procura misturar estilos e suas releituras, sempre voltada ao rock. "A palavra Retroverso tem a intenção de passar a idéia de contraste de som antigo com novo e vice-verso", explica Marcelo Kamachi em entrevista ao &lt;i&gt;Maquinário&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado entre dezembro de 2004 e abril de 2005, "O Quanto eu Posso Ser" é um disco conciso. As guitarras distorcidas são a linha sobre a qual se desenvolve temas usuais como amor ou a cultural de massa. "Meu processo de composição é meio turbulento e lento", brinca Marcelo, e completa: "na realidade esse disco tem várias fases, que mostram essa mudança tanto em influências como nas coisas que fazemos e pensamos em vários momentos da vida". De maneira geral, é um disco quase confessional, alternando momentos de alegria e melancolia, leves e pesados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de contrastar o novo e o velho permeia todas as composições, e fica óbvia nas faixas "A Mesma Canção" ou "Nos Olhos de Alguém". Entretanto, o rock n' roll clássico, baseado em riffs e guitarras pesadas é a tônica do trabalho. Bons exemplos são "A volta de um estranho", "Sem sermos nós mesmos" e "Perversão" - sendo visível nesta a influência o Black Sabbath da época de "Paranoid". As baladas são eficazes, e "Ao dia de ontem" ou "Vamos embora" são provas fáceis disso. As influências são claras, e seguindo a lógica de misturar originais e releituras, encontramos os Beatles em "Ando me esquecendo" e Oasis em "Pra me deixar levar" - uma das melhores do disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Retroverso" é uma boa surpresa de uma região onde o incentivo ao rock é praticamente escasso. "Há poucos lugares que uma banda cover possa tocar e para bandas que fazem som próprio simplesmente não existe", desabafa o vocalista. O bom acabamento - tanto visual quanto musical - de "O que eu posso ser", somado a interessante proposta da banda resulta não apenas num importante primeiro passo, mas numa ótima estréia. É o bom e velho/novo rock n' roll. E alguns ainda acreditam que ele precisa de salvação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-111970922215269970?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/111970922215269970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=111970922215269970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111970922215269970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111970922215269970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/06/esta-semana.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-111521863569674116</id><published>2005-05-04T11:55:00.000-03:00</published><updated>2005-05-04T12:04:44.633-03:00</updated><title type='text'>Extra:</title><content type='html'>Esta semana saiu no &lt;strong&gt;Poppy Corn&lt;/strong&gt; uma crônica que escrevi sobre o show do &lt;strong&gt;Placebo&lt;/strong&gt; em Campinas. Para ler, clique &lt;a href="http://www.poppycorn.com.br/artigo.php?tid=838"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-111521863569674116?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/111521863569674116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=111521863569674116' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111521863569674116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111521863569674116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/05/extra.html' title='Extra:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-111497007375891453</id><published>2005-05-01T14:49:00.000-03:00</published><updated>2005-05-01T14:54:33.760-03:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Cérebro Eletrônico&lt;/b&gt; - Onda Híbrida Ressonante (2004) *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 144px; HEIGHT: 138px" height="133" src="http://www.poppycorn.com.br/imagens/mauriciocerebro01.jpg" width="140" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quase oito décadas Oswald de Andrade e Társila do Amaral trouxeram ao mundo o &lt;i&gt;Manisfesto Antropófago&lt;/i&gt;. Ampliando os horizontes propostos pelo &lt;i&gt;Manisfesto da Poesia Pau-Brasil&lt;/i&gt;, Oswald e Tarsila sugerem a digestão do que é influência exterior para criação de uma arte nacional. Isto ocorreu como eco da Semana de Arte Moderna de 1922, mas ainda hoje encontramos seguidores destes ideais. Como pregava o manifesto, "Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente". A banda paulista Cérebro Eletrônico, com certeza, adicionaria "musicalmente" ao manifesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta idéia da banda fica clara logo nos primeiros segundos de "Onda Híbrida Ressonate", primeiro trabalho da dupla Tatá Aeroplano e Fernando Maranho: o berimbau dá lugar à batida eletrônica que será, então, a coluna vertebral do disco. Assim como queria Oswald, em "Menina em Transe" - primeira faixa do disco -, os elementos externos - novos, neste caso - são digeridos, e ao final da música o berimbau retorna para dividir o espaço com a eletrônica. Depois de dado o recado, nos quase cinqüenta minutos que se seguem, encontramos uma mistura de MPB e eletrônica - que, embora pouco original, é bem feita -, além de uma retomada do tropicalismo - daí o nome da banda - mas que busca caminhos alternativos aos trilhados pelo movimento da década de 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quase impossível evitar a comparação com o Mombojó, mas ao término de "Onda Híbrida Ressonate" percebe-se que - além de paulistas - a experimentação empreendida pelo Cérebro Eletrônico segue caminhos mais extremos: foram utilizados na gravação brinquedos, latas de filmes, sons de animais domésticos, pregos, liquidificadores, percussão corporal e pano de chão. E o resultado deste caos em potencial é ótimo, pois são estes sons que, além de rechear o álbum, dão características ao som do grupo. "Ar Condicionado", "Dê" - que podem ser vistas como poemas concretos musicados - e "Fibroplastia Reticular" são bons exemplos de como as canções se constroem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns tropeços, pois nem sempre experimentações dão bons resultados. É claro, nada que estrague o trabalho. Por exemplo, as guitarras e violões de "O Dragão na Minha Garagem" deixam a música perdida em meio a atmosfera eletrônica construída até então; "Fantastic" - última faixa - não amarra o disco, e se parece apenas uma experimentação sem muito sentido. Em contraposição, os pontos altos são facilmente encontrados na citada "Fibroplastia Reticular", "Serge Gainsbourg x Coffin Joe" - a estranha mistura entre França (Serge Gainsbourg), Brasil (Coffin Joe = Zé do Caixão) e até EUA, pois parte da letra é em inglês - e "Primeira Pedra" - uma das melhores do álbum. É, então, um disco equilibrado, no qual pequenos deslizes não influenciam a audição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da dupla Tatá Aeroplano (vocal e brinquedos) e Fernando Maranho (guitarra, programações e vocal), a banda conta com Dudu Tsuda (teclado e sintetizador), Gustavo Souza (bateria e percussão), Helena Resenthal (violão e backing vocal) e Izidoro Cobra (baixo e backing vocal). Entretanto, para a gravação de "Onda Híbrida Ressonante", a banda contou com as ótimas participações de Flávio Pluto (sax em "Jazza Muderno"), Gui Calzavara (trompetes em "Antropofagia" e "Dê") e Marcelo Monteiro Kim (flauta transversal em "Fibroplasia Reticular"). Isto sem contar mais outros oito músicos convidados que se espalham ao longo do disco, e fizeram, junto aos demais, com que Oswald respirasse aliviado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;* Resenha publicada no site &lt;a href="http://www.poppycorn.com.br"&gt;Poppy Corn&lt;/a&gt;. Entre lá e leia também a entrevista com a banda. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-111497007375891453?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/111497007375891453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=111497007375891453' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111497007375891453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111497007375891453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/05/esta-semana.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-111337661296037499</id><published>2005-04-13T04:15:00.000-03:00</published><updated>2005-04-13T04:16:52.963-03:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Death From Above 1979&lt;/b&gt; - You're a woman, I'm a machine (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 159px; HEIGHT: 153px" height="151" src="http://images.amazon.com/images/P/B0003JAHBA.01.MZZZZZZZ.jpg" width="155" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se o tempo do &lt;i&gt;power trio&lt;/i&gt;. A moda agora é outra, e veio para subverter a ordem hermética do rock'n'roll. No ano 2000 nasceu em Nova Iorque, para desespero de alguns, o White Stripes, no qual o duo Meg e Jack White (bateria e guitarra, respectivamente) dispensava o contra-baixo. Narizes torcidos à parte, a idéia estava lançada, e contrariando algumas expectativas, a dupla seguiu em frente, somando quatro discos na mochila e presença marcada em festivas como Reading Festival e outros tantos mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última novidade do gênero vem de Toronto, Canadá, e atende por &lt;b&gt;Death From Above 1979&lt;/b&gt;, ou, para os mais íntimos, DFA 1979. A dupla Sebastien Grainger e Jesse F. Keeler (baterista/vocalista e baixista, respectivamente) dispensa a guitarra, utiliza eventualmente um teclado e, mesmo assim, consegue neste primeiro trabalho, "You're a Woman, I'm a Machine", sonoridades que nada devem ao clássico trio guitarra/baixo/bateria. Assim, a estética minimalista, ao contrário dos irmãos White, não causa aquela primeira sensação de faltar algo. É quase possível, em alguns momentos, encontrar guitarras nas músicas do DFA 1979. E altamente distorcidas, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta excentricidade instrumental e, conseqüentemente, sonora, acaba por chamar a atenção de admiradores dos mais variados estilos. A tendência índie que retoma - descaradamente em alguns casos - os anos sessenta abre espaço para uma levada mais pesada, baseada em riffs distorcidos que tendem ao metal, e a baterias com tempos duplicados que nada devem ao punk. Logo em "Turn it Out", faixa que abre o disco, os ruídos que se intercalam com o baixo mostram os rumos da dupla canadense. E se alguém ainda duvida da capacidade de unir boas melodias e distorções, é só deixar o CD rodar até "Romantic Rights". Soará clichê, mas é impossível ficar parado ouvindo esta música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, não apenas "Romantic Rights" impossibilita o ouvinte de ficar sentado. "Going Steady" e "Go Home, Get Down" são diretas, pesadas e confirmam todas as expectativas deixadas por "Turn it Out". Há pontos que tendem a mostrar o lado mais experimental da banda, nos quais são explorados os (eventuais) teclados e duas ou três linhas de baixo simultaneamente. "Black History Month" é recheada de sons e variações na bateria que acabam por diferenciá-la em meio as outras composições do disco; "Sexy Results", que fecha o trabalho, sobrepõe bateria, percussão e uma voz quase sussurrada, e por isso se coloca ao lado de "Black History Month" no que diz respeito a experimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira geral, o disco da dupla canadense é uma pancada certeira e potente. "Blood on our hands", "Little Girl" e 'Cold War" são apenas alguns exemplos de um álbum pesado, bem trabalhado e inventivo. E não estranhe o fato de eles serem do Canadá, assim como o ótimo Arcade Fire ou The Dears (que vocês logo ouvirão falar). Existe por lá um programa governamental de incentivo a indústria musical do país, o "Canada Music Found". Acho que nem precisa perguntar se funciona. Por isso, o White Stripes que se cuide.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-111337661296037499?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/111337661296037499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=111337661296037499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111337661296037499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111337661296037499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/04/esta-semana.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-111270959351943659</id><published>2005-04-05T10:55:00.000-03:00</published><updated>2005-04-05T10:59:53.520-03:00</updated><title type='text'>Esclarecimento</title><content type='html'>Esta semana, aquela corda no pescoço apertou um pouco mais. Então, sem ar e sem tempo, não puder escrever a resenha desta semana. Todavia, prometo atualizar o &lt;strong&gt;Maquinário&lt;/strong&gt; assim que possível. Algumas resenhas estão quase prontas, por isso acredito publicar material novo sem demora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, obrigado pelas 1000 visitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-111270959351943659?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/111270959351943659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=111270959351943659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111270959351943659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111270959351943659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/04/esclarecimento.html' title='Esclarecimento'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-111196135510377831</id><published>2005-03-27T19:05:00.000-03:00</published><updated>2005-03-27T19:12:38.683-03:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Pata de Elefante&lt;/b&gt; - Pata de Elefante (2004)*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 163px; HEIGHT: 147px" height="137" src="http://www.poppycorn.com.br/imagens/mauriciopata01.jpg" width="149" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simplicidade pode surpreender. Sei que, em se tratando de música, tal afirmativa pode levantar os cabelos de muitos fãs do rock progressivo, assim como tirar aplausos de punks, mas é verdade. E neste primeiro trabalho da banda Pata de Elefante, a simplicidade é surpreendente e gratificante. Nascida em Porto Alegre no ano de 2002, a banda formada por Gabriel Guedes (guitarra e baixo), Gustavo "Prego" Telles (bateria) e Daniel Mossmann (guitarra e baixo) tem como principal característica a versatilidade. E esta, originada por uma necessidade, é a responsável pela primeira surpresa do disco: num só trabalho temos, pelo menos, duas bandas diferentes, com trejeitos marcantes e bem delimitados. E acredite: a idéia é simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se espera dos músicos de uma banda que se propõe a ser instrumental. Assim, a dedicação de cada integrante a seu instrumento é levada - em alguns casos - a níveis obsessivos. Entretanto, com o Pata de Elefante, a história foi um pouco diferente. Quando formada, a banda contava com dois guitarristas, mas nenhum baixista. A necessidade deste instrumento levou tanto Gabriel Guedes quanto Daniel Mossmann a repartirem suas atenções entre as guitarras e contra-baixo. E aqui se esconde um dos maiores - e melhores - segredos do Pata de Elefante. Os dois músicos se revezam entre guitarras e baixos durante as quinze faixas do disco, criando, cada um a sua maneira, atmosferas diferentes entre si. A grosso modo, as guitarras mais introspectivas ficam a cargo de Daniel Mossmann, enquanto as "agitadas" são de responsabilidade de Gabriel Guedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda surpresa. Há muitas pessoas que simplesmente não gostam de música instrumental. (Mais cabelos em pé, certo?) A falta de voz é capaz de afastar muita gente de boas bandas, e com certeza este deve ser um mal que aflige o Pata de Elefante. Todavia, é preciso atenção para perceber que, digamos, falta alguma coisa nas músicas da banda gaúcha. O power trio explora bem todas as canções sem torná-las chatas. Ou seja, longe de esnobismos e virtuosismos desnecessários, os arranjos são bem feitos, e os músicos mostram suas qualidades nos detalhes de cada faixa. E, além dos três membros, a banda contou com as participações de King Jim (sax), Leonardo Boff (teclado), Luciano Leães (piano elétrico), Lúcio Vassarath (cítara), Alexandre Loureiro e Vicente Guedes (maracás), que preenchem as canções na medida certa. A voz, assim, se faz desnecessária, e os quase sessenta minutos de música passam de uma só vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As influências da banda também colaboram muito para que o trabalho seja facilmente digerido. Os anos sessenta e setenta são a principal fonte na qual o Pata de Elefante bebe sua água. Então, não por acaso encontramos o Ventures na faixa "Gato que Late", Hendrix em "Não esqueça o remédio" e Funkadelic em "Pata de Elefante". E essa é a terceira surpresa. Cada uma destas influências é esmiuçada e transformada ao longo do disco, de maneira que é mantida a unidade do trabalho, mesmo com a diversificação de estilos - não apenas musicais, mas dos próprios músicos. Por isso, a transição de uma levada funk ("Funkdelic") para uma surf-music ("Não fique triste") soa natural, e a oposição de estilos não causa estranheza ao ouvinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto posto, o reconhecimento em festivais como Bananada (Goiânia) e II Super Noites Senhor F (Brasília) é apenas o começo para o Pata de Elefante. Tanto a versatilidade como a qualidade da banda são os ingredientes não apenas para um bom disco, mas para um bom disco instrumental que não cai (como dizem) na mesmice chata de músicas sem fim. As influências são as melhores possíveis, e sua utilização é, em certa medida, equilibrada. A simplicidade que permeia o trabalho do Pata de Elefante dá originalidade ao trio, e esta é a maior surpresa deste disco, pois não são poucas as bandas hoje que andam pelos mesmos anos sessenta e setenta e parecem perdidas no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Resenha publicada no site &lt;a href="http://www.poppycorn.com.br"&gt;Poppy Corn&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-111196135510377831?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/111196135510377831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=111196135510377831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111196135510377831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111196135510377831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/03/esta-semana_27.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-111133647103181059</id><published>2005-03-20T13:29:00.000-03:00</published><updated>2005-03-20T13:43:51.780-03:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Lou Barlow&lt;/b&gt; - Emoh (2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="159" src="http://www.metacritic.com/media/music/artists/barlowlou/emoh/picture.jpg" width="165" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde meados da década de oitenta, quando começou sua carreira, Lou Barlow é um compositor compulsivo. Mesmo quando integrante do Dinossar Jr. - no qual o principal compositor era J Mascis -, Lou compunha. E por não haver espaço para dois compositores, a maioria das canções de Lou eram registradas pelo mesmo de maneira simples, voz e violão num gravador de quatro canais, sendo que parte destas fitas eram enviadas para Eric Gaffney, incumbido de colocar as baterias (não por acaso, então, ele se tornaria o futuro baterista do Sebadoh, ficando na banda de 1989 a 1993). E assim nasceu o Sebadoh, que, ao lado do Pavement, foi uma das principais bandas independentes da década de noventa. E este foi apenas o início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dicotomia Dinossar Jr/Sebadoh chega ao fim em 1988, e, em 1990, sai "Freed Weed", uma espécie de coletânea das demos do Sebadoh com quarenta (!) faixas. A partir deste momento começa, definitivamente, a carreia do Sebadoh, que, em 1993, com o lançamento de "Bubble &amp; Scrape", coloca a banda entre nomes como o próprio Pavement, Guide by Voices e Yo la Tengo. Entretanto, isto não foi o suficiente para conter Lou Barlow. Ele queria mais. No mesmo ano cria o "Sentridoh", um projeto solo no qual mantinha a linha 'lo-fi'/indie rock do "Sebadoh", e no ano seguinte, com John Davies, forma o "Folk Implosion".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1995, além do sucesso que alcançado pelo "Folk Implosion" graças a música "Natural One" - que fez parte do filme "Kids" -, ele lança com o "Sentridoh" dois álbuns: "Losing Losers" e "Lou Barlow and His Acoustic Sentridoh". É claro que, com o tempo, mudanças ocorreriam, afinal, Lou precisaria de um dia com no mínimo 48 horas para manter todos esses projetos no mesmo nível. Assim sendo, desde 1999 o Sebadoh não dá as caras, mas também não anuncia seu fim; em 2002 saiu "Free Sentridoh Songs from Loobiecore"; John Davies deixou o "Folk Implosion", e Lou rebatizou a banda como "The New Folk Implosion", lançando um disco homônimo em 2003. E para quem pensou estar no fim o gás de Lou Barlow, em janeiro de 2005 chegou "Emoh", primeiro disco no qual o artista assina com o próprio nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro ponto importante deste disco: o 'lo-fi' que consagrou não apenas o Sebadoh, mas também o Sentridoh, foi deixado para trás. Isto é perceptível logo na primeira faixa - "Holding Back the Year" -, na qual a voz de Lou está em primeiro plano, clara e cristalina. A parte instrumental também é bem cuidada, e os violões que permeiam todas as canções são acompanhados por ruídos e tratamentos de estúdios impensados no Sentridoh, por exemplo. Tudo isso é confirmado nos créditos do álbum, pois oito canções foram cuidadosamente gravadas sob a supervisão de Mark Nevers e Wally Gagel, e outras seis, mesmo gravadas na casa do próprio Lou, ficaram longe dos quatro canais. Muito embora o clima intimista que transpassa a carreira do músico permaneça, ele está polido e bem trabalhado. Não apenas "Holding back the year", mas também "If I Could" e "Confused" são bons exemplos deste fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simplicidade das letras é outro ponto sempre presente nas composições de Lou. Entretanto, neste disco, em decorrência da produção limpa e bem feita, elas (as letras) ganham força por ficarem em primeiro plano como a voz, e versos como "&lt;i&gt;away, alone, look out/The birds, like me, want you now&lt;/i&gt;", de "Caterpillar Girl", emocionam pela simplicidade do como tal declaração é feita. Num disco intimista e subjetivo como este é difícil encontrar canções que se destaquem, pois cada uma delas, mesmo diferentes entre si, se complementam, e resultam no artista como um todo. Mas caso precise escolher quais ouvir, "Lengedary", a singela "Puzzle" e a citada "Caterpillar Girl" dão uma amostra do que escrevi até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o que mais chama a atenção em "Emoh" é que Lou Barlow parece não se esgotar. Compositor incansável, suas canções tendem a explorar o que há de simples na vida. E mesmo que ande na linha entre a singeleza e a pieguice, seus passos firmes o impedem de cometer erros que vemos em discos e mais discos lançados mundo afora. Dizer que "Emoh" é mais do mesmo seria mentira, pois embora encontremos o Lou de sempre, "Emoh" mostra mais. E por isso é de se esperar algo de um artista como Lou Barlow: ele atende as expectativas, seja quantas for.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-111133647103181059?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/111133647103181059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=111133647103181059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111133647103181059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111133647103181059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/03/esta-semana_20.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-111075021902048483</id><published>2005-03-13T18:41:00.000-03:00</published><updated>2005-03-13T18:43:39.023-03:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Retrofoguetes&lt;/b&gt; - Ativar Retrofoguetes (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 145px; HEIGHT: 145px" height="135" src="http://www.poppycorn.com.br/imagens/mauricioretrofoguetes01.jpg" width="136" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficção científica. Personagens de Isaac Asimov e o espacial circo de Moscou. Robôs gigantes e invações alienígenas. Não haveria outra maneira de colocar todos estes ingredientes em um só disco se não através da surf-music. Com um toque de rockabilly, é claro. E psychobilly também. Esqueci do Flash Gordon e de uma certa influência mexicana. O negócio é escutar e procurar todas as possibilidades e influências contidas neste "Ativar Retrofoguetes", primeiro disco da banda de surf-music baiana "Retrofoguetes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do trio começou quando o vocalista do "The Dead Billies", Moskabilly, resolveu seguir carreira solo. Até aqui a banda acumulava dois discos na bagagem ("Don't Mess With... The Dead Billies" e "Heartfelt Sessions") e participações em festivais como Abril pro Rock e Goiânia Noise. Após a baixa, no início de 2002 os remanescentes Joe (baixo), Morotó (guitarra) e Rex (bateria) optaram por continuar tocando, e criaram a banda instrumental "Retrofoguetes". Entretanto, antes da formação se fechar, o baixista Joe foi tocar com a Pitty, deixando lugar para CH, o último elemento deste power trio. Pendendo para a surf-music, mas mantendo um pé rockabilly e psychobilly da antiga banda, o "Retrofoguetes" ainda trouxe do "The Dead Billies" toda a temática ficcional e um forte apelo visual para seus trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançado em 2002, "Protótipo de Demonstração nº1" foi o primeiro EP do "Retrofoguetes". Visto quase como uma trilha sonora para um filme de ficção científica, "Protótipo..." possui quatro canções que entraram neste "Ativar Retrofoguetes", e dá aos antigos fãs do "Dead Billies" uma amostra de qual seria o futuro da nova banda. A produção, tanto do EP quanto do disco foi assinada por Nancy Viegas e andré t., e as influências da surf-music da década de 60 (entende-se Beach Boys, Ventures e Dick Dale) vistas em "Protótipo de Demonstração nº1" são aprofundadas nas dezenove faixas que compõe este primeiro disco da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos pouco mais de quarenta minutos de álbum, a banda passeia não apenas pelos filmes de ficção científica ou seriados japoneses (origem do nome da banda e do disco), mas também por temas mexicanos ("Roswell" e "Night of Excess"), polca ("O Início do Espetáculo") e eletrônicos anos 80 ("Warp"). A produção deixa sua marca no som através de pequenos ruídos e barulhos que se encaixam ao longo das músicas, criando ambientes e detalhes que não apenas amarram o disco, mas que muito contribuem para a identidade visual, uma das principais características da banda. Isto é facilmente percebido nas faixas "O Carrossel do Inferno" e "Monga, Meu Amor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada adiantaria se o trio não segurasse o tranco. O entrosamento entre o baixo e a bateria fazem o caminho de efeitos e solos e experimentalismos da guitarra muito mais fácil. Ora distorcido ora quase imperceptível, o baixo de CH é quem dita o andamento das músicas, ao lado da bateria certeira de Rex. As guitarras de Morotó Slim são um caso à parte, como em todas as bandas de surf-music que se prezem. A melhor maneira de entender o funcionamento deste trio é a faixa "A Fantástica Fuga de Magnólia Pussycat", composta à partir de uma perseguição no quintal da casa de Morotó para captura de sua gata, e na qual a banda mostra sua capacidade musical sem medir forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enumerar aqui todas as influências e citações encontradas ao longo de "Ativar Retrofoguetes" seria extremamente complicado e, com certeza, chato de ser lido. Por isso, guardo as surpresas a quem se arriscar a entrar neste filme (sci-fi, é claro) estrelado pelo "Retrofoguetes". Ou seria uma história em quadrinho? Ou um livro de ficção científica? Ou um seriado Japonês? Fato é, não haverá arrependimento algum. No mínimo, alguns bons momentos de diversão, como toda boa surf-music pode proporcionar. Ou seria rockabilly? Ou polca? Ou psychobilly? Escute o disco, e descubra você mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-111075021902048483?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/111075021902048483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=111075021902048483' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111075021902048483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111075021902048483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/03/esta-semana_13.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-111009214933527540</id><published>2005-03-06T03:41:00.000-03:00</published><updated>2005-03-06T03:55:49.340-03:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Charlie Brown Jr.&lt;/b&gt; - Tamo aí na atividade (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 145px; HEIGHT: 137px" height="133" src="http://www.poppycorn.com.br/imagens/mauriciocharliebrown01.jpg" width="142" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr., já se meteu em algumas encrencas não é segredo para ninguém. A última delas foi em um aeroporto no Rio de janeiro, quando ele discutiu e trocou algumas pancadas com Marcelo Camelo, guitarrista e vocalista do Los Hermanos. A causa da pancadaria foi, segundo consta, uma crítica feita por Camelo quanto ao fato de Chorão &amp; Cia terem feito um comercial para a Coca-Cola. E este fato, de certa maneira, expõe uma contradição no que a banda diz em seus discos e o que ela faz com sua carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o ano de 2004 foi vinculado um comercial da Coca-Cola no qual o Charlie Brown Jr, ao melhor estilo Jota Quest, demonstrava suas qualidades de garotos propaganda. No tal comercial a banda distribuía garrafas para as pessoas da platéia que não possuíam uma, e ao final todos estavam &lt;i&gt;igualmente&lt;/i&gt; felizes com sua Coca-Cola na mão. Fato é que, após algum tempo, um grande debate sobre postura do Charlie Brown Jr. tomou conta do mundo da música, acirrando o embate entre os fãs e não fãs da banda. Se por um lado a banda cantava a plenos pulmões "&lt;i&gt;Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério/O jovem no Brasil nunca é levado a sério&lt;/i&gt;" no refrão da música "Não é sério", por outro, estava na própria televisão, no mínimo, não levando o jovem à sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, não cabe a ninguém julgar os meios pelos quais as pessoas ganham seu dinheiro, por isso nenhum tipo de crítica deveria ser feita a banda sem antes olharmos para o próprio umbigo. Entretanto, a coisa não funciona assim. O lado positivo é que, no ciclo normal da mídia, depois de render capa de jornais e revistas, o assunto foi substituído por outro, e o Charlie Brown Jr. lançou, como de costume, mais alguns discos. Mas somente após o lançamento deste "Tamo aí na atividade" percebemos que nem todos superaram aquele fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo rebatendo todas as críticas dirigidas a ele, Chorão mostra ter sido assombrado durante noites e mais noites de sono, e acabou sendo vítima de uma crise de personalidade, amplamente encontrada neste novo trabalho da banda. Vale dizer: este não é o principal problema deste sétimo disco do Charlie Brown. Posterior a um improvável acústico MTV, "Tamo aí na atividade" acaba tropeçando nas mesmas pedras que encontram pelo caminho bandas com longa carreira ou muitos discos lançados: a repetição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte de se reinventar é para poucos. Portanto, por mais que o Charlie Brown Jr. cada vez mais se pareça uma cópia de si mesmo, não podemos condená-los por este pecado. A culpa da falta de criatividade é amenizada devido ao fato de as gravadoras exigirem não apenas um disco por ano, mas um disco de sucesso por ano. Então, aquela velha máxima que diz que 'em time que está ganhando não se mexe' acaba entrando em campo, ou melhor, em estúdio, restando a nós ouvintes a sensação de já termos ouvido aquela música em algum lugar. Não por acaso, músicas como "Eu Vim De Santos, Sou Charlie Brown", "Longe de você" e "Lixo e o luxo" deste novo disco entrariam facilmente no acústico lançado ano passado, assim como "Champanhe e água benta" ou "Todos iguais" estariam em qualquer outro disco do grupo de Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, musicalmente o Charlie Brown Jr. pode até agradar, mas não surpreender. Tudo o que a banda já produziu até hoje está neste trabalho, sem muita experimentação e/ou novidade. Nas letras percebemos a tal crise de Chorão, dada a grande - e até chata - repetição de adjetivos autodepreciativos, afirmando a condição de malandro do vocalista. A balada "Vivendo nesse absurdo" pode ser encarada como uma exceção em meio as quinze músicas que compõe o álbum - sendo que destas, quatro são vinhetas, artifícios bem utilizados pela banda em seu disco de estréia "Transpiração Contínua Prolongada", de 1997. Fora ela, ao longo deste trabalho, mesmo nas vinhetas, palavras como "Sk8" - abreviação para Skate -, "malokero" (sic), "pobre", "vagabundo", "quebrada" e algum tipo de ataque contra os "playboys" são usadas a exaustão. Até o Spike Lee acaba entrando nesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, a necessidade de se impor como pobre e fudido de Chorão, ao que parece, está alcançado patamares preocupantes. Quase uma obsessão, na verdade. Faixas como "Tamo aí na atividade", "O errado que deu certo" e "Malokero Sk8 Board" são provas cabais apenas por seus títulos. Talvez para se desvincular da imagem deixada pela tal propaganda, talvez um mero desabafo: não há como saber o que está se passando pela cabeça do vocalista do Charlie Brown Jr. Como não sou psicólogo ou coisa do gênero, apenas torço para que Chorão consiga se resolver consigo mesmo. E para que a banda consiga encontrar um novo caminho e fugir da mesmice que começa a atrapalhar, é claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-111009214933527540?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/111009214933527540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=111009214933527540' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111009214933527540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/111009214933527540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/03/esta-semana.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110951107849178111</id><published>2005-02-27T10:27:00.000-03:00</published><updated>2005-02-27T10:31:18.496-03:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Funk Como Le Gusta&lt;/b&gt; - F.C.L.G. (2004)*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 147px; HEIGHT: 145px" height="135" src="http://www.poppycorn.com.br/imagens/mauriciofclg01.jpg" width="138" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a lógica de mercado é injusta todo mundo sabe. Bandas são criadas, jabás distribuídos e programas de domingo enfiam goela abaixo a nova sensação do verão. E, de certa maneira, somos obrigados a engolir o velho-novo som das paleozóicas bandas do cenário brasileiro e mundial e outras tantas besteiras. Entretanto, em momentos de rara sorte, encontramos bons trabalhos que muitas vezes são simplesmente ignorados por quase todos, talvez por desconhecimento ou comodismo. Independentemente da causa, fato é que não vemos a luz no fim do túnel por estarmos de olhos fechados, e se continuamos a engolir besteiras, a culpa é nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não por acaso, poucos conhecem o &lt;b&gt;Funk Como Le Gusta&lt;/b&gt;. Banda paulista formada em 1998, ainda no mesmo ano ganhou certa notoriedade devido aos shows que fazia às quartas-feiras num local chamado Espaço Anexo, onde ocorriam as mais variadas "jam-sessions" com nomes do calibre de Marcelo D2, Dj Marky, Daúde, Thaíde e Dj Hum, Sandra de Sá e Otto. Contando com 12 músicos, a big-band sempre fez um som tendendo ao funk e ao groove, misturando a eles elementos latinos. Não demorou para que fosse lançado o primeiro trabalho, e em 1999 "Roda de Funk" veio ao mundo contando com participações de Fernanda Abreu e Black Alien do Planet Hemp. Mas dada a pouca divulgação, o disco não recebeu o reconhecimento que merecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo os passos de seu antecessor, o novo trabalho da banda, intitulado apenas “F.C.L.G.”, foi lançado em 2004, mas até agora foram poucos os comentários a seu respeito. Durante o período entre um disco e outro, a banda passou por alterações em sua formação que, por sua vez, acabaram mudando também o processo de gravação. A principal diferença técnica entre os trabalhos é a maneira pela qual foram gravados. Muito embora sejam mínimas as diferenças, "F.C.L.G." foi registrado de maneira convencional, sendo gravado um instrumento de cada vez; "Roda de Funk", como propõe o próprio nome, foi gravado ao vivo, numa roda feita pelos músicos no próprio estúdio. Acontece que depois de terminada a primeira música deste novo trabalho, uma constatação é naturalmente feita: as pequenas diferenças técnicas não refletem as mudanças pelas quais passaram o som da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo mantendo ritmos dançantes como funk, groove e o samba-rock, este novo trabalho traz algumas inovações ao som da banda. A introdução de elementos eletrônicos talvez possa ser apontada como uma das melhores - e até esperadas - surpresas deste novo álbum. Logo na faixa que abre o disco, "S.O.S", há pequenas linhas eletrônicas que fazem o acabamento da música; em "Vertiplano" são as eletrônices que guiam a canção por seus quase quatro minutos. Ou seja, muito antes de transformar o som da banda, este novo elemento deve ser visto como uma possibilidade a ser explorada. E temos aqui um bom começo. Mas não só a música eletrônica ganhou espaço na salada musical da banda. Para dar um sabor diferente, o choro (!) é também um novo elemento inserido neste trabalho, mesmo sendo mais influência do que tendência. Antes de gastar palavras e mais palavras tentando explicar como funciona tal fusão, o melhor mesmo é indicar a faixa "Aos trutas", que, além de substituir qualquer explicação, é uma da melhores do disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ritmos latinos, que desde os primeiros shows era característica marcante da banda, podem ser encontrados em "Latina", segunda faixa de "F.C.L.G." O funk, é claro, está presente em todo o disco, mas em intensidades e maneiras diferentes. Em "Somos do funk" e "Tá chegando a hora" há uma levada mais calma do gênero, enquanto "Drive In" e "Besame Mama" são mais dançantes - sendo que esta (música de Mongo Santamaria) possui elementos latinos que lembra o CD anterior. Da mesma maneira, o samba-rock de Jorge Ben Jor continua ainda presente no som da banda, e "A Nêga e o Rebolado" deixa tal afirmação mais que provada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, o túnel existe, e a luz está lá, mesmo que não a vejamos. O importante é busca-la. Sorte de quem descobriu o Funk Como Le Gusta antes, sorte de quem descobriu agora, pois a escuridão já não é mais a mesma. Por isso, mesmo que seu gosto não aceite muito bem o funk ou o groove ou o samba-rock deste "F.C.L.G.", ele vale a pena apenas pela descoberta e reabastecimento da esperança de um mundo musicalmente melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Resenha publicada no site &lt;a href="http://www.poppycorn.com.br"&gt;Poppy Corn&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110951107849178111?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110951107849178111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110951107849178111' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110951107849178111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110951107849178111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/02/esta-semana_27.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110891266044822834</id><published>2005-02-20T12:14:00.000-03:00</published><updated>2005-02-20T12:23:20.550-03:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Cat Power&lt;/b&gt; - The Covers Record (2000)*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="161" src="http://www.metrotimes.com/20/25/Images/revsCatPower.jpg" width="163" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos influenciados todos os momentos de nossas vidas, em múltiplos sentidos. Não há como escapar, pois muito antes de nós já existiram outros, e mesmo que os tempos mudem constantemente, há sempre algo que fica e nos marca. Em se tratando de arte, então, a intensidade é ainda maior. Na verdade, pensar em música e não pensar em influência é uma tarefa, no mínimo, ingrata, pois não levará a lugar nenhum. Portanto, e sabendo disso, alguns artistas resolvem prestar homenagens aqueles que contribuíram para sua formação, e mesmo sendo tal coisa um clichê com 'c' maiúsculo, há quem consiga fazer disso algo interessante. São poucos, mas existem, mesmo que por detrás de um pseudônimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chan Marshall, também conhecida como Cat Power, assim como tantos outros artistas, resolveu prestar uma homenagens aqueles que, de certa maneira, acabaram influenciando sua carreira. Não seria muito difícil adivinhar alguns nomes que entrariam na lista de influências, por isso não é este principal ponto de "The Covers Record", o quinto disco da cantora de Atlanta. A capacidade de Cat Power de se apropriar das canções é o que mais chama a atenção neste disco. A transformação promovida em "Satisfaction", dos Rolling Stones, por exemplo, é tão bem feita que, apesar de não lembrar em nada a versão original, é tão boa quanto aquela. Na verdade, acaba se tornando uma nova canção, e tal fato acaba distanciando todos aquelas narizes torcidos que surgem quando o assunto é música cover, principalmente de nomes como Bob Dylan, Velvet Underground ou mesmo Mick Jagger &amp; Cia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com apenas um violão, pianos ocasionais e sua voz melancólica, Cat Power busca suas influências no gênero que é a base de sua música: o folk. Não sem querer, então, o violão é onipresente por todo o disco, assim como músicas de Michael Hurley - figura carimbada da famosa cena folk de Greenwich Village -, ou Moby Grape - banda californiana da década de 1960 que, muito embora estivesse fortemente vinculada ao psicodelismo, trazia influências do folk e blues. Há espaço para nomes mais conhecidos do grande público como os acima citados Dylan ou Velvet Underground de Lou Reed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, sendo ou não de nomes conhecidos, as canções, após passarem pelas mãos de Cat Power, se tornam dela. Por isso, a grande sacada do disco é ouví-lo não como um disco de covers, como propõe o título, mas como um disco da própria Chan. Canções como "Kingsport town" e "Paths of victory" perdem a voz anasalada de Dylan e ganham os contornos delicados da voz de Marshall, assim como a própria "Satisfaction", dos Stones ou "I found a reason", do Velvet Underground. De Michael Hurley, Cat Power gravou "Troubled waters" e "Swee dee dee", ambas do álbum "Armchair Boogie", lançado pelo cantor em 1970. Do quinteto Moby Grape foi escolhida "Naked if I want to", do disco lançado em 1967 intitulado apenas "Moby Grape", primeiro da banda. Nomes como Nina Simone e Phil Phillips &amp;amp; the Twilights, proeminentes na década de 1930, também aparecem neste trabalho, fechando o álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um ponto curioso e um emocionante neste "The Covers Records". O ponto curioso é a música "In this hole". Apenas no piano, é, com certeza, umas das melhores faixas do álbum, entretanto, diferente do restante do disco, esta é uma música da própria Cat Power, que faz parte do disco "What Would the Community Think", lançado em 1996, e responsável pela primeira grande exposição da cantora e compositora. O ponto emocionante é a interpretação de "Red apples", música do Smog, pseudônimo de Bill Callahan, um dos nomes mais chamativos do mundo alternativo lo-fi da década de 1990. Conhecido por seu minimalismo e melancolia, não haveria melhor escolha de Cat Power para o repertório de covers. "Red apples" é apenas voz e piano para versos como "I slept in her black arms/For a century/She wanted nothing in return"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The Covers Record" é, em poucas palavras, a homenagem de Cat Power a todos aqueles que de alguma maneira a influenciaram. Até Chan Marshall recebe sua homenagem, afinal, é uma das influências mais importantes para Cat Power, sem dúvida. Cada canção deste "Covers records" é uma homenagem simples, suave e melancólica, mas, antes de tudo, original, pois não é para qualquer um se apropriar de clássicos com tamanha personalidade. É para quem pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;*Resenha publicada no site &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dyingdays.net"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Dying Days&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110891266044822834?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110891266044822834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110891266044822834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110891266044822834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110891266044822834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/02/esta-semana_20.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110864474277046546</id><published>2005-02-17T10:49:00.000-02:00</published><updated>2005-02-18T22:13:34.016-02:00</updated><title type='text'>Extra:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Nirvana&lt;/b&gt; - From the Muddy Banks of the Wishkah (1996)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 167px; HEIGHT: 171px" height="212" src="http://nirvanalyrics.net/images/covers/awish.jpg" width="190" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este não é o primeiro disco póstumo do Nirvana. Lançado em Novembro de 1994, o "Unplugged in New York" foi o primeiro registro da banda lançado após a morte de Kurt Cobain em Abril do mesmo ano. Mas não é surpresa para ninguém que assim como este disco, muitos outros chegarão ao público, e a caixa “With the Lights Out” não me deixa mentir. Já foi comprovado com pessoas como Elvis ou Lennon que a rentabilidade aumenta muito mais após o falecimento do membro mais saliente da banda, e que o status de ídolo fica quase inabalável e, principalmente, intocável. Então, nada melhor do que lançar discos com vendas garantidas. É só colocar o nome do elemento ali, algumas músicas conhecidas uma ou duas inéditas ou regravações ou sobras de estúdio e temos um ótimo negócio, pois lançamentos assim não vendem apenas o disco lançado, mas toda a discografia do artista ou da banda da qual fez parte. Exemplos? “Elvis 30 #1 Hits” , John Lennon Accoustic, e o próprio Nirvana com a coletânea que tinha como chamativo a inédita "You Know Your Right".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ao nos depararmos não apenas com "From the Muddy Banks of the Wishkah", mas com qualquer outro lançamento póstumo, é importante ter em mente que pode ser uma armadilha, e que nós, frágeis fãs, somos presas fáceis. Quem não resistiu e comprou este disco do Nirvana entende o que quero dizer. A concepção do trabalho começa pelo título. Uma tradução aproximada seria "das margens lamacentas de Wishkah", sendo que "Whishkah" é um rio que passa por Abeerden, cidade natal de Cobain. Ou seja, o disco em mãos nos levará do passado lamacento da banda até o mar aberto no qual chegou. Se navegar é preciso, este disco é um exemplo de como vencer as tormentas da industria fonográfica, saindo do então inconstante underground para adentrar as águas aparentemente calmas do mainstream. E se esta é a proposição do disco, ele cumpre com o que é prometido. Todavia, qualquer um poderia fazer o trajeto da banda sem a necessidade de um disco especificamente para isso. Bastaria colocar "Bleach" para rodar e só sair do quarto após a última nota de "Where did you sleep last night", do Unplugged. Por isso, pelo menos uma recompensa por encarar o trajeto do disco deveríamos ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o prêmio é mínimo. "From the muddy..." é, em poucas linhas, um apanhado de canções ao vivo já conhecidas da banda. Seguindo a proposição do título, há "Intro", "Polly" e "Breed" de 1989. Ou seja, vamos mesmo das origens da banda até seus dias finais, mas pelo caminho mais seguro. Para gravadora, é claro. De início podemos até acreditar que teremos grandes surpresas pela frente, pois o disco começa com uma passagem de som cheia de gritos e distorções, mas dura pouco mais de cinqüenta segundos e só. À partir daí nos deparamos com músicas mais do que conhecidas, e mesmo nestas versões ao vivo elas não fogem muito da original. "Lithium", "School" e até "Smells Like Teen Spirit" entram nesta primeira parte do disco, para (ingrata) surpresa daqueles que sabem o pé no saco que se tornou "Smells like..." após várias e várias repetições diárias quando do lançamento de Nevermind. Para não dizer que esta é uma opinião pessoal, sugiro que assistam o vídeo "Live, Tonight, Sold Out", onde o próprio Cobain se nega a tocar a canção, ou a brincadeira que ele faz no famoso programa britânico "Top of the tops", cantando-a como se cantasse ópera. Mesmo a banda estava de saco cheio de "Smells Like...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte do disco começa com algo animador. A nona faixa do disco é a oficialmente inédita "Spank Thru", uma velha composição de Cobain que perdurou toda a carreira da banda. É uma daquelas músicas que mesmo não estando entre as melhores, seu compositor tem grande apego por ela. Distorcida ao melhor estilo Nirvana, com certeza agradou muitos fãs que não a conheciam, visto sua presença em alguns poucos "&lt;i&gt;bootlegs&lt;/i&gt;", numa versão não tão pesada quanto a que consta neste disco, gravada em Roma, durante a turnê de Nevermind. Ânimo restabelecido para uma seqüência "In Utero" de "Scentless Apprentice", "Heart-Sharped Box" e "Milk it". Boas músicas de estúdios nem sempre são boas músicas ao vivo, mas dado como "In Utero" veio ao mundo, não haveria maneira destas canções saírem ruins numa apresentação ao público. Elas preparam bem os ouvidos para "Negative Creep", uma das mais pesadas da discografia da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase no fim há mais uma surpresa ainda. A famosa "Polly" voz e violão de Nevermind, que também já foi ao extremo oposto em "Incesticide" com guitarras e baterias em altíssima velocidade, ganha aqui um meio termo. A gravação foi feita em 1989, com Chad Channing na bateria, e surpreende ao mostrar que uma simples música pode ter variações, e que apesar das mudanças, mantêm sua idéia original. Na seqüência estão "Breed" e a porrada "Tourette's" até que "Blew" começa a tocar. "Blew" foi o primeiro single do Nirvana lançado pela Sub Pop, e dependendo da vendagem, a banda assinaria ou não um contrato com a gravadora. Voltamos, então, ao início. O ciclo se encerra. O disco também. Uma viagem pouco emocionante, é verdade, mas válida. Se a preguiça apertar, ouça este "From the Muddy Banks of Whishkah" e navegue por este rio chamado Nirvana. Se não, há pelo menos cinco bons discos para acompanhar de perto os cincos anos de expedições musicas lideradas pela banda de Seatlle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa viagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110864474277046546?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110864474277046546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110864474277046546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110864474277046546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110864474277046546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/02/extra_17.html' title='Extra:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110826942217049642</id><published>2005-02-13T02:34:00.000-02:00</published><updated>2005-02-13T02:43:48.436-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;The Arcade Fire&lt;/b&gt; - Funeral (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 164px; HEIGHT: 160px" height="151" src="http://www.earlash.com/img/albums/arcade_funeral.jpg" width="151" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros momentos são os aspectos teatrais que chamam a atenção em "Funeral", álbum de estréia da banda canadense "The Arcade Fire". Não apenas na performance, mas principalmente pelas histórias contadas em algumas músicas, que nos dá a sensação de estarmos frente a um palco onde atores encenam pequenas peças. Entretanto, após as inevitáveis repetições do disco, outras características marcantes do som do grupo são percebidas, e aquela primeira impressão dá lugar a algo maior e mais tocante. O pop é por excelência catártico, mas este "Funeral" consegue ir além, e, por incrível que pareça, apenas propõe problemas, mas não os resolvem - mesmo sendo a resolução o mais esperado por grande parte do público que, acostumado com um produto final redondo, talvez estranhe um pouco este trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formado pelo casal Win Butler e Régine Chassagne, além de Richard Parry, Tim Kingsbury e William Butler, "&lt;b&gt;The Arcade Fire&lt;/b&gt;" é mais uma banda que se une ao batalhão cada vez maior chamado "novo rock", no qual nomes como Strokes, Franz Ferdinand e White Stripes podem ser colocados na linha de frente. Lançando mão de texturas que se assemelham tanto a novata Interpol quanto o experiente Echo &amp; The Bunnymen, a banda não poupa instrumentos ao longo das dez músicas que compõe este álbum de estréia, marcado pela morte de parentes dos integrantes durante a produção, e não por acaso intitulado "Funeral".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das músicas extrapola algumas obviedades pop e buscam não apenas sons diferentes, mas melodias complexas e situações imprevisíveis. Grande parte delas tem como característica o fato de serem crescentes, ou seja, começam tranqüilas, com vocais graves e contidos, mas ao se desenrolarem tornam-se enormemente poderosas, fazendo com que os vocais de Win Butler, antes tímidos, dominem o ambiente. "Neighborhood #1 (Tunnels)" é um exemplo desta característica, assim como "Crown of Love", na qual o tal crescente aparece na união entre o instrumental e a voz, e o desfecho é tão inesperado que no mesmo instante em que quase tira o encanto da música, causa uma estranheza apaixonante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, são nas canções mais calmas que percebemos a capacidade criativa da banda. Há uma enchente de instrumentos e sons que, longe de se confundirem, criam a atmosfera exata para que as vozes de Win Butler e Régine Chassagne arrebatam os ouvintes. "Une Annee Sans Lumiere", cantada parte em inglês, parte em francês, é tão capaz de emocionar com sua leveza pop quase hipnótica quanto "Neighborhood #4 (7 Kettles)", igualmente construída sobre um violão simples e criativo. "In the Backseat", faixa que fecha o trabalho, é uma peça única. Cantada por Régine, a sutileza da voz nos primeiros minutos carrega a música até seu ápice, no qual violinos, guitarras e vocalizações não pedem licença para derrubar aquela lágrima que ficou presa durante os quase cinqüenta minutos de "Funeral".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À parte o lado musical, são as letras o ponto chamativo. Por trás das melodias, da voz sinceramente aguda de Win Butler e dos &lt;i&gt;backing vocals&lt;/i&gt; de Régine Chanssagne, esconde-se uma proposição interessante. Este não é um disco de respostas. Muito pelo contrário, propõe perguntas e questionamentos sobre os mais diversos assuntos, sempre nos colocando em situações contraditórias, e nunca indica uma conclusão. Mesmo que despropositadamente, "Funeral" nos dá apenas as partes contrárias de um mesmo assunto, deixando para nós a resolução destas oposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São colocadas duas idéias opostas para que a partir do debate entre elas se encontre uma nova idéia, uma síntese. Por todo este álbum o “Arcade Fire” nos mostra situações dialéticas: a vizinhança vista em pelo menos quatro canções invariavelmente nos remete a situações de solidão; em "Neighborhood #3 (Power Out)" e "Wake Up" a contraposição entre jovens e adultos é feita quase explicitamente; verdade e mentira se encontram em "Rebellion (Lies)"; e mesmo a contraposição de línguas diferentes pode ser vista nas faixas "Une Annee Sans Lumiere" e "Haiti", nas quais inglês e francês dividem a letra. Todavia, em momento algum a banda diz qual é a síntese encontrada, e este é o segredo do disco. A catarse da primeira audição dá espaço a outra mais forte justamente por encontramos nossas próprias sínteses. E mesmo aqueles que estranhem esta proposição poderão se emocionar, pois apenas os arranjos já valem o disco, e elevam o “Arcade Fire” ao posto de mais novo membro da linha de frente do novo rock.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110826942217049642?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110826942217049642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110826942217049642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110826942217049642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110826942217049642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/02/esta-semana_13.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110791583961773795</id><published>2005-02-09T01:19:00.000-02:00</published><updated>2005-02-12T02:19:45.703-02:00</updated><title type='text'>Extra:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Nirvana&lt;/b&gt; - MTV Unplugged in New York (1994)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 172px; HEIGHT: 155px" height="1154" src="http://www.coveralia.com/audio/n/Nirvana-Unplugged_In_New_York-Frontal.jpg" width="987" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O formato acústico criado pela emissora MTV teve sua primeira edição em 1989, com a participação da banda britânica Squeeze, além dos convidados Syd Straw e Elliot Easton, da banda "The Cars". A idéia surgiu após uma apresentação de Bon Jovi e Rithcie Sambora no MTV Music Awards de 1989 tocando apenas com violões o então sucesso "Wanted Dead or Alive", e desde então grandes figurinhas do pop mundial se renderam ao formato que, no mínimo, é lucrativo. Mas, deixando de lado o dinheiro, temos apresentações antológicas no unplugged MTV, como a de Bob Dylan em 1995 ou a do Kiss, em 1996, que reuniu no mesmo palco Ace Frehley, Peter Criss, Paul Stanley e Gene Simmons após dez anos. Entre estas, não há como deixar de fora a apresentação do Nirvana, não apenas por ser a última performance televisiva de Kurt antes de sua morte, mas principalmente por sua qualidade musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento que rondava a cabeça de Cobain quando da gravação do programa era quase o mesmo da gravação de "In Utero": o Nirvana é uma boa banda, independente de produtores ou facilidades de estúdio. Se em "In Utero" o intuito era provar que o Nirvana ia além do sucesso óbvio de Nevermind, neste unplugged a meta era mostrar que a qualidade musical da banda estava muito além do que as poucas baladas de sua discografia. Para isso, o primeiro passo foi escolher para o repertório do show músicas que possibilitavam alcançar tal objetivo. Passeando por toda a discografia, há neste disco "About a girl" do "Bleach", "Come as you are", "Polly", "On a plain" e "Something in the way" do Nevermind e "Pennyroyal Tea", "Dumb" e "All apologies" de In Utero. O ponto em comum desta seleção está no fato de todas terem potencial para serem gravados voz e violão e ainda assim mostrar a capacidade não apenas musical, mas de se tornarem boas canções, tristes e melancólicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto importante deste acústico é as participações especiais. Da mesma maneira que a banda se negou a tocar os grandes sucessos neste show, também optou por convidados que não estivessem sob os flashs. Os boatos de Eddie Vedder como convidado logo cederam lugar a confirmada presença do Meat Puppets, até então quase-desconhecida banda do Arizona. E eles participariam não apenas como convidados nas músicas do Nirvana, mas tocariam três canções próprias: "Plateau", "On me" e "Lake of fire", todas do disco "Meat Puppets II" de 1983. A psicodelia com uma pitada country que marcava o som do Meat Puppets, na voz de Kurt, ganhou um toque tão pessoal que mesmo ainda contendo as velhas características, eram outras canções, mais introspectivas, mais fortes. Há ainda mais três outras covers, "jesus don't want me for a sunbeam", música da banda Vaselines, se não a mais, uma das favoritas de Cobain, "The man who sold the world", do camaleão Bowie, escolhida por Kurt como devido a uma certa identificação com a letra, e "Where did you sleep last night", canção pertencente a Leadbelly, músico de folk da década de 1930-40, que originalmente intitulou esta canção de "In the Pines" (a mudança de título foi feito por Cobain).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fixação de Kurt por Leadbelly (Huddie William Ledbetter - 1885 1949) aconteceu quando ele descobriu a biografia do músico. Preso algumas vezes, o cantor e guitarrista viajou grande parte do sul dos Estados Unidos tocando blues, &lt;i&gt;work songs&lt;/i&gt; (músicas de trabalho escravo) e outros estilos. Descoberto pelo pesquisador John A. Lomax, Leadbelly gravou suas primeiras canções ainda na penitenciaria de Louisiana, gravando também seu nome na história da música negra norte americana. A primeira gravação que Cobain ouviu da música foi quando Mark Lanegan, vocalista do extinto "Screaming Trees", a gravou para seu primeiro trabalho solo. Desde então Kurt criou uma admiração tão grande por Leadbelly que dificilmente "In the pines" não faria parte deste acústico. E mesmo sendo uma canção desconhecida do grande público, principalmente para os fãs do Nirvana, ela faz por merecer estar no disco, principalmente na função de encerrar o álbum/show. Depois de quase uma hora de músicas que mexem com sentimentos dado o nível de sinceridade alcançado por Cobain, o suspiro que antecede o fim de "Where did you sleep last night" é a chave de ouro. Nada mais poderia ser feito depois daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçado por uma atmosfera lúgubre, com flores, velas e iluminação em tons de azul e roxo, todas as canções, da ingênua e direta "About a girl" até depressiva "Something in the way" ganham uma carga emocional muito forte. Se a idéia de um acústico é mostrar o artista como ele realmente é, o Unplugged Nirvana cumpriu o prometido. Aquelas complicações na vida pessoal de Cobain vistas em "In Utero" cresceram exponencialmente no espaço de um ano, e culminaram neste disco de maneira tão sincera que interpretações de músicas como "Pennyroyal Tea" ou "Lake of Fire" são de emocionar mesmo que não simpatiza muito com o grupo. Muitas canções mantêm sua forma original - mesmo as covers -, por isso a interpretação de Kurt pesa tanto em um disco como este. Sim, através destes parâmetros o Nirvana parece ser banda de um homem só, mas não é por está linha que caminha o disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito embora haja canções como "Pennyroyal Tea", cantada apenas por Cobain, "About a girl" é quando percebemos que Dave Grohl não é apenas um bom baterista para músicas pesadas, mas que sua sensibilidade ultrapassa os andamentos duplicados, chegando a leves arranjos como na primeira música deste acústico. Na cover do Vaselines, Krist abandona o contra-baixo e assume o acordeão; além do trio, o disco conta com a participação do guitarrista Pat Smear, que vinha acompanhando a banda na turnê de "In Utero", e Lori Goldston no cello em oito faixas. Quer dizer, a interpretação de Kurt nos vocais é de fato peça fundamental para o disco, mas não única. E se o álbum alcança um padrão de qualidade realmente alto, se deve ao conjunto, e não a um ou outro elemento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nirvana - MTV Unplugged in New York" foi lançado postumamente em 1 de Novembro de 1994, sete meses após a morte de Cobain. Exaustivamente passado pela MTV, o disco acabou marcando o fim da carreira da banda, e dando início a um processo de cultuamento que se estende até os dias de hoje. Prepulsores de um estilo, desbravadores do mainstream ou um bando de vagabundos que deram sorte? No fim das contas, nada disso importa. Se quiseram provar que tinham qualidade, melhor prova do que este unplugged não há; se quiseram ou não marcar uma geração, o fato é que conseguiram, mesmo que Kurt faça suas as palavras dos Vaselines, dizendo que &lt;i&gt;"Sunbeams are never made like me"&lt;/i&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110791583961773795?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110791583961773795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110791583961773795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110791583961773795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110791583961773795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/02/extra_09.html' title='Extra:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110788024204381534</id><published>2005-02-08T14:28:00.000-02:00</published><updated>2005-02-08T14:30:42.043-02:00</updated><title type='text'>Maquinário pela internet:</title><content type='html'>* No &lt;b&gt;Poppy Corn&lt;/b&gt; desta semana foram publicadas as resenhas do novo disco do Charlie Brown Jr. e Funk Como Le Gusta. Quer ver? &lt;a href="http://www.poppycorn.com.br"&gt;Aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Está saindo no &lt;b&gt;Whiplash&lt;/b&gt; as resenhas do Nirvana publicadas aqui no &lt;b&gt;Maquinário&lt;/b&gt;. Vale &lt;a href="http://www.whiplash.net"&gt;visitar&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110788024204381534?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110788024204381534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110788024204381534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110788024204381534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110788024204381534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/02/maquinrio-pela-internet.html' title='Maquinário pela internet:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110769131319348653</id><published>2005-02-06T09:51:00.000-02:00</published><updated>2005-02-06T10:01:53.193-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Os Paralamas do Sucesso&lt;/b&gt; - Os Grãos (1991)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 167px; HEIGHT: 171px" height="228" src="http://images.amazon.com/images/P/B00000G97Q.01.LZZZZZZZ.jpg" width="198" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os Grãos" é, com certeza, um dos discos mais desconhecidos dos Paralamas do Sucesso. E razões para isso não faltam. Seja pela economia do país na época ou pela estranheza causada pelo álbum aos fãs do som mais conhecido da banda, o problema é que um bom disco como este passa longe das prateleiras dos fãs menos persistentes, e, muito embora digam o contrário, esta é uma perda considerável. Neste álbum encontramos um Paralamas que poucas vezes vimos após este trabalho, e esta é sua caracterísca mais importante. Entretanto, indo mais a fundo no álbum, encontramos muito mais do que mero experimentalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trio estava no fim da turnê do disco "Big Bang" (lançado em 1989) quando lançou o disco "Arquivo" (22 de Dezembro de 1990), esticando a turnê para o incrível número de 120 shows. E exatamente por este excessivo número de shows, quando perguntado sobre o próximo álbum, Herbert respondia que ele seria literalmente de estúdio, lançando mão de todas as possibilidades que isto pode trazer. Indo além, por vezes ele afirmou que o disco poderia ser levado para um lado mais experimental, diferentemente do dois discos anteriores. Com a turnê encerrada, os Paralamas se trancam no estúdio com o produtor Liminha e só saíram de lá em meados de 1991, com "Os Grãos" debaixo do braço. Todas as previsões das entrevistas de Herbert se confirmaram, e do grande público que acompanhava a banda, apenas uma parcela aprovou este novo trabalho, distante de tudo o que a banda havia apresentado até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discussões e repercussões à parte, o disco é um dos mais interessantes da carreira da banda. A primeira faixa - "Tribunal de bar" - é uma mistura até certo ponto exagerada de &lt;i&gt;samplers&lt;/i&gt; e outros sons que ecoavam pela cabeça de Herbert. Na verdade, a maior parte da crítica na época, além de descer a lenha no disco, disse que este era um disco de Vianna, tendo Bi e Barone como músicos de apoio. O disco continua com "Sábado", uma música sobre o tema "coração-quebrado" no estilo Paralamas que já conhecemos. "Tendo a lua" é uma das melhores composições do trabalho: letra simples, e o arranjo, que por mais experimental que possa ser, passa a atmosfera da música, singela, quase confessional. (Uma curiosidade: a frase mais bonita da faixa - "O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu" - não é de Herbert, mas estava num dos bilhetes que ele de fato jogou fora, como conta a música).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras faixas que chamam a atenção no restante do disco são: "Carro velho", que possui uma levada "Olodum" - já trazendo ao público a recém nascida "Axé music" - e, segundo o cantor, teve como inspiração a música "Used cars", de Bruce Springsteen no disco Nebraska; "Vai valer" é uma composição feita à partir de colagem de frases, estilo popularizado por Carlinhos Brown e encontrada na discografia dos Paralamas em músicas como "Cagaço" ("Severino" - 1994) e "Uma brasileira" ("Vamo batê lata" - 1995); "Trac Trac" - é uma cover do argentino Fito Paez, que serviu como porta de entrada ao mercado latino; "A outra rota", balada violão/piano que possui uma das letras mais bonitas do disco; e, fechando o disco, "Trinta anos", música sobre o tempo e sobre a passagem de Herbert aos trinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem é preciso dizer que este é um dos discos que menos vendeu (100 mil cópias, ganhando apenas de "Severino" - 55 mil cópias) em toda a carreira do trio. Não há como culpar o período político, a crítica ou o experimentalismo da banda, pois todos contribuíram um pouco para que tal coisa acontecesse. Entretanto, "Os grãos" é um dos mais curiosos trabalhos da banda, mostrando um Paralamas que você já conhece de um jeito que você nunca viu. De certa maneira, justiça para com o disco foi feita pela banda quando incluiu no set do Acústico MTV as faixas "Tendo a lua" e "Vai valer". Por isso, deixe de lado a preguiça ou o medo e escute "Os grãos", faixa a faixa. Talvez soe estranho numa primeira vez, mas continue, pois aí sim, &lt;i&gt;"vai valer, então, vai valer"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110769131319348653?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110769131319348653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110769131319348653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110769131319348653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110769131319348653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/02/esta-semana.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110735665029424985</id><published>2005-02-02T13:01:00.000-02:00</published><updated>2005-02-12T02:20:26.923-02:00</updated><title type='text'>Extra:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Nirvana&lt;/b&gt; - In Utero (1993)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 174px; HEIGHT: 170px" height="561" src="http://pochettescd.free.fr/images/n/Utero_front.jpg" width="522" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fama do Nirvana alcançava altos níveis quando a necessidade de um novo disco de músicas inéditas se fazia presente. Na verdade, esta necessidade já era realidade há algum tempo, e por isso mesmo foi lançada a coletânea "Incesticide", em 1992, a fim de acalmar os fãs mais impacientes. Funcionou, mas não por muito tempo. Músicas inéditas do Nirvana pós-Nevermind eram esperadas, e mesmo que sobras de estúdios do início da carreira alegrasse colecionadores, a curiosidade de ver por quais caminhos a banda iria se enveredar era muito maior. Entretanto, por volta de 1993, o estado do vocalista - e agora ídolo - Kurt Cobain já não era dos melhores, agravado principalmente pela ultra-exposição causada pelo disco de "Smells Like teen Spirit".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contradições e debates à parte, o sucesso incomodou não apenas a banda, mas principalmente Cobain. Avesso as conseqüências de ter vendido centenas de milhares de discos por todo o mundo, a idéia agora era fazer um disco que não desse continuidade a Nevermind, um disco sujo, que voltasse às origens. Não à toa Steve Albini foi chamado para produzir o então intitulado "I hate myself and I wanna die". Responsável pelo discos como "Surf Rosa", primeiro do Pixies, Albini produzira também Breeders, Tad e PJ Harvey. Conhecido por seu desapego a indústria fonográfica, ele seria o produtor que não faria a banda gravar um novo Nevermind e, principalmente, um novo "Smells like teen Spirit". Ou seja, exatamente o que a banda - principalmente Kurt - queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos ataques de depressão, crises de choro e crises criativas de Cobain, a gravação de &lt;b&gt;In Utero&lt;/b&gt; foi feita em pouco mais de dez dias. Seco, direto e sincero, In Utero é quase como um desabafo, e não precisa ser nenhum gênio para prever que a Geffen - gravadora da banda - não iria gostar do resultado de um trabalho como este. Após intensas discussões, o primeiro passo foi convencer a banda a mudar o título do álbum. "I hate myself and I wanna die" era um título muito forte, que causaria um certo mal estar no mercado. Convencido não só pelos executivos, mas também pelos companheiros de banda, Cobain cedeu e intitulou o disco de "In Utero", deixando o humor ironico do antigo título de lado. O segundo, e mais complicado passo, foi encontrar em meio aquelas canções um ou duas que poderiam ser os singles que levariam o álbum. Dentre todas, "Heart-Sharped Box" e "All Apologies" foram as escolhidas, e receberam um toque de Scott Litt, produtor do &lt;b&gt;R.E.M&lt;/b&gt;, para torná-las mais acessíveis - entende-se aqui que as músicas levaram o chamado "banho de mesa", processo pela qual ela é "limpa" das sujeiras propositalmente deixadas pela banda durante sua gravação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro de 1993 "In Utero" chegou às lojas, não vendendo tanto como Nevermind, mas alcançando ao topo das paradas muito mais rápido, afinal, o lançamento deste disco era mais do que esperado. Os pouco mais de quarenta minutos de crueza não agradaram muito aos que tinham o disco anterior como base de comparação. Além disso, muitas lojas proibiram a venda do disco devido ao título de uma das músicas ser "Rape me" ("Estupre-me"), só liberando as prateleiras quando o título foi trocado por "Waif me". Cheio de contravenções, ironias e sinceridades, "In Utero" é recheado, principalmente, de boas canções. Fugindo da fórmula que consagrou Nevermind, a auto-sabotagem de Cobain foi algo que a banda teve que lutar de tempos em tempos durante as gravações. As canções poderiam ser cruas ou diretas, mas não precisavam ser ruins, ou melhor, propositalmente ruins. Há alguns erros intencionais, como em "Frances Farmer will have her revange on Seatlle", onde uma nota escorregada serve para mostrar que somos tão humanos como Frances Farmer (atriz que foi internada num hospício), logo, suscetíveis a erros como ela, mas nada que possa comprometer o disco. Muito pelo contrário, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na abertura, a dissonância da primeira nota diz 'o disco é isso, esqueça o Nirvana verso-refrão-verso de Nevermind'. "Serve the Servents" é uma das canções mais autobiográficas do disco, pois versos como &lt;i&gt;"I tried har to have a father but instead I had a dad"&lt;/i&gt; deixam transparecer a relação conflituosa de Kurt com Don Cobain, seu pai. Ainda no âmbito familiar, o refrão desta mesma música diz que &lt;i&gt;"that legendary divorce is such a bore"&lt;/i&gt;, retratando a influência do divórcio dos pais na vida do músico. Seguindo com o peso e as microfonias, há ainda "Frances Farmer will..." - que, como dito, é uma homenagem a Frances Farmer, atriz de Seatlle que alcançou certa fama em hollywood na década de 30, mas após isso passou por diversos hospitais psiquiátricos, se tornando uma espécie da obsessão de Kurt - "Very Ape", "Milk it" e "Radio Friendly Unit Shifter" - todas completamente dissonantes e estranhas numa primeira audição, teriam espaço garantindo no primeiro trabalho da banda -, além de "Tourette's" - música escrita e composta com base numa doença conhecida como "Síndrome de Tourrete", na qual seus portadores incontrolavelmente distribuem palavrões e resmungos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não menos pesadas, mas possuidoras de harmonias mais comuns, estão "Scentless Apprendice" - baseada no romance de Patrick Süskind chamado "O Perfume". A música se originou de uma linha de bateria composta por Dave Grohl, que, por sinal, é a mesma da introdução da música -, os singles de trabalho "Heart-Sharped Box" e "All Apologies", a balada "Dumb" - uma das letras mais comoventes já escrita por Kurt ao longo de sua carreira -, e "Pennyroyal Tea", talvez uma das músicas mais pesadas do disco, já que "pennyroyal" é um chá abortivo, e a letra - assim como o restante do álbum, inclusive seu título - pode ser encarada como uma necessidade de Kurt a voltar a ser bebê e evitar todo o sofrimento pelo qual vinha passando. O chá em questão o traria morto ao mundo. Além destas, há a controversa "Rape me", na qual a introdução propositalmente remete a "Smells like...", a fim de chamar a atenção do ouvinte à letra, que, conforme ressaltado pela banda no vídeo "Live, tonight, sold out", é anti-estupro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma curiosidade do disco é a faixa fantasma (crediatada na edição nacional) "Gallons Of Rubbing Alcohol Flow Through The Strip", gravada nos estúdios da BMG Ariola, no Rio de Janeiro, quando da passagem da banda aqui no Brasil para o Hollywood Rock, em 1993. Outra curiosidade é que foi neste disco a primeira vez que Kurt dividiu a composição das músicas. Na verdade, foi apenas uma música, "Scentless Apprendice", creditada a Krist Novoselic e Dave Grohl, além de Kurt Cobain. Este fato demonstrava que a crise criativa de Cobain estava começando a se acentuar, e não à toa ele já começava a remexer em velhos rasunhos atrás de idéias. Ou seja, a famosa passagem de sua carta de suicício (&lt;i&gt;"I haven't felt the excitement of listening to as well as creating music along with reading and writing for too many years now."&lt;/i&gt;) começava aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é que, além de todas as controvérsias que rondam não apenas este disco, mas quase a discografia inteira, "In Utero" é um passo, o penúltimo da carreira de uma das bandas que marcaram a música na década de noventa. E talvez a primeira versão da carta de despedida de Kurt Cobain.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110735665029424985?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110735665029424985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110735665029424985' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110735665029424985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110735665029424985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/02/extra.html' title='Extra:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110705434551267639</id><published>2005-01-30T01:02:00.000-02:00</published><updated>2005-01-30T01:05:45.513-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Maurício Negão&lt;/b&gt; - Todos os versos (2004) *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 138px; HEIGHT: 131px" height="134" src="http://www.poppycorn.com.br/imagens/mauricionegaocapa.jpg" width="144" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música independente tem, devido a sua grande possibilidade de experimentação, a oportunidade de nos surpreender. Na verdade, este deveria ser o grande objetivo de todos os que se envolvem com música, mesmo que estejam presos nas amarras das grandes gravadoras: experimentar, testar, misturar, emocionar. Maurício Negão, este carioca que além de músico também é artista plástico, captou tão bem esta idéia que em "Todos os Versos", seu quinto álbum, mostra que mesmo o pop, em toda sua abrangência, ainda pode ser misturado ou experimentado. Isto já havia acontecido em "Criolina", de 2001, é verdade. Mas em "Todos os versos", além de provar todas aquelas coisas sobre o pop, ainda faz mais: ele prova que o pop ainda pode surpreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A característica mais importante deste novo trabalho de Maurício Negão é que todas as misturas feitas ao longo do álbum se mostram naturais. Por exemplo, Jorge Ben Jor e Jimi Hendrix são duas influências claras no som de Negão, e mesmo parecendo água e óleo, estas duas vertentes musicais convivem em plena harmonia em faixas como "Você e eu" e "Alô alô". Ou seja, lançando mão da livre possibilidade de experimentar, "Todos os versos" é o casamento ideal entre as mais diversas possibilidades de pop. Seria perigoso rotular de maneira muito objetiva a inventividade deste carioca, mas o rock-ziriguidum, o auto-intitulado estilo de Maurício Negão, talvez seja a melhor maneira de resumir em duas palavras a linha que orienta o músico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gama de influências que constituem "Todos os versos" é tamanha e tão variada que acaba fazendo do álbum um apanhado geral de músicas que aparentemente não possuem ligação entre si. Em alguns casos esta é uma característica negativa, pois um mesmo disco acaba soando como uma coletânea de diversos artistas diferentes, não expondo a identidade músical de seu autor. No caso de Maurício Negão, as canções, mesmo sendo independentes entre si, são auto-sustentáveis, contendo algo do músico, o que acaba fazendo do disco uma colagem de pequenas peças que não precisam, necessariamente, uma da outra. Mas, em momento algum, temos a impressão de termos vários artistas diferentes; ao contrário, vemos um mesmo artista mostrando suas mais variadas facetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, convivem pacificamente no mesmo álbum músicas como "Lindos dias" - uma balada com violões e sem muitas surpresas, mas que vale por sua delicadeza, não apenas nos arranjos, também nas letras -, e "Moça bonita" - na qual o peso das guitarras dá os parâmetros de toda a música. Isto sem levar em conta canções como "A Marcação" - uma balada eletrônica que facilmente estaria em "Falange Canibal", de Lenine -, "Qualquer lugar" - segunda parceria de Maurício Negão com Frejat que, talvez por causa disso, guarda em si muito da sonoridade típica dos anos oitenta - ou "Alô alô" - riffs de guitarra na melhor interpretação tupiniquim de Hendrix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figuras como George Harrison ("Lindos dias"), Jorge Ben Jor ("Você e eu"), Jimi Hendrix ("Alô Alô") e qualquer banda pop brasileira dos anos oitenta são presenças confirmadas em "Todos os versos". É claro, todas juntas, misturadas num grande liquidificador musical que também atende por Maurício Negão, e levemente temperadas com a modernidade, que dá o toque final neste trabalho. A música não deve seguir receitas, principalmente no que diz respeito ao mundo independente, afinal, é a coragem de experimentação que diferencia os bons e os maus músicos. Entretanto, se me fosse pedido algum exemplo do como deveria ser feito um som original, essencialmente brasileiro e de qualidade, minha primeira indicação seria "Todos os versos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;*Resenha publicada no site &lt;a href="http://www.poppycorn.com.br"&gt;Poppy Corn&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110705434551267639?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110705434551267639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110705434551267639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110705434551267639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110705434551267639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/01/esta-semana_30.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110676123347059374</id><published>2005-01-26T15:38:00.000-02:00</published><updated>2005-01-26T15:40:33.470-02:00</updated><title type='text'>Extra:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Nirvana&lt;/b&gt; - Incesticide (1992)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 184px; HEIGHT: 176px" height="258" src="http://www.grunger.de/Bilder/BilderNirvana/incesticide.gif" width="226" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nirvana já estava em todas as paradas, capas de revistas e canais de televisão possíveis quando foi lançada a coletânea "Incesticide", em dezembro de 1992. Após o estrondoso sucesso de "Nevermind", a idéia de manter a banda sob os holofotes era perseguida obsessivamente pelos executivos da Geffen, gravadora do grupo. A lógica comercial era bem simples: até sair um novo álbum de inéditas, era necessário que o Nirvana continuasse com as paradas, revistas e televisão. Ou seja, nada de novo se pensarmos através das cartolas das grandes gravadoras, que dificilmente trazem ao mundo idéias que não escondem alguns cifrões por trás. De certa maneira, nada errado, mas o problema é que poucas vezes estas idéias trazem algo realmente interessante ao público. Talvez "Incesticide" seja uma das exceções a está regra, mas ela não foi sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira investida neste sentido foi um EP com seis faixas chamado "Hormoaning", lançado apenas na Austrália e Japão em Janeiro de 1992. Com a desculpa de promover a turnê australiana da banda (e, posteriormente, a turnê japonesa), "Hormoaning" foi item de briga entre colecionadores, pois além de trazer o lado b do single de "Smells Like Teen Spirit", "Even in his youth", havia ainda a inédita "Aneurysm" e quatro covers: "Turnaround" da banda Devo, "D-7", do Wipers, além de "Son of a gun" e "Molly's lips", do Vaselines, todas gravadas no lendário programa de John Peel, na emissora britânica BBC. Ou seja, a fórmula para manter a banda em evidência funcionava, principalmente se envolvesse sobras de estúdio e covers inusitadas, acontece que a Geffen se deparou com um problema: não havia material suficiente para preencher um álbum inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, num acordo com a Sub Pop, primeira gravadora do Nirvana e possuidora de fitas demos de 1988 a 1990, "Incesticide" foi lançado para alegria de fãs e colecionadores e cartolas. Admirador de música como qualquer um de seus fãs, Cobain fez questão de fazer parte deste projeto, não apenas selecionando algumas músicas, como também pintando a capa do disco e emprestando seu patinho de borracha para a fotografia da contracapa. "Incesticide", além de algumas canções de "Hormoaning", possui muita coisa das demos de 1988, como "Downer" - a primeira e única música da banda de cunho diretamente político, que fez parte apenas da versão em CD do disco "Bleach" -, "Mexican Seafood", "Hairspray Queen", "Aero Zeppelin" e "Big Long Now", sendo algumas destas sobras do que se tornou "Bleach", primeiro disco da banda. Reza a lenda que estas sobras seriam o próprio “Bleach”, mas semanas antes de gravá-lo, a banda se empolgou tanto que fizeram muitas novas músicas, acabando por descartar as que já estavam prontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As covers do Devo, Wipers e Vaselines que constavam em "Hormoaning" voltaram a aparecer neste disco, sendo as únicas covers que compõe a tracklist de "Incesticide". Uma pena, afinal, há ótimas músicas de outras bandas tocadas pelo Nirvana nos mais variados bootlegs perdidos mundo à fora. Por exemplo, "Do you love?", do Kiss, ou mesmo a ótima "The Priest they Called Him", um conto de Willian S. Burroughs (isso mesmo, aquele beatnik), lido pelo próprio, com fundo musical altamente distorcido feito pelo Nirvana. Aí está duas dicas para que gostar de desencavar raridades. Mas não pense que se as covers pararam por ali o disco também acaba. Na verdade, logo na primeira faixa encontramos "Dive", que além de fazer parte de uma coletânea lançada pela Sub Pop em 1990 com a bobinha "Sliver" (também presente neste disco), é uma das canções mais cruas da banda. Para Cobain, “Dive” só não entrou em Nevermind pois já havia saído na tal coletânea. Difícil acreditar, pois a rispidez desta música passa longe das músicas do maior sucesso da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Incesticide" mostra, a exemplo de "Dive", um Nirvana que ainda experimentava bastante, variando entre momentos ora cru e pesado, ora estranho e dado a experimentações que passam longe da imagem construída pela banda até o fim de sua carreira. Estas características ficam explícitas pelo fato de muitas das músicas que constam neste disco serem sobras de estúdio tanto do primeiro quanto do segundo disco da banda, e não por acaso encontramos certas proximidades entre algumas composições. "Stain" é uma destas. Além de ser percebido nela uma crueza que passa longe de Nevermind, é possível ainda encontrar uma banda que ainda tateava os rumos que seguiria, usando riffs de guitarras com um pé no metal de Black Sabbath, mas já se utilizando não só de uma estrutura musical diferente, mas, principalmente, com temáticas diferentes. Além disso, "Stain" pode ser considerada parente próxima de "Negative Creep", pois cria uma imagem pessimista no desenrolar do que é cantado. Seguindo este rumo há "Beeswax" ou mesmo a estranhíssima "Hairspray Queen" - nesta encontramos as tais experimentações que nunca mais foram vistas no som da banda de Seatlle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fato é verdadeiro no que diz respeito a este disco: para quem é fã, vale tê-lo ali na estante, ao lado dos demais discos da banda. Agora, caso o Nirvana se resuma a algumas canções como "Polly" ou "Come as you are", talvez este trabalho não seja a melhor maneira de conhecer a banda. Entretanto, existem músicas que agradarão a qualquer quase-fã: "(New Wave) Polly" - versão aceleradíssima, com guitarras e bateria -, "Son of a gun" - que além de ser uma cover, é uma singela canção de amor a base de distorções e microfonias -, e "Aneurysm" - uma das melhores composição do Nirvana, que abusa de vocais gritados e andamentos variados, registrando uma das baterias mais inspiradas de Dave Grohl (a versão que aparece no single de "Smells like..." e no EP "Hormoaning" é outra, gravada no começo de 1991. A que consta em "Incesticide" foi gravada no final de 1991, para o programa do também (famoso) radialista Mark Goodier).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, é um disco que vale e não vale a pena. Depende de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110676123347059374?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110676123347059374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110676123347059374' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110676123347059374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110676123347059374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/01/extra_26.html' title='Extra:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110676106923678262</id><published>2005-01-26T15:32:00.000-02:00</published><updated>2005-01-26T15:38:26.070-02:00</updated><title type='text'>Maquinário pela internet</title><content type='html'>* Saiu no &lt;a href="http://www.dyingdays.net"&gt;Dying Days&lt;/a&gt; uma resenha do disco "The Covers Record", da Cat Power. É só clicar &lt;a href="http://www.dyingdays.net/Cat_Power/review_Covers_Record.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O &lt;a href="http://www.sobresites.com/rock/index.htm"&gt;Guia de Rock&lt;/a&gt; colocou uma pequena apresentação e um link para o &lt;strong&gt;Maquinário&lt;/strong&gt; na seção "Blogs". Fica aqui meus agradecimentos ao Anderson, responsável pelo site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110676106923678262?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110676106923678262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110676106923678262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110676106923678262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110676106923678262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/01/maquinrio-pela-internet_26.html' title='Maquinário pela internet'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110649796112886482</id><published>2005-01-23T14:30:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T14:32:41.126-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Gram&lt;/b&gt; - Gram (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.rockwave.com.br/lancamentos/capa/gram_cover.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma banda ou um artista traz um certo tipo de inovação ao seu meio, conseqüentemente vemos surgir milhares de seguidores, admiradores ou mesmo plagiadores. Nada mal, afinal, é assim que funciona o sistema, e sempre há entre esses seguidores alguém capaz de partir da mesma base, mas traçar caminhos diferentes. Quando, em 1999, o Los Hermanos encheu a paciência de todos com a tal de "Anna Júlia" foram poucos que viram ali algo novo. Um pop direto, já visto e revisto milhares de vezes, nos quatro continentes. Entretanto, quando eles resolveram lançar "O Bloco do eu Sozinho" e "Ventura", a coisa começou a mudar. A partir deste momento eles se tornaram a banda que trouxe a inovação, e não sem tempo começaram a pipocar seguidores Brasil à fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há de aparecer muitas bandas que não fazem mais do que copiar o que ouvimos das barbas de Camelo e Amarante, assim como também irão surgir aqueles que, de alguma maneira, buscarão outras possibilidades, mesmo que a princípio sua base tenha sido a banda carioca Los Hermanos - à partir do segundo disco, é claro. Na verdade, estes que "irão surgir" já começam a despontar no cenário nacional, e um dos nomes que caem com uma luva aqui é o Gram, banda paulista formada por Sérgio Guilherme Filho (voz, guitarra, piano), Luiz Ribalta (guitarra, voz), Marcello Pagotto (baixo, sintetizador, voz), Marco Loschiavo (guitarra) e Fernando Falvo (bateria) em 2002. Mesmo que exista ali muita coisa que pode-se classificar como influência de Los Hermanos, a diferenciação básica entre estas bandas - e o que faz o Gram entrar no hall das bandas que seguem caminhos alternativos ao que já existe - é que o Gram possui influências de Beatles e rock inglês de uma maneira geral, enquanto a matéria-prima dos Hermanos é o samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sem querer os Beatles entram nas influências do Gram. Antes de formar a banda, Sérgio Filho e Marcello Pagotto faziam parte de uma banda cover chamada "The Beatless" que, entre outras façanhas, tocou no Cavern Club, aquele mesmo onde o Fab4 começou a carreira. Algum tempo depois, o "Beatless" deu lugar ao "Movsa", na qual, agora com o guitarrista Luiz Ribalta, o intuito era composições próprias cantadas em inglês. A banda chegou a lançar um disco no exterior, mais precisamente em Liverpool, mas não vingou, fato que gerou uma reformulação na proposta do Mosva. A primeira resolução foi, sem dúvida, cantar em português; a segunda, mudar o nome da banda. A escolha do no GRAM foi devido apenas a sua sonoridade, não significando nada em português (segundo a própria banda, em alemão, Gram significa tristeza, desilusão, mas a escolha foi antes desta informação ser descoberta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destas resoluções nasceu, então, "Gram", o primeiro disco da banda que, depois de conquistar Kid Vinil, chegou a gravadora Deckdisc que não teve muito trabalho - afinal, o disco estava pronto -, cuidando apenas da distribuição e divulgação do trabalho da banda paulista que não demorou a ser considerada uma das melhores do mercado independente. Tudo ficou mais fácil ainda com o clipe praticamente caseiro feito pela própria banda para a canção que abre o disco, "Você pode ir na janela". A história do gatinho - que é meio que símbolo da banda - que se apaixona pela gatinha e tira seis de suas sete vidas, mas depois se desilude, é capaz de agradar desde seu sobrinho de oito anos até sua avó. Ou seja, "Gram" agarrou um público sedento por coisas novas de maneira certeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rock britânico é a tônica deste trabalho, e talvez por isso agrade tanto com seu som leve, letras ora tristes, ora mais tristes ainda e arranjos pop infalíveis. As guitarras do Coldplay são facilmente encontradas em faixas como "Sonho bom" e "Moonshine" - sendo está espólio do Mosva, por isso cantada em inglês; as lições pop ensinadas pelos Beatles percorrem todo este disco, mas se mostram agudas nas faixas "Quase ilusão" e "Sonho bom". Cruzando o Atlântico e aportando nas terras do tio Sam, encontramos Weezer nos primeiros momentos de "Quase ilusão" e Radiohead em "Vem Você"; e descendo a América até o Rio de Janeiro, vemos Los Hermanos não apenas na composição das letras, mas em canções como "Você pode ir na janela", "Vem você" - estas no estilo, tanto de cantar como de compor, de Amarante -, "Seu troféu" e "Reinvento" - pendendo mais a Marcelo Camelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é claro que estes nomes todos servem apenas como referência. A mais interessante (e diferencial) característica do Gram em relação as outras dezenas de bandas novas é exatamente partir de pontos já descobertos ou inventados por outros artistas e criar sua própria personalidade, mesmo que esta conte com nomes universais como os Beatles. E vale lembrar, um bom álbum de estréia rende bons frutos, mas deixa a expectativa para o próximo. Entretanto, é cedo para pensar nisso, a escada é longa e nada melhor do que um passo de cada vez. "Gram" está aí, e ainda há muitos degraus a subir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110649796112886482?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110649796112886482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110649796112886482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110649796112886482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110649796112886482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/01/esta-semana.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110610244780305685</id><published>2005-01-19T01:38:00.000-02:00</published><updated>2005-01-19T00:44:01.653-02:00</updated><title type='text'>Extra:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Nirvana&lt;/b&gt; - Nevermind (1991)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 179px; HEIGHT: 172px" height="172" src="http://gfx.dagbladet.no/kultur/2003/08/26/nevermind.jpg" width="215" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fossemos nos prender a números, o mais certeiro deles seria o número 10. Há dez anos, Kurt Cobain, o vocalista e guitarrista do Nirvana, foi encontrado morto em sua casa, na zona residencial de Seatlle; "Nevermind", o segundo e mais importante disco da banda já tem mais de dez anos, e ainda assim é capaz de vender cópias e mais cópias; falando nisso, até hoje, este disco já vendeu mais de 10 milhões de cópias ao redor do mundo; e a nota de dez entre dez fãs da banda a este disco não seria menor que dez. Isto se fossemos nos prender a números, mas não vamos. Falar sobre "Nevermind" é falar sobre quase toda uma cultura, um período onde foram colocados em xeque alguns valores comportamentais e algumas angústias reprimidas por "Thriller" ou "Like a virgin" que atormentavam as rádios, dia e noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como negar o impacto causado pelo Nirvana quando lançou seu segundo álbum, o primeiro por uma grande gravadora. O hard-rock já havia se tornado uma paródia de si mesmo, e aqueles cabelões enormes ao lado de solos de guitarras enormes e dos enormes falsetes deixavam de inovar, caindo na mesmice. E o Axl Rose... Bom, o Axl Rose sempre foi o Axl Rose. O início das pré-produzidas 'boybands' que viriam assombrar o mercado em meados da década de 1990 já apontava dois nomes certos: Madonna e Michael Jackson. Suas danças ensaiadas e as músicas vergonhosamente pop marcaram seu lugar no universo musical, porém chegaram a tal ponto de estagnação que mesmo que não quisesse, o mercado precisava de sangue novo. Mas onde encontrar? Uma nova Madonna ou um novo Michael Jackson não seria a solução, afinal, eram eles a estagnação do mercado fonográfico. O jeito foi procurar por pequenos movimentos culturais que teimavam em aparecer nos mais variados cantos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que a cinzenta Seatlle surgiu, possuidora de uma movimentação musical que, contradições à parte, poderia se tornar o pote de ouro no fim do arco-íris. E se tornou. Não apenas Nirvana, mas Pearl Jam, Mudhoney, Soundgarden, Alice in Chains entre outras tantas bandas saíram de lá conquistando uma legião de fãs que jamais apareceriam nas estatísticas de pesquisa de opinião de qualquer gravadora daquela época. A juventude via o muro cair, a Aids surgir, toda uma nova configuração social se formar, mas ninguém parecia perceber que falar sobre virgens, rituais satânico-farrofas ou mostrar clipes com lobisomens ou trovões já não correspondia mais com os anseios de toda uma massa de pessoas, angustiadas por algo que não sabiam o que era, reprimidas por algo tão desconhecido quanto ao que reprimia. Era preciso um novo guia, um novo ídolo, pois Jim Morrison, assim como Jimi Hendrix ou Janis Joplin já havia morrido ha décadas, e mesmo se estivesse vivos, a luta deles era outra, contra o Vietnã, e não contra esse inimigo invisível que assolava a juventude da década de 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ídolos são, por excelência, tão problemáticos quanto seus seguidores. A história de Kurt Cobain cairia como uma luva, afinal, ele era tímido, tinha problemas familiares, de saúde e sua relação com a realidade não mudava uma vírgula do que se via não apenas nos Estados Unidos, mas também no Brasil, por exemplo, que enfrentava a redemocratização de maneira desastrosa. Não havia dúvidas de que Cobain seria a voz que guiaria esta juventude, entretanto, mesmo sendo um movimento premeditado, nem os engravatados das gravadoras podiam prever o que estava para acontecer. Na realidade, temos em "Nevermind" dois lados de uma mesma moeda, que não apenas gera discussões infindáveis, mas que caracteriza a adaptação forçada de uma realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Nirvana foi ou não a melhor banda dos anos 90, nunca saberemos, da mesma maneira que nunca chegaremos ao consenso de quem foi melhor: Beatles ou Rolling Stones. O fato é que Nevermind trouxe de maneira definitiva o underground ao mainstream, causando uma confusão em ambas as regiões. É claro, por exemplo, que as guitarras de Nevermind são distorcidas de maneira diferente das guitarras de “Bleach”, e não apenas devido ao gosto pessoal de Cobain. Elas fazem parte de um apanhado de alteração pelas quais passaram o som da banda ao, teoricamente, subirem um degrau. Tal fato não simboliza venda de ideais e/ou qualquer outro tipo de perda da essencial que move as paixões musicais, mas apenas a adaptação pela qual teve que passa o underground quando adentrou os caminhos do mainstream. Da mesma maneira que colocar nas capas das revistas, abrir programas de televisão e canais das rádios para a inconstância do underground e das pessoas que faziam parte dele também foi uma adaptação pela qual teve que passar o mainstream. A pista é de duas mãos. O mercado precisava de alguém que desse fim na estagnação, e encontrou, mas teve que arcar com esse mesmo alguém evidenciando várias das angústias que, até certo ponto, não são tão boas assim para o próprio mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as guitarras de "Smells Like Teen Spirit" rendiam milhares a Geffen, então gravadora da banda, ao mesmo tempo ela expunha em seu refrão, "Here we are now/ entertain us" (algo como "Aqui estamos, entretenha-nos"), a superficialidade da relação juventude/mercado fonográfico: 'já que estamos fudidos, nos dê algo para matar o tempo, pois não há mais nada como aqueles idos anos 70 nos quais eu nem era nascido'. E não pensem ser o Nirvana esse 'algo'. Muito pelo contrário, ele era a voz desta juventude. Assim como era a voz mentirosa da juventude jurando não ter uma arma, pois a escondia por não saber para onde apontar, como no refrão de "Come as you are"; assim como era a voz da juventude repetindo consigo que 'precisava achar uma saída, uma saída melhor, melhor esperar' ("Territorial Pissings"); assim como a voz da juventude premeditando sombriamente que 'alguma coisa estava a caminho' ("Something in the way").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira, "Nevermind" talvez figure entre os discos mais importantes da década de noventa, pois, além de transformar toda uma realidade, alterando relações sociais ou comerciais, retrata a realidade daquela época como poucas outras obras conseguiram fazer. E, independente dos 10 milhões ou dos dez fãs, o importante é que aqueles dez anos estão ali, naquelas doze faixas, como uma fotografia capaz de não apenas mostrar a imagem, mas, principalmente, transmitir a emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110610244780305685?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110610244780305685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110610244780305685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110610244780305685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110610244780305685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/01/extra_19.html' title='Extra:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110584769670323684</id><published>2005-01-16T01:50:00.000-02:00</published><updated>2005-01-16T02:12:28.356-02:00</updated><title type='text'>Especial - Série Cinema</title><content type='html'>&lt;b&gt;Vários&lt;/b&gt; - Lost in Translation (2003 - trilha sonora)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="177" src="http://www.loconotion.net/music/images/lostintranslationsoundtrack.jpg" width="175" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando gostamos de um filme é quase inevitável gostarmos de sua trilha sonora, mesmo que esta não contenha nada de especial. Quantas não foram as músicas que entraram em sua lista de músicas especiais, pois estavam naquele filme que, com certeza, está em sua lista de filmes especiais? Muitas, aposto. Como também aposto que poucas vezes aquele CD de trilha sonora chamou sua atenção nas prateleiras, mesmo quando em promoção. Há, sim, aquelas músicas marcantes, mas quase nunca são capazes de combater aquele raciocínio no qual são encontradas várias justificativas que convencem ser o preço muito acima do que pagaríamos numa trilha sonora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que para toda regra existe uma exceção. E, em se tratando de trilhas sonoras, uma exceção pode garantir um dos melhores CDs do gênero no ano. Presente em dez de cada dez listas de melhores filmes de 2004, "Lost in Translation" ("Encontros e Desencontros"), de Sofia Coppola, não apenas merece as honras de melhor filme do ano, mas de melhor trilha sonora também. Sobre o filme, tenho a mesma sensação que Holden Caulfield, de "O apanhador no Campo de centeio", quando lê um bom livro: querer ser amigo do autor. No caso, queria ser amigo da Sofia. Não apenas pelo filme, ou pela escolha de Bill Murray, ou pela sutileza com a qual conta uma história como a do filme, mas por ter colocado em um mesmo disco (e filme) "Jesus and Mary Chain", "My Bloody Valentine", o próprio "Kevin Shields" solo, e outras tantas pessoas legais que raciocínio nenhum seria capaz de me livrar da trilha sonora de "Lost in Translation".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história pode parecer clichê, afinal, o quê poderia render o encontro de uma garota na crise dos vinte com um homem na crise da meia idade em Tóquio? Por isso, o ponto a ser observado não é a história que está sendo contada, mas &lt;i&gt;como&lt;/i&gt; ela é contada, e aqui, "Lost in Translation" se transforma num filme apaixonante. Para aficionados por música, o estrago é ainda maior. A atmosfera na qual se desenvolve o filme, muito embora não pareça, deve muito às canções que vão sendo inseridas ao longo da película, mesmo sendo muitas delas utilizadas apenas para preencher espaços sem diálogos. O filme é equilibrado em todos os aspectos, de tal maneira que se, por ventura, algumas das músicas escolhidas não pudesse ser utilizada, teríamos um desfalque considerável. É claro que tudo ficou mais fácil por não serem figurões da música mundial escalados para esta trilha, entretanto, é pelo mesmo motivo que as músicas se adaptam ao filme de maneira tão fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"My Bloody Valentine" é uma das bandas mais conhecidas do mundo alternativo. Liderada por Kevin Shields, a banda guarda em si uma das histórias mais míticas da história do pop britânico, seja pelas bandas que influenciou ou pelo terceiro disco que nunca foi lançado. Fato é que, depois de pequenas contribuições nos trabalhos de Primal Scream e Mogwai, Shields - o responsável por nunca ter terminado as guitarras do terceiro disco, impedindo, assim, seu lançamento - colaborou com a trilha de "Lost in Translation" com nada menos do que quatro canções ("City Girl", "Goodbye", "Ikebana" e "Are You Awake?"), além de "Sometimes", música do disco "Loveless" de 1991 do "My Bloody Valentine". Ou seja, só por este motivo a trilha já é indispensável, mas não pára por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alone in Kyoto", do dueto Francês Air, é uma das melhores faixas instrumentais que fazem parte deste disco. Apesar de não surpreender em nada, pois a trilha de "The Virgin Suicides", primeiro longa dirigido por Sofia, foi feita inteiramente pelo Air, o dueto mostra por qual motivo é um dos preferidos de Coppola. Há também "Girl", do Death in Vegas, um projeto de estúdio criado por Richard Fearless que já esteve ao lado de nomes como Chemical Brothers; "Too Young" da banda francesa Phoenix está, com certeza, entre as melhores músicas não só deste disco, mas do filme também. O golpe final é a última faixa: "Just Like Honey", da cultuada banda de Glasgow "The Jesus and Mary Chain". Quando formada em meados da década de 1980 pelos irmãos Reid, a banda prometeu, mas estourou no que diz respeito ao público. Entretanto, se tornou em lenda no meio alternativo, influenciando toda uma geração da música britânica e mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lost in Translation", caso fosse eu um daqueles loucos por listas de melhores do ano, com certeza estaria em primeiro lugar dos filmes lançados ano passado. Já sua trilha sonora, não apenas por seus nomes, mas principalmente por sua qualidade, está agora entre meus discos favoritos. E não houve raciocínio que me fizesse mudar de idéia. Muito pelo contrário, não há raciocínio que resista frente a um disco como este. Isto, é claro, sem contar a surpresa que vem minutos após o término da última faixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Ainda não assistiu ao filme? Então corra a uma locadora e pegue o DVD, pois o bônus vale o preço da locação. Mas, antes de sair da frente do computador, dê um pulo no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.widescreenonline.blogspot.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;WideScreen&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e entenda por quais motivos os Coppolas acumulam estatuetas do Oscar.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110584769670323684?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110584769670323684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110584769670323684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110584769670323684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110584769670323684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/01/especial-srie-cinema.html' title='Especial - Série Cinema'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110581129550557241</id><published>2005-01-15T15:45:00.000-02:00</published><updated>2005-01-15T15:52:29.056-02:00</updated><title type='text'>Maquinário pela internet</title><content type='html'>* Saiu no &lt;a href="http://www.poppycorn.com.br"&gt;Poppy Corn&lt;/a&gt; a resenha do disco "&lt;strong&gt;Todos os Versos&lt;/strong&gt;", de &lt;strong&gt;Maurício Negão&lt;/strong&gt;. No fim, há um entrevista com o próprio. Vale a pena;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O &lt;a href="http://www.poppycorn.com.br"&gt;Poppy Corn &lt;/a&gt;publicou também a resenha de "How to desmantle an atomic bomb", o novo do &lt;strong&gt;U2&lt;/strong&gt;, que saiu aqui no &lt;a href="http://maquinario.blogspot.com/2004_12_01_maquinario_archive.html"&gt;Maquinário&lt;/a&gt; em 12/04.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Tanto a resenha de "&lt;strong&gt;Bleach&lt;/strong&gt;", que está logo abaixo, como o restante da discografia do Nirvana, será publicada aqui no Maquinário e no site &lt;a href="http://www.whiplash.net"&gt;Whiplash&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110581129550557241?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110581129550557241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110581129550557241' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110581129550557241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110581129550557241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/01/maquinrio-pela-internet_15.html' title='Maquinário pela internet'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110549687768025322</id><published>2005-01-12T01:24:00.000-02:00</published><updated>2005-01-19T01:40:13.073-02:00</updated><title type='text'>Extra:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Nirvana&lt;/b&gt; - "Bleach" (1989)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 169px; HEIGHT: 163px" height="188" src="http://www.yopi.de/images/prod_pics/45/e/45456.jpg" width="192" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quase todos os primeiros álbuns, "Bleach", do Nirvana, não poderia ser diferente: cru, energético, sincero, essencial. A grande maioria dos primeiros álbuns, principalmente de bandas que tiveram o punk como inspiração, possuem esta sinceridade, desde sua arte nas capas e encartes até suas músicas. É certo que muita coisa saiu como saiu por falta de possibilidade, entretanto, o essencial de uma banda não seria visível caso não fosse modelado assim. Os primeiros disco são, na maioria das vezes, uma prévia do que podemos esperar pela frente. É claro, muitas vezes somos surpreendidos pelo futuro, mas pode apostar que muitas características que marcam grandes discos de estréia estarão no desenvolver da carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acusados pela revista Rolling Stone de deflagrarem a revolução punk de 1991, o Nirvana só conheceu o fantasma que aterrorizou Kurt até o último de seus dias chamado sucesso após o lançamento de seu segundo álbum, o rodado Nevermind. Mas como toda história tem um começo e Lobato não foi muito com a cara do expressionismo de Malfatti numa primeira vista, existe "Bleach", o primeiro disco do Nirvana: motivo de estranheza para fãs menos despreocupados, nascimento de um movimento, para fãs mais fervorosos. Segurando o pêndulo, "Bleach" é o Nirvana em fase germinal, afoito pela chance dada pela Sub Pop, mas sem saber ao certo para onde correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que chama a atenção para este disco é o como a maioria das pessoas chegou a ele. Quebrando a regra cronológica, mas seguindo a lógica de mercado, a maioria conheceu o Nirvana através do difundido Nevermind. Na verdade, seguindo a lógica do mercado, é bem capaz que nem ficássemos sabendo de "Bleach" se Nevermind não fosse o que foi. Independente do que poderia ou não ter sido, fato é que após setembro de 1991, Seattle e todo o movimento grunge surge no mapa mundial da música. Nova revolução punk talvez seja exagero, mas que ocorreram grandes mudanças no cenário musical, isto sim é inegável. Michael Jackson e Madonna dominavam o que era conhecido como música pop ao redor do mundo. Isso até aparecer uns caras que se vestiam comumente, não se importavam muito com o número de toalhas brancas no camarim e quebravam o palco inteiro. Tudo isso, é claro, após um show que distribuía gritos, microfonias e o desabafo de toda uma juventude angustiada por não saber para onde ir. Sim, havia toda uma produção por trás disso, e sim, havia grandes gravadoras que distribuíam singles para grandes rádios. Mas antes de sair por aí perguntado que merda de revolução punk é essa, não se esqueça de um tal de Malcolm McLarem, o cara que juntou alguns outros caras que não sabiam direito o que estava acontecendo, pois estava claro que dali sairia dinheiro. Então, antes de dizer que 1977 foi &lt;i&gt;o&lt;/i&gt; ano, analise a situação como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a 1989, "Bleach" é recheado não apenas de boas músicas, mas também (e principalmente) lendas, pois todo primeiro disco é cheio delas. A primeira delas diz respeito ao título do álbum. Ao pé da letra, a tradução seria "alvejante", mas conforme rezam alguns, "Bleach" veio de uma campanha para que usuários de drogas injetáveis desinfetassem as agulhas, a fim de evitar a Aids. O slogan dessa tal campanha era "Bleach your work". Outra história que ronda a estréia do Nirvana é o fato de Jason Everman, creditado como guitarrista no disco, não ter gravado uma só nota, mas apenas patrocinado os famosos U$606,17 da produção do disco. De qualquer maneira, o cara com uma guitarra no canto direito da capa é o próprio, e mesmo que não tenha participado musicalmente do disco, ele está gravado na história da banda, assim como Tracy Marander, possível responsável pela foto da capa, namorada de Cobain no início de sua carreira e a 'girl', de "About a girl". Para terminar a seção curiosidades, o disco deveria se chamar "Too many humans", mas por algum motivo, acabou ficando "Bleach" mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado em dois meses, "Bleach" dá um bom retorno ao selo, vendendo pouco mais de trinta mil cópias. E não é para menos: "Bleach" não bate Nevermind, é claro, mas é uma peça fundamental na coleção de quem gosta de música. Não só por seu valor histórico, mas por sua qualidade musical. Um disco cru, guitarras de riffs marcantes, que deixam claras a influências do punk e do metal setentista, como Black Sabbath, por exemplo, no som da banda. Os vocais de Cobain, desde já chamam a atenção, seja por seus berros peculiares, ou pela sinceridade transmitida em momentos de total êxtase como em "Negative Creep" ou na calmaria dos primeiros versos de "About a girl". Mesmo Kurt dizendo que as letras foram feitas às pressas, "só para ter o que cantar", como respondeu em várias entrevistas, notamos aqui uma das características mais marcantes de Cobain como compositor: letras auto-biograficas com pesada carga emocional. Prova disso é freudiana "Floyd the Baber", onde fica clara a aversão que Kurt tem por sua cidade natal, Aberdeen, ou a sensível "About a girl", um pedido de desculpas, como dito acima, dedicado a sua então namorada Tracy Marander.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito embora "Bleach" tenha sido gravado as pedaços - "Floyd the barber", "Papers cuts", "Love buzz" e "Big Cheese" foram gravadas como compactos, sendo aproveitadas no álbum -, o disco é consistente, deixando transparecer uma certa coerência no som da banda. Ou seja, as canções, mesmo gravadas separadamente, eram claramente da mesma banda, e poderiam estar num mesmo disco, fato que acabou ocorrendo. Algumas dessas canções provaram sua resistência a grandes sucessos permanecendo no &lt;i&gt;set-list&lt;/i&gt; da banda mesmo após anos de seu lançamento. Não por acaso "Blew", "About a girl" ou "Negative creep" constaram nos últimos shows da banda, sendo que "About a girl" abre o MTV Unplugged, última aparição televisiva do grupo de Seatlle. Uma característica marcante das composições deste primeiro disco é que antes dos arranjos extremamente grudentos de Nervermind, "Bleach" - que também possui arranjos grudentos, mas não como seu sucessor - mostra um Nirvana mais experimental, mais pesado, ou, como dizem alguns, "mais verdadeiro". "Blew", "Papers cuts" e "Big cheese" talvez sejam os melhores exemplos para isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais uma curiosidade: o primeiro single da banda foi "Love Buzz", uma música no mínimo curiosa. Não por sua letra nem por seu arranjo, mas por sua origem: esta música é de um grupo holandês desconhecido da maioria das pessoas chamado "Shocking Blue". Além de cortar metade da letra, o Nirvana reinventou a música com guitarras distorcidas, mas mantendo a base como era originalmente. Servindo até como metáfora, a reinvenção deste primeiro single coincide também com uma séria de reinvenções pelas quais passaram a banda neste período inicial de sua carreira. Foi durante a turnê de "Bleach" que a banda começou a ter problemas com sua formação. Muitos (mesmo) bateristas passaram pelo Nirvana até fixarem aquele que gravaria “Bleach” e seria proprietáriodas baquetas: Chad Channing. Entretanto, quando começaram os shows pós-Sub Pop, Channing já não estava agradando muito. Retirado da banda, alguns outros como Dale Crover, do Melvins ou Dan Peter, do Mudhoney passaram por ali, mas apenas em meados de 1990, Dave Grohl assume definitivamente a bateria do Nirvana, deixando para trás sua banda, o Scream.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formação fechada, novo empresário, turnê, músicas novas, gravações e um contrato com a DGC, da gravadora Geffen. A partir daqui vemos nascer o tão falado/aclamado/etc/etc "Nevermind", segundo álbum da banda, aquele mudaria o cenário mundial da música. Daqui para frente a história já foi contada milhares de vezes, porém, para quem - como Gregório de Matos - acredita que o todo sem a parte não é todo -, "Bleach" está aí para mostrar o começo desta revolução que já conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110549687768025322?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110549687768025322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110549687768025322' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110549687768025322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110549687768025322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/01/extra.html' title='Extra:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110523691787577841</id><published>2005-01-09T01:08:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T14:37:02.146-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Skank&lt;/b&gt; - Radiola (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 168px; HEIGHT: 172px" height="136" src="http://www.poppycorn.com.br/imagens/radiolaskank.jpg" width="135" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Skank é uma das bandas que melhor marca o cenário pop da música brasileira da década de noventa. Passada a onda "anos oitenta", era preciso que ocorresse uma reformulação, o surgimento de novos rostos, mesmo que o som não fosse tão diferente assim. Neste recorte, duas bandas surgem: Patu Fu e Skank. E estas guardam em si uma característica que já não mais faz parte da realidade fonográfica brasileira. Remontando a carreira dos dois grupos, vemos que seus primeiros trabalhos ("Rotomusic de Liquidificapum" e "Skank"), ambos lançados em 1993, não foram grandes sucessos, pois não era necessário. Parece mentira, mas houve uma época em que as gravadoras investiam na carreira do artista, e não apenas nos sucessos imediatos como temos hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos são outros, estas duas bandas - hoje com mais de dez anos - têm carreiras sólidas, respeito e um nome já grafado na história da música &lt;b&gt;pop&lt;/b&gt;ular brasileira. É claro, como acontece em todo o universo, os discos de inéditas começam a abrir espaço a lançamentos no formato "ao vivo" e coletâneas, o quê não é de todo mal, afinal, é uma forma de conhecer o grupo no conjunto de sua obra. Entretanto, se mal utilizada tal ferramenta, o artista tende a perder a confiabilidade que construiu ao longo de seus dez, vinte anos de carreira, e, como sabem, não são poucos os exemplos que ilustram bem esse fato. As duas bandas em questão contam com discos ao vivo em sua discografia. Bons discos, por sinal, e lançados em períodos pertinentes - "MTV Ao vivo Skank" em 2001 e "MTV Ao Vivo Pato Fu" em 2002: chegando aos dez anos de carreira, um disco ao vivo é a possibilidade de revisitar algumas velhas músicas e dar uma nova roupagem (fato bem explorado pelo Pato Fu), além de mostrar aos fãs mais novos e preguiçosos como começou toda aquela história que está no palco. O ponto é que até agora nenhuma destas bandas havia lançado uma coletânea, que também uma possibilidade de revisitar a carreira e se apresentar a novos fãs, mas seguramente perigosa se comparada a um disco ao vivo. A primeira a se render ao formato foi o Skank, com o lançamento de "Radiola" em Novembro deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro perigo de se lançar uma coletânea passou longe de "Radiola": este é o oitavo disco da banda. De certa maneira, já estava na hora de sair um disco que fizesse um panorama geral da carreira do grupo. Segundo, é provável que não desagrade os fãs mais recentes da banda, e nem os mais velhos. Alguns poderiam apontar como tropeço de "Radiola" dar preferência aos trabalhos anteriores mais recentes do grupo ("Maquinarama" e "Cosmotron"). Acontece que os grandes sucessos dos primeiros discos do grupo ("Jackie Tequila", "Resposta" ou "Garota Nacional", por exemplo) já estão no disco ao vivo de 2001, portanto, o tropeço seria colocá-los novamente neste recém lançado trabalho da banda. Em suma, "Radiola" é uma coletânea bem estruturada não apenas em si, mas no contexto histórico da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado não há os sucessos dos primeiros discos da banda, por outro, esta coletânea traz quase todos os últimos hits do Skank. Logicamente dividido, "Radiola" traz quatro músicas de "Maquinarama" (2000) - "Três Lados", "Balada do Amor Inabalável", "Ali" e "Canção Noturna"; quatro músicas de "Cosmotron" (2003) - a tocadíssima "Vou deixar", as baladas "Amores imperfeitos", "Dois Rios" e "Formato mínimo". Ou seja, três grandes hits e duas não tão conhecidas assim ("Ali" e "Formato Mínimo") de cada álbum, inteligentemente inseridas para mostrar que "Maquinarama" e "Cosmotron" vão muito além das músicas radiofonicamente abusadas. Uma boa sacada da banda para fisgar aqueles que não vão muito além do que é tocado nas rádios país à fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta coletânea ainda conta com quatro músicas inéditas. A primeira e que abre o disco é "Um Mais Um", parceria de Samuel Rosa e Rodrigo Leão que acabou gerando uma psicodelia pop que esquentará muitos luaus verão de 2005. "Vamos Fugir", regravação de Gilberto Gil, é a segunda inédita, gravada especialmente para um comercial de sandálias, está em qualquer top das FMs as última semana. "Onde estão" é mais uma pareceria de Samuel Rosa, desta vez com Nando Reis. Balada voz e violão que também estará nos luaus acima citados. Fechando o disco, está a curiosa versão de "I Want You", de Bob Dylan, gravada para um tributo a Dylan que nunca saiu do papel. Esta versão chama a atenção pois em "Skank", de 1993, temos a música "Tanto", também uma versão para esta música, mas cantada em português. Vale a pena compara-la não só entre as versões do Skank, mas também com a de Dylan, afinal, este nunca é demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Radiola", se comparado a outras tantas coletâneas, é um bom disco. Lançado no momento certo da carreira da banda, é capaz de fazer um retrospecto não só evitando o Skank de cair no erro de lançar vários discos com mesmas músicas, mas principalmente tentando retratar, ao lado dos sucessos, as músicas pouco difundidas que também fazem parte dos trabalhos. Essa onda de sucessos instantâneos acaba deixando boas canções para trás, é o preço do mercado, E somos nós quem pagamos. Teorias mercadológicas à parte, a torcida se volta agora ao Patu Fu, pois o Skank cumpriu bem este novo passo de sua carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Resenha publicada no site &lt;a href="http://www.poppycorn.com.br"&gt;Poppy Corn&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110523691787577841?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110523691787577841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110523691787577841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110523691787577841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110523691787577841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/01/esta-semana_09.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110463540479859410</id><published>2005-01-02T01:04:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T14:38:41.410-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Fluid&lt;/b&gt; - Mama hates (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 164px; HEIGHT: 171px" height="269" src="http://www.maquinario.blogger.com.br/Fluid%20-%20Capa.JPG" width="242" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluid já passou aqui pelo &lt;b&gt;Maquinário&lt;/b&gt; com o seu primeiro CD, "Songs from my apartament", lançado em julho de 2003. E agora eles estão de volta como um novo trabalho, o EP "Mama hates", lançado em julho de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal diferença entre "Mama hates" e "Songs..." está na gravação. Como escrito &lt;a href="http://maquinario.blogspot.com/2004_09_01_maquinario_archive.html"&gt;anteriormente&lt;/a&gt;, "Songs..." foi gravado de maneira caseira, na limitação de um computador e uma mesa de quatro canais, enquanto "Mama hates" teve uma produção mais profissional, gravado no estúdio Síncopa (Campinas), com todos os cuidados e detalhes que um estúdio pode proporcionar. Neste novo EP constam quatro canções que já estavam na primeira demo ("Mama hates", "Sex is blind" e "You're sweet" e "Stay"), e duas novas ("Time out" e "Remote control"), que mostram uma faceta até então desconhecida da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De primeira, notamos que as músicas já conhecidas ganharam o peso que precisavam. A qualidade da gravação faz diferença quando comparamos, por exemplo, as duas versões "Stay": já em “Songs...” percebemos que a força da música está no refrão. Entretanto, apenas neste novo trabalho as guitarras ganharam a sustância que uma gravação caseira jamais poderia dar, transformando a música de tal maneira que só ouvindo para entender o nível desta alteração. No que diz respeito as faixas novas, a característica mais marcante é, sem dúvida, os detalhes. E não apenas no que diz respeito a composição, mas também na inserção de novos instrumentos - como vemos em "Remote control", onde o peso das guitarras agora abre espaço também para teclados -, que além de enriquecerem as canções, abrem um amplo horizonte de possibilidades à banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para falar mais sobre o EP e a banda, o Maquinário entrevistou &lt;b&gt;Pelle&lt;/b&gt;, vocalista e guitarrista do Fluid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Maquinário&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Ao ouvir o Ep "Mama hates" e o comparando com "Songs from my apartament" fica claro que a produção em estúdio fez uma grande (e boa) diferença nas músicas. E para a banda, como foi a experiência de entrar em estúdio&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pelle&lt;/b&gt;: Entramos em estúdio num momento meio conturbado, pois, poucos dias antes, os antigos guitarrista e baixista saíram da banda (hoje estamos com o Dinho no baixo e o Juninho na guitarra). Daí fomos apenas eu e o Dú (baterista) para o estúdio e lá contamos com a força da galera do Sincopa que ajudou bastante na finalização do EP. Mas, tirando esse contratempo, foi muito bom entrar em estúdio porque deu para colocar no cd aquilo que é mais a cara da banda. Em casa, devido aos recursos precários, às vezes a gente não consegue colocar toda a força e detalhes dos arranjos como efetivamente gostaríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;M&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Não só nos shows, mas também através da demo, percebemos que o Fluid possui várias composição próprias. Como foram escolhidas as faixas que entrariam no novo EP&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pelle&lt;/b&gt;: Pegamos as músicas da primeira demo que tinham mais a cara da banda e que, para nós, estavam “finalizadas” (no sentido de haver menos chance de aparecerem futuras modificações nos arranjos etc). Mas não queríamos apenas repetir músicas anteriores. Tínhamos que colocar algo novo pra quem já tinha o ‘Songs...’. Tínhamos algumas músicas novas e resolvemos pegar “Remote Control” e “Time out”, porque, apesar de não estarem na outra demo, a gente já tocava essas músicas fazia algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;M&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Sobre as músicas novas. Elas, se comparadas ao restante do CD ou mesmo ao "Songs...", são mais trabalhadas, mostrando um outro lado da banda onde melodias são bem valorizadas e os arranjos mais complexos. Isso demonstra um amadurecimento ou apenas a exposição de um outro lado da banda que não conhecíamos&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pelle&lt;/b&gt;: Acho que um pouco dos dois, mas eu diria que é mais um outro lado da banda que não tinha aparecido na primeira demo (talvez até, como eu disse antes, por causa dos recursos precários). Gostamos de ter no repertório essa variação de músicas mais diretas e cruas com algo mais complexo, principalmente em termos de arranjos e melodias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;M&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Os projetos futuros tendem a seguir esse caminho mais trabalhado ou vocês manterão o lado mais pesado como vemos em "Stay", por exemplo&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pelle&lt;/b&gt;: Como eu disse antes, gostamos dessa variedade. Achamos que ela funciona bem nas apresentações ao vivo. Como intenção, não tenho muita vontade de fazer músicas com mais de 5:00 min, como é o caso de “Remote Control”, apesar de eu achar, é verdade, que isso não depende exatamente de querer ou não (às vezes a música acaba necessitando de um tempo de duração maior para fazer sentido), mas certamente não ficaremos só no lado cru da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;M&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;Há também o contrato com uma produtora norte-americana. Em relação a eles, quais são os planos futuros da banda&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pelle&lt;/b&gt;: Cara, as expectativas são excelentes! Os planos são de no ano que vem nós passarmos 5 meses nos EUA tocando na costa leste (3 meses) e depois na oeste (2 meses). Tem previsão de lançamento de single (Mama Hates) em Janeiro; de Maxi-Single (que é esse EP com 6 músicas intitulado ´Mama Hates´) em Fevereiro; de lançamento do cd (provavelmente com 12 músicas) em Março; dando início a tour em abril de 2005. No papel, tá lindo...!!! Mas eu tenho que ver pra crer... vamos esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;M&lt;/b&gt;: &lt;i&gt;E os planos da banda&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pelle&lt;/b&gt;: Estamos tentando fazer nossa parte por aqui pelo Brasil também, lógico. Gravamos um demo-clipe para ‘Mama Hates’ que deve ficar pronto até o final desse mês (Novembro de 2004). Temos nosso cd que está com uma qualidade (acho eu) legal. Nosso site (&lt;a href="http://www.fluidband.com.br/"&gt;http://www.fluidband.com.br/&lt;/a&gt;) está no ar (apesar de ainda estar meio porco rs!) e já está sendo melhorado, devendo ficar muito interessante. O difícil mesmo é tocar por aqui. Isso é impressionante! Tem panela pra tudo que é lado, rapá!! Então, mesmo fazendo um trabalho bacana, se você não conhece fulano, não rola! Se o tal fulano não vai muita com a sua cara então...(na maioria das vezes sem nem te conhecer ou sequer ter escutado sem som...)! Daí fode de vez! rsrs! Mas, dentro das nossas condições, que são sempre totalmente guerrilheiras (como foi o agendamento de todos os lugares que já tocamos, a gravação do cd, do clip etc), temos tocado em alguns lugares por aí e temos conseguido distribuir bastante cds. A galera tem gostado e isso é bem legal de se ver. Tem um pessoal da Bahia (galera dos Honkers) que nós estamos bem ligados e talvez apareça alguma coisa prá nós tocarmos fora de SP. No fim das contas, parece que vai ser mais fácil tocar nos EUA ou em outros estados no Brasil do que em SP... rs! Vamos em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110463540479859410?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110463540479859410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110463540479859410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110463540479859410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110463540479859410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/01/esta-semana_02.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110460928728424672</id><published>2005-01-01T17:53:00.000-02:00</published><updated>2005-01-01T17:56:08.630-02:00</updated><title type='text'>Maquinário pela internet</title><content type='html'>* Saiu a resenha do novo disco do &lt;b&gt;Skank&lt;/b&gt; ("Radiola") lá no &lt;a href="http://www.poppycorn.com.br"&gt;Poppy Corn&lt;/a&gt;. Já viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110460928728424672?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110460928728424672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110460928728424672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110460928728424672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110460928728424672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2005/01/maquinrio-pela-internet.html' title='Maquinário pela internet'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110431942014461045</id><published>2004-12-29T09:21:00.000-02:00</published><updated>2004-12-29T09:31:12.720-02:00</updated><title type='text'>Extra:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Semisonic&lt;/b&gt; - All About Chemistry (2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 159px; HEIGHT: 148px" height="167" src="http://www.zboneman.com/music/images/semi.jpg" width="208" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aproveitando a exposição proporcionada pelo "sucesso" de "Felling Strangely Fine" (1998), o &lt;b&gt;Semisonic&lt;/b&gt; lançou em 2001 seu terceiro álbum, "All About Chemistry". Vale lembrar que mesmo lançado em 1998, "Felling..." só vingou entre 1999 e 2000, com as músicas "Secret Smille" e "Closing time" tocando discretamente em algumas rádios e séries de televisão. Portanto, a data entre o lançamento dos discos é aceitável, mesmo sendo um longo intervalo de três anos. Antes de comprovar seu valor monetário, o Semisonic era um investimento de risco à gravadora, mercadologicamente falando. E, como foi visto, o investimento em "All About Chemistry" não foi o que costumamos chamar de investimento seguro, provando mais uma vez que este ‘mercadologicamente falando’ nem sempre acerta. Ou melhor, &lt;i&gt;quase nunca&lt;/i&gt; acerta quando temos em mãos músicas pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "All About Chemistry" o mesmo pop de "Felling Strangely Fine" é ainda a tônica das composições da banda, mas algumas diferenças são notadas logo nas primeiras faixas: há algo de experimental no som do Semisonic que decididamente não fez parte do disco anterior. Não só isso, diferentemente dos outros discos, neste prevalece o piano como base de quase todas as músicas, deixando para trás os violões que seguraram as faixas de "Felling..." O resultado disto, no fim das contas, não muda tanto o som da banda, posto que o cheiro de experimentalismo ao qual me referi acima está mais ligado a combinações vocais ou adição de novos instrumentos/efeitos do que a utilização privilegiada de pianos em relação a violões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que, talvez, devido ao experimentalismo no qual a banda se arriscou, o disco não se sustenta. Há raras composições boas, e por isso, ao ouvir "All About Chemistry", percebesse uma banda que se arrasta por entre os pouco mais de cinqüenta minutos de disco. A sensação é de que, na verdade, o experimentalismo não passa de uma tentativa desesperada de inovação do som, mas sem saber ao certo que caminho seguir. É claro, esta busca é válida, mas é inegável que acabou por fazer "All About Chemistry" um disco fraco, no qual mesmo as baladas que faziam uma base firme para "Felling..." não foram capazes de agüentar este novo trabalho do Semisonic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chemistry", a faixa que abre o disco e primeiro - se não me engano, único - single da banda é a que mais se aproxima do trabalho anterior. Retomando a levada pop de "Closing time", a melodia grudenta-chiclete fica ecoando na cabeça dias após uma simples audição desta canção. Seguindo ainda a linha das "melodias-grudenta-chiclete" há "Follow", uma daquelas músicas que caem como uma luva para cenas de comédias românticas, assim como "I wish" e "Surprise". De certa maneira, estas seriam a tentativa de equilíbrio do álbum, pois se o experimentalismo era quem guiava a banda, também era claro que eles deveriam fazer aquilo que os consagrou no trabalho anterior, afinal, era o que não só os fãs estavam esperando, mas a gravadora também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprindo com o que era esperado da banda, encontramos no restante do álbum tentativas como "She's got my number", "Sunshine and Chocolate" e "Who's stopping you?" que não chegam a lugar nenhum. As melodias, antes de elaboradas, são confusas, causando uma má impressão em relação não apenas a estas canções, mas ao trabalho inteiro. Ou seja, estas tentativas frustradas levam, por sua vez, o álbum inteiro a lugar nenhum, pois a sensação que fica após terminado o disco é a de que cada canção é um recorte, uma peça isolada que, colocadas lado a lado, acabaram por parecer uma colcha de retalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe da já não tão grande vendagem que "Felling..." alcançou, "All About Chemistry" foi o último disco inédito da banda, que teve seu contrato rompido com a MCA Records. Em 2003 a banda lançou de maneira independente "One Night at First Avenue", um disco ao vivo onde os melhores momentos da "meteórica" carreira da banda são revistos, indo do Ep "Pleasure" de 1995 a "All about Chemistry" de 2001. Não perdendo tempo, a MCA lançou no mesmo ano "Millennium Collection - 20th Century Masters - The best of Semisonic", uma coletânea que privilegia os dois trabalhos da banda lançados pela gravadora, "Felling Strangely Fine" e "All About Chemistry".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110431942014461045?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110431942014461045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110431942014461045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110431942014461045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110431942014461045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/12/extra_29.html' title='Extra:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110400954155329126</id><published>2004-12-25T19:16:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T14:39:08.166-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Barão Vermelho&lt;/b&gt; - Barão Vermelho (2004)*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 166px; HEIGHT: 165px" height="158" src="http://territorio.terra.com.br/canais/canalpop/lancamentos/albuns/3_475_capa.jpg" width="159" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do Barão Vermelho está estritamente ligada a uma parcela da história do rock nacional. Não só porque Cazuza foi vocalista da banda, ou pela carreira de mais de vinte anos, mas principalmente por trazer ao rock brasileiro um som forte e marcante, que muitas vezes segue a linha do rock n' roll propriamente dita, flertando com o blues e outros estilos fundantes do que hoje chamamos (e amamos) de rock. É claro que mais de vinte anos de carreira não deixariam a banda sair ilesa, afinal, errar é humano. O mais recente desses tropeços foi "Puro Êxtase", álbum lançado em 1998, onde ocorreu uma grande confusão entre o rock e o eletrônico, o exagerado e o ridículo e outras coisas mais. Rejeitado pela crítica, esquecido pelo mercado e ignorado pelos fãs, "Puro Êxtase" marcou negativamente o início das férias da banda, que antes de abandonar mesmo os instrumentos ainda gravou o "Balada MTV" em 1999 e fez o Rock in Rio em 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parada foi de cinco anos, rendendo a Frejat dois discos em sua carreira solo ("Amor Pra Recomeçar" de 2001 e "Sobre Nós Dois E O Resto Do Mundo", de 2003); já Peninha, o percussionista, montou sua própria banda; o baixista Rodrigo tocou no acústico Kid Abelha e Fernando Magalhães, o guitarrista, além produzir os Detonautas, montou um selo. E para os fãs, estas férias renderam uma questão: era o fim do Barão Vermelho? A resposta era que cada um estava cuidando de seus projetos, etc, etc, como toda resposta clássica de bandas que não sabem exatamente qual será o futuro. A pulga na orelha só deu trégua agora no fim do ano, com o lançamento de "Barão Vermelho", disco de retorno a labuta da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o CD em mãos, mesmo antes de ouví-lo, podemos fazer duas proposições: primeira, o disco talvez seja homônimo para dar a impressão de um retorno às raízes da banda, deixando claro logo na capa que o lado experimental de "Puro Êxtase" parou por lá mesmo. Ainda no encarte, notamos que a produção desse novo trabalho tem a assinatura do falecido produtor musical Tom Capote, o querido de dez entre dez nomes da música nacional contemporânea, e de Ezequiel Neves. A segunda proposição seria, então, de que apenas através da lista de nomes que constam no currículo destes dois, este disco seria, no mínimo, bem produzido. Para tranqüilizar a todos, ao ouvir "Barão vermelho" temos a confirmação dessas duas proposições, e alguns alívios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro grande alívio foi que este novo disco está longe de seu antecessor, "Puro Êxtase": abrindo mão de experimentalismos, o Barão voltou a fazer o rock n' roll que consagrou a banda. O segundo foi notar que a carreira solo de Frejat está numa prateleira, enquanto o Barão está em outra. Era de se esperar tal fato, pois o pop-certinho do vocalista não caberia no som da banda, e se por acaso neste disco coubesse, teríamos um problema nas mãos. Por último, a sonoridade vista em "Álbum" (1996) - guitarras que se destacam, levada reta de baixo e bateria simples - é retomada nesse novo trabalho, ou seja, mais Barão Vermelho impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faixa de trabalho - "Cuidado" - serve apenas para nos mostrar que o Barão voltou, se recuperou do último erro, aproveitou as férias e agora está de volta. "Cara a cara", música que abre o disco, reafirma o primeiro single, mostrando que logo após o &lt;i&gt;play&lt;/i&gt; o Barão Vermelho está de volta, rock n' roll como sempre, e tudo isso pode ser visto apenas pela introdução da música. Entretanto, mesmo depois de tais impressões, ao ouvirmos o disco inteiro, notamos que "Barão Vermelho" é um trabalho que quase se desequilibra, pois não possui um meio-termo: Se por um lado há canções no melhor estilo barão-vermelho-pós-Cazuza como "Mais perto do sol", "Tão inconveniente", "Máquina de escrever" e "Só o tempo", que são músicas fortes e características da melhor fase da banda, onde riffs de guitarras seguram o peso das canções, por outro encontramos as baladas, que sendo maioria dentre as músicas do disco, acabam por quebrar o ritmo contagiante das outras músicas do trabalho. Estão nesta lista "A chave da porta da frente" - estilo Santana para uma declaração de amor tão direta quanto bonita -, "Pra toda a vida" - guitarra slide para clima praiano -, "O dia em que você me salvou" - forte concorrente a hit do verão 2005 -, e "Cigarro aceso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Barão Vermelho" é, de maneira geral, um disco que não arrisca muito, no qual o Barão faz aquilo que sabe, sem muitos devaneios. As baladas acabam deixando o disco um pouco monótono, como observado acima, mas tendem a agradar fãs, admiradores e ouvintes de FM. Disco certeiro para o verão, é muito provável que sua vendagem seja grande, devido ao não sem querer lançamento próximo ao fim do ano. Mas à parte tudo isso, "Barão Vermelho" marca o retorno de uma das bandas mais importantes do rock brasileiro, que, por sinal, anda um pouco carente de boa música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Resenha publicada no site &lt;a href="http://www.poppycorn.com.br"&gt;Poppy Corn&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110400954155329126?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110400954155329126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110400954155329126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110400954155329126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110400954155329126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/12/esta-semana.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110342625079860434</id><published>2004-12-19T01:15:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T14:39:38.436-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Ira!&lt;/b&gt; - Acústico MTV (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 165px; HEIGHT: 165px" height="147" src="http://www.maquinario.blogger.com.br/Ira%20-%20Acustico.JPG" width="150" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ira! sempre foi uma banda constante: depois de dois primeiros discos muito bons, eles tomaram para si o comando de sua carreira e seguiram seus instintos. É claro que tal ato não sairia barato, por isso, mesmo lançando o ótimo "Psicoacústica" em 1988, foram taxados como incompreendidos e à partir daí amargaram um ostracismo ferrenho. Pra alguns, este seria um preço muito caro, um &lt;i&gt;knock-out&lt;/i&gt; no 1º round, mas ao que parece, foi depois desse baque que a personalidade da banda começou a se sedimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, o Ira! segue uma carreira linear. Não há nenhum grande sucesso entre seus discos, e mesmo os tropeços não são tão grandes assim, fazendo valer a máxima que reza ser o tombo proporcional a altura. Os últimos três discos da banda mantêm a linha discreta: "Isso é amor" (1999) trouxe a banda de volta as paradas com a música "Bebendo Vinho", cover do gaucho punk-brega Wander Wildner. No ano seguinte sairia o "Ao vivo MTV" em comemoração aos vinte anos de banda. Recheado de sucessos da banda, o disco rendeu cerca de 160.000 cópias vendidas e um show no Rock in Rio III para aproximadamente 250.000 pessoas. Aproveitando a maré alta, sai em 2001 "Entre seus rins", disco de inéditas que não conseguiu manter o patamar estabelecido pelo anterior, fato que não chega a surpreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos depois, o quarteto paulista volta com mais um projeto MTV, dessa vez um disco acústico. Hoje em dia, é complicado pensar num acústico sem ter uma pulga atrás da orelha. A lista das bandas dos anos oitenta que aderiram ao formato é enorme, e as desculpas das mais variadas. Acontece que a Ira! está na ativa, logo não é um show especial com a volta dos integrantes original; os vinte anos de carreira já foram comemorados com o "Ao vivo"; e a vendagens caíram com o fraco desempenho de "Entre seus rins". Ou seja, tudo nos leva a crer que caímos certinho nessa armadilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apertar &lt;i&gt;play&lt;/i&gt; é uma tarefa difícil quando temos os pensamentos acima citados rondando a cabeça, e a coisa piora quando, com o encarte em mãos, percebemos que a primeira faixa ("Pra ficar comigo") é nada menos do que uma versão para "Train in vain", do Clash. Esse não seria o primeiro grande pecado do Ira!, já que no disco "Meninos da rua Paulo" (1991) há "Você ainda pode sonhar", uma versão para "Lucy in the sky with diamonds", dos Beatles. O negócio é respirar fundo e mergulhar. E após quase 60 minutos imerso no mundo acústico do Ira!, o resultado final agrada. É claro, para não correr o risco, além de músicas como "Envelheço na cidade", "Tarde Vazia" ou "Flores em você", há convidados que agradarão a "velha guarda" (Os Paralamas do Sucesso) e a "jovem guarda" (Samuel Rosa e Pitty). Mas sejamos justos, músicas como "O Girassol" - do disco "Sete" (1996) -, "Rubro Zorro" - "Psicoacústica" (1988) - e "Boneca de Cera" - "Clandestino" (1989) - também estão no CD, e de certa maneira equilibram o show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As músicas, de uma maneira geral, não fogem muito das versões originais. "Dias de luta", por exemplo, ganhou um clima &lt;i&gt;Spanish guitar/western&lt;/i&gt;, preparando o ouvinte para "Rubro Zorro"; "Flores em você" ficou mais enxuta, e não menos bonita, fato que se repete em "Boneca de Cera" e "Eu quero sempre mais", esta com participação de Pitty. Das inéditas, temos "Flerte Fatal" - uma das melhores do disco -, "Por amor" - composição de Zé Rodrix -, Poço de sensibilidade" e "Pra ficar comigo" - a assustadora versão do Clash. Há também "Muito além do jardim", mas essa está presente só no DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então, o "Acústico MTV - Ira!" já vendeu cerca de 50.000 cópias, e "Tarde vazia" (com a participação de Samuel Rosa) está nas paradas das rádios Brasil à fora. Entretanto, é preciso cuidado com esse tipo de coisa, pois é muito provável que ocorra uma repetição da história: o próximo disco da banda, assim como "Entre seus rins", talvez não alcance esse acústico, não só na vendagem, mas também na aceitação do público, o que não significa um problema na carreira da banda, mas apenas um novo retorno aos patamares reais de uma banda com mais de vinte anos de estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110342625079860434?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110342625079860434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110342625079860434' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110342625079860434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110342625079860434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/12/esta-semana_19.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110338874592326110</id><published>2004-12-18T14:44:00.000-02:00</published><updated>2004-12-18T14:52:25.923-02:00</updated><title type='text'>Maquinário pela internet</title><content type='html'>* No &lt;a href="http://www.poppycorn.com.br/corpo.php"&gt;Poppy Corn&lt;/a&gt; desta semana saiu a resenha do novo disco do &lt;strong&gt;Barão Vermelho&lt;/strong&gt;, que logo estará aqui. Se a pressa apertar, clique &lt;a href="http://www.poppycorn.com.br/corpo.php"&gt;aqui&lt;/a&gt; e veja o que escrevi sobre Frejat e cia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A resenha de "Facelift", do &lt;strong&gt;Alice in Chains,&lt;/strong&gt; que está aí no arquivo do Maquinário também pode ser encontrada no &lt;a href="http://whiplash.net/"&gt;Whiplash&lt;/a&gt;, em Reviews de CDs (Clássicos). Ou melhor, clicando &lt;a href="http://whiplash.net/reviewscdslinks.mv"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dicas dadas, agora é só clicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110338874592326110?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110338874592326110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110338874592326110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110338874592326110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110338874592326110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/12/maquinrio-pela-internet.html' title='Maquinário pela internet'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110308534118338220</id><published>2004-12-15T02:33:00.000-02:00</published><updated>2004-12-15T02:44:20.800-02:00</updated><title type='text'>Extra:</title><content type='html'>&lt;b&gt;U2&lt;/b&gt; - How to Dismantle an Atomic Bomb (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 172px; HEIGHT: 167px" height="252" src="http://www.maquinario.blogger.com.br/U2%20-%20How%20to%20dismantle.jpg" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de quase trinta anos de carreira, correndo por entre vários estilos e poses, indo na "contramão da contradição", o U2 está de volta num dos períodos mais conturbados da história dos Estados Unidos. E é claro que o disco estaria ligado a essa realidade paranóica norte americana, afinal, depois de vocalista de uma das bandas mais importantes da música mundial das últimas décadas, Bono Vox se meteu até em pedidos de perdão da dívida externa. Acontece que o U2 não é apenas Bono, por isso, ao ouvir o esperado &lt;b&gt;How to Dismantle an Atomic Bomb&lt;/b&gt; é importante ter em mente o trabalho do U2 como um todo. Partindo deste ponto, e vendo não só a carreira, mas este disco como um todo, é possível perceber que a proposição da banda para desativar uma bomba atômica, mesmo com todas as tendências político-ativistas que passaram a fazer parte das características do U2, é mais óbvia - e em aspectos práticos, utópica - do que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a gravação deste disco, a banda vinha dizendo que seria cru, pesado e cheio de guitarras, quase uma versão mais suja do que é visto no trabalho anterior, "All that you can't leave behind", de 2000. E, de fato, o que sentimos quando terminado "How to dismantle...", é exatamente isso: a quase continuação de um trabalho. Há momentos com na música "Miracle Drug", que poderíamos afirmar categoricamente ser sobra de estúdio do disco anterior. Entretanto, há também canções como "Vertigo", o primeiro single, que estrapolam a proposição "All that you can't..." devido ao som cru e direto, longe das guitarras suaves vistas antes. Ou seja, a banda busca o peso que não se arriscou a procurar no disco anterior, mas mantém a suavidade que caracterizou a maioria das canções do último trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;b&gt;How to Dismantle an Atomic Bomb&lt;/b&gt;" foi lançado em Novembro deste ano, mas antes disso já estava circulando pela internet uma versão não remixada do disco, que apesar de adiantar ao publico algumas músicas, não dava a noção exata do que se tratava esse novo trabalho da banda. E exatamente por isso surgiram rumores negativos sobre o disco, antes mesmo de chegar as lojas. Quando finalmente lançado, o CD causou uma certa estranheza devido a uma questão lógica: sendo praticamente uma continuação de seu antecessor, "How to dismantle" dificilmente agradaria aqueles que não gostaram do disco de 2000. E esses, infelizmente, eram maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é que este novo trabalho do U2 demora um pouco para ser digerido. Ele é cru, lembra o disco anterior e, em se tratando de U2, a expectativa é grande em relação ao um novo trabalho. Portanto, fica claro que um disco como este geraria um mal-estar, mesmo sendo o desconforto passageiro. Um exemplo disso é "Love and Peace or Else": é preciso alguma paciência para assimilar a primeira estrofe e as guitarras sujas que surgem depois, mudando o rumo da música; "All because of you" segue a mesma linha de "Vertigo", uma canção direta e de peso, a diferença está na dobra de voz deixa transparecer um pouco do U2 que todos conhecem, além de ser mais pesada do que sua companheira de álbum. Logo, é necessário perder algum tempo, e apertar alguns &lt;i&gt;repets&lt;/i&gt; para assimilar esta parte do álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contra-posição a estas primeiras estranhezas, há canções que acalmam o mais afobado dos fãs. "City Of Blinding Lights" é uma daquelas canções inegavelmente U2, assim como "One step closer", onde as tão conhecidas guitarras cheias de &lt;i&gt;Delay&lt;/i&gt; de The Edge se mostram, mesmo sendo a música uma balada sem grandes surpresas. Ainda na linha de baladas, há "Original of the Species" e "Yahwen", duas belas canções que se encarregam de fechar o disco e - não devido a temática, mas aos arranjos - agradar aos fãs das conhecidas “With or without you” ou “Walk on”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa maneira, e a partir de uma visão bem pessoal deste trabalho, a banda propõe que a guerra ("Love and Peace or Else") nos leva a momentos de não saber o que fazer ("Sometimes You Can't Make It on Your Own"), por isso do desejo de uma droga milagrosa, através da qual é possível ver o mundo como os outros o vêem ("Miracle drug"). No fim, todos querem a paz ("City of Blinding Lights"), e esta, apenas através do amor ("A man and a woman") será alcançado, pois com ele podemos tudo, inclusive evitar/acabar uma guerra, ou metafóricamente falando, desarmar uma bomba atômica. Quando entendermos isso, estaremos a um passo ("One step closer") de ser a origem de uma nova espécie ("Original of the species"), capaz de deixar para trás o que somos hoje, e deixar a cargo de Deus ("&lt;a href="http://www.cacp.org.br/index-nomesagrado.htm"&gt;Yahwen&lt;/a&gt;") as mudanças necessárias. Claro, cada música possui uma interpretação própria - por exemplo, o fato de "Sometimes You Can't..." ser uma homenagem de Bono a seu falecido pai -, mas como disse, está é uma interpretação geral e, principalmente, pessoal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façamos o seguinte: ouça o disco, pois assim, além de curtir um dos melhores lançamentos de 2004, poderá ter seu próprio entendimento de como desmontar essa bomba atômica de canções chamada U2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110308534118338220?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110308534118338220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110308534118338220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110308534118338220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110308534118338220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/12/extra.html' title='Extra:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110281953901189937</id><published>2004-12-12T01:43:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T14:40:08.713-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Gonococos&lt;/b&gt; - O sonho não pode acabar (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 170px; HEIGHT: 169px" height="278" src="http://www.maquinario.blogger.com.br/Gonococos.JPG" width="360" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pop, como todos os gêneros musicais, possui várias facetas. Motivo de rixa entre puritanos e experimentalistas, essa discussão já rendeu folhas e mais folhas, e é claro, nunca chegou a lugar nenhum. Talvez o primeiro motivo disso esteja no fato de ser quase impossível definir o que é o pop puro. Pense. Não é tão fácil assim. Por isso, vamos deixar de lado tal conversa, e ir à música, pois no fim, é ela quem nos acompanha no carro, em casa e, para alguns como eu, durante a vida inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está cada vez mais difícil encontrar bandas com a proposta de um pop limpo, sem interferência de outros estilos ou tendências. Entretanto, mesmo o underground sofrendo essa invasão de bandas onde o pop é levado a caminhos diversos, ainda há quem aposte num som simples, assoviável e letras onde a temática não varia muito além do amor e suas vertentes (amor não-correspondido, impossível, do dia-a-dia, etc). E foi seguindo exatamente essa linha que a banda campineira &lt;b&gt;Gonococos&lt;/b&gt; lançou seu primeiro CD, "&lt;b&gt;O sonho não pode acabar&lt;/b&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quase impossível não perceber influência de bandas como Jota Quest, Skank ou LS Jack nesse primeiro trabalho da banda. Aproveitando-se do que alguns apontam como o problema do pop por ele mesmo - a falta de originalidade -, o Gonococos faz um som sem muitas surpresas, mas tão fiel a cartilha pop que não será nada surpreendente se alguma daquelas canções ficarem se repetindo incansavelmente em sua cabeça após ouvir ao disco. É muito provável que o refrão de "O Sonho" - responsável pela abertura do CD - esteja entre as mais tocadas do seu subconsciente, assim como a melodia de "Não posso te perder" seja a mais assoviável das canções da semana. Dentre as músicas mais "pegadas" do disco, o ponto alto é "Ela não estava aqui", um pop certeiro que sem maiores dificuldades cairia nas graças de onze entre onze ouvintes das FMs país à fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como todo bom disco pop, não poderiam faltar as baladas. Violões, pianos, os climas confessionais das letras e todos os ingredientes para uma boa balada estão lá. Os violões falam mais alto nas faixas "O luar" - balada fácil para trilha sonora de romances e afins - e "Tudo vai brilhar" - violão e guitarra num dueto já conhecido, além de vocais onde a influência do Jota Quest mostra sua maior força. A última faixa do disco - "Eu quero" - é a típica balada estruturada como "Easy" (do "Faith no More", lembra?): levada inteira no piano, um solo de guitarra e a chave de ouro para um disco com a proposta desta banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, como pop não faz mal a ninguém, não custa nada dar um pulo no &lt;a href="http://www.gonococos.hpg.com.br"&gt;site do Gonococos&lt;/a&gt; e ver o que andam fazendo Taka (Vocal e guitarra), Marcelinho (baixo), Dittrich (guitarra) e Fernando (bateria). Além da agenda, há milhares de fotos, contato e outras coisas mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110281953901189937?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110281953901189937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110281953901189937' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110281953901189937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110281953901189937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/12/esta-semana_12.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110272054181398517</id><published>2004-12-10T21:10:00.000-02:00</published><updated>2004-12-10T21:15:41.813-02:00</updated><title type='text'>Enquanto isso...</title><content type='html'>O &lt;a href="http://poppycorn.com.br"&gt;Poppy Corn&lt;/a&gt; publicou a resenha do Engenheiros do Hawaii que está aí embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveite para conhecer o site, que também abre espaço para cinema, literatura, televisão e outras coisas. Vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110272054181398517?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110272054181398517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110272054181398517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110272054181398517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110272054181398517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/12/enquanto-isso.html' title='Enquanto isso...'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110252587707564237</id><published>2004-12-08T15:05:00.000-02:00</published><updated>2004-12-08T15:19:22.913-02:00</updated><title type='text'>Especial - AutoRock</title><content type='html'>&lt;strong&gt;AutoRock 2004&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vamos à prática. O II Festival AutoRock acontecerá do dia 12 ao dia 18 de Dezembro no Centro Cultural Evolução, em Campinas. Os ingressos são R$ 8,00 por dia, ou na promoção de R$ 18,00 para o pacote contendo ingressos dos dias 16, 17 e 18/12 - apenas os 200 primeiros. A programação é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 12/12&lt;/strong&gt; - Numa parceria com o projeto da Prefeitura de Campinas "&lt;a href="http://www.campinas.sp.gov.br/portal_2003_sites/noticias/projeto_centro/pc_zeladoria_ruaminha.htm"&gt;Ruaminha&lt;/a&gt;", a abertura do festival será feita na rua Campos Salles (ao lado do Centro Cultural Evolução), e a entrada é gratuita. A partir das 13hs tocarão as bandas:&lt;br /&gt;DJAMBLE (Limeira)&lt;br /&gt;VIOLENTURES (Campinas)&lt;br /&gt;SCARLET O’HARA (Campinas)&lt;br /&gt;ALL JOCKERS (Campinas)&lt;br /&gt;ACAO TOXICA (Pirassununga)&lt;br /&gt;MOBILETES GO (Campinas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dias 13, 14 e 15/12&lt;/strong&gt; - Haverá exposições e vídeo bar, à partir das 19hs. Os expositores são:&lt;br /&gt;DANIEL ETE (Campinas)&lt;br /&gt;CARLOS DIAS (SP)&lt;br /&gt;MARCELO BELO (Campinas)&lt;br /&gt;RONALDO MIURAO (Campinas)&lt;br /&gt;FABIO BITTENCOURT (Campinas)&lt;br /&gt;SYLVIE PICOLOTTO (Argentina)&lt;br /&gt;EDUARDO VAZ (Campinas)&lt;br /&gt;ALESSANDRO PSYCO (SP)&lt;br /&gt;RONI (Campinas)&lt;br /&gt;FERNANDO PETTERMAN (Campinas)&lt;br /&gt;GUiLHERME DELOMAX (Campinas)&lt;br /&gt;SAULO (SP)&lt;br /&gt;GUSTAVO MAGNUSSON (Campinas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 16/12&lt;/strong&gt; - Show das bandas:&lt;br /&gt;MUZZARELAS (Campinas)&lt;br /&gt;BURLESQUE PLAYHOUSE (Itapira)&lt;br /&gt;AGAINE (SP)&lt;br /&gt;DELOMAX (Campinas)&lt;br /&gt;JOSUE (Campinas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 17/12&lt;/strong&gt; - Show das bandas:&lt;br /&gt;ALL THE HATS (Argentina)&lt;br /&gt;NITROMINDS (SP)&lt;br /&gt;SHAME (Campinas)&lt;br /&gt;MAKAZUMBA (Campinas)&lt;br /&gt;COICE DE MULA (Campinas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 18/12&lt;/strong&gt; - Show das bandas:&lt;br /&gt;HURTMOLD (SP)&lt;br /&gt;HATS (SP)&lt;br /&gt;MAGUERBES (Americana)&lt;br /&gt;LABORATORIO SP (SP)&lt;br /&gt;LUNETTES (Campinas)&lt;br /&gt;THE CONCEPT (SP)&lt;br /&gt;SUPERDRIVE (Campinas)&lt;br /&gt;THE BLUE JOHN INCIDENTE (Campinas)&lt;br /&gt;_________________&lt;br /&gt;Contatos:&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Centro Cultural Evolução&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Rua Regente Feijó, 1087, Campinas, S.P. - tel (19) 3232-9959&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II Festival AutoRock&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.autorock.com.br"&gt;Site&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.autorock.com.br"&gt;do Festival&lt;/a&gt; ou contato@autorock.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;Vale lembrar que é obrigatória a apresentação do documento de identidade, e não será permitida a entrada de menores de 13 anos&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110252587707564237?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110252587707564237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110252587707564237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110252587707564237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110252587707564237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/12/especial-autorock_08.html' title='Especial - AutoRock'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110221301136910104</id><published>2004-12-05T01:09:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T14:40:41.293-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Engenheiros do Hawaii&lt;/b&gt; - Acústico MTV (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 156px; HEIGHT: 160px" height="146" src="http://somlivre.globo.com/media/images/products/130/101/101430.jpg" width="161" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais uma banda dos anos oitenta se rendeu ao formato Acústico da MTV. Revisitar a carreira, reerguer as vendas, angariar novos fãs, celebrar a volta da formação original, etc. Acredito existir inúmeros motivos para tal coisa, mas, entre nós, já está começando a ficar óbvio demais. É certo que alguns acústicos são realmente bons, mas a fórmula está viciada; pelo menos é essa a sensação passada pelo recém lançado acústico dos Engenheiros do Hawaii.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o que salva um pouco o Egh dessa paisagem niilista que criei sobre os acústicos é o fato de em 1993 eles terem gravado o pouco conhecido "&lt;i&gt;Filmes de guerra Canções de amor&lt;/i&gt;", um disco semi-acústico que foge completamente ao formato criado e abusado pelas Music Televisions. Pouco mais de dez anos depois, eles estão de volta, abraçando o projeto acústico nos padrões atuais, e devo admitir que é um bom disco. Sem grandes surpresas, é verdade, mas consistente e cheio de tudo o que um fã da banda pode querer: os sucessos, os clássicos, participação especial de ex-integrantes e outras coisas mais. Isso, é claro, se ficarmos na superficialidade do disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que se desmantelou, em 1995, com a saída conturbada de Licks, guitarrista da banda, o Engenheiros do Hawaii se tornou a banda de Humberto Gessinger. E nem tente negar isto, pois uma das inúmeras provas irrefutáveis são as capas dos quatro álbuns anteriores da banda. Quem está lá? Pois é, então, como disse, os Egh é o Humberto, e vice-versa - já que Humberto até que tentou um projeto paralelo chamado "Gessinger Trio", mas não vingou; e, diga-se de passagem, uma das músicas deste projeto está neste acústico: "O preço". De certa maneira, essa coisa de “Egh=Gessinger” é uma lógica não muito boa, mas verdadeira, e vem se comprovando desde 1997, quando sobrou apenas Humberto da formação original na banda. Portanto, não é sem querer que além de estar na capa do disco (mais um), ele está na parte da mais alta do palco no show apresentado pela MTV. Seja como for, creio que a fórmula “Egh=Gessinger” já é tão óbvia para o público, que pouco importa nesta altura do campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante (e interessante) de se ouvir um disco como este é que uma das características mais marcantes dos Egh - a autocitação - acabou se tornando não só uma boa sacada, mas uma boa saída. Não são poucas as músicas da banda, principalmente ao vivo, em que uma letra é cantada no arranjo de outra ou uma frase é substituída numa outra canção. Isso sem mencionar a trilogia (“Revolta dos Dândis”, “Ouça o que eu digo, não ouça ninguém” e “Várias e variáveis” ). Posto isto, vemos que neste acústico, o fato de estar recheado de "grandes sucessos" da banda não soa como oportunismo, mas apenas mais uma boa idéia. Por isso, faixas como "O Papa é pop", "Infinita Highway", "Refrão de bolero", "Terras de gigantes", "A revolta dos Dândis" e "Era um garoto que como eu" não só agradarão aqueles fãs nostálgicos, como também garantirá a presença daqueles que só conhecem - ou gostam - das músicas radiofonicamente aprovadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, o disco abraça um grande período da carreira da banda: de "A revolta dos Dândis", de 1987, até "Dançando no campo minado", de 2003, além das inéditas "Armas químicas e poemas" e "Outra freqüência". É claro, a releitura das canções (coisa que não é tão novidade para a banda) é um dos pontos altos deste acústico. "O Papa é pop" ganhou uma gaita, e mesmo sendo tocada em violões, mantém a estrutura básica da original; "Terra de gigantes" ganhou a tão discutida bateria por toda a música, para delírio dos fãs. Das canções mais novas, "3x4", do disco “!Tchau Radar!”, só não é o oposto do que está no disco original pois ainda é tocada com violões: o clima da música é outro, descontraído e leve, assim como “Surfando karmas e DNA”, do disco de mesmo nome lançado em 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show/CD/DVD ainda contou com a participação do ex-companheiro de banda Carlos Maltz na faixa "Depois de nós" e Clara Gessinger (isso mesmo, a filha dele) em "Pose", que acabaram por não fazer muita diferença. E mesmo a inusitada participação da pequena Gessinger não fica tão especial assim no contexto do disco. Na verdade, em se tratando de Egh, pouca coisa pode realmente surpreender, afinal, até para o Nirvana eles já abriram show (!). Ou seja, era quase óbvio que um acústico renderia muito mais que isso nas mãos dele(s).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110221301136910104?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110221301136910104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110221301136910104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110221301136910104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110221301136910104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/12/esta-semana_05.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110192956048050623</id><published>2004-12-01T17:30:00.000-02:00</published><updated>2004-12-02T11:58:23.550-02:00</updated><title type='text'>Especial - AutoRock </title><content type='html'>&lt;b&gt;AutoRock 2004&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Há fatos inesquecíveis na vida das pessoas. São aqueles que marcam realmente, e que dificilmente serão esquecidos, independente do que aconteça depois. Poderíamos dizer que o Festival Juntatribo, lá pelos idos anos de 1993 e 94, foi um desses fatos que marcou não só bandas como Pin-Ups, Muzzarelas ou Raimundos, mas todos os demais participantes, musicos, organizadores e público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas duas edições, o JuntaTribo foi um dos maiores festivais do interior de São Paulo. Com base no observatório da Universidade Estadual de Campinas, o festival lançou uma dezena de bandas além das citadas acima. Entretanto, a "cena" em Campinas acabou esfriando, e por dez anos nenhum festival alcançou os patamares estabelecidos pelo finado JuntaTribo. Pensando nisso, Enderson Albertino (Tatu), Cacá Toledo e Daniel Pacetta Giometti (Etê) organizaram ano passado o festival &lt;b&gt;AutoRock&lt;/b&gt;, onde a música independente era o foco, e o clima de homenagem ao JuntaTribo pairava no ar. Os números pouco importam para tal evento, mas as 25 bandas de várias partes do país mostraram a cara nos palcos do Centro Cultural Evolução, levando cerca de 1.600 pessoas em seus quatro dias de duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante do AutoRock é que o elemento principal não é a música. Há também exibição de vídeos, exposições e distribuição de zines. Ou seja, todos os ramos da arte independente tem seu espaço no Autorock. Ou quase todos, afinal é difícil agradar a gregos e troianos. O importante é que pela primeira vez houve espaço para que a cultura underground subisse aos olhos dos que não costumam muito olhar para baixo. E é claro, ainda não é história, mas isso é questão de tempo. Seja como for, assim foram os dias 4, 5, 6 e 7 de Setembro de 2003 em Campinas, São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, em Dezembro de 2004, do dia 12 ao dia 18, teremos o &lt;b&gt;AutoRock II&lt;/b&gt;. Seguindo os passos de seu antecessor, a segunda edição do festival também irá abraçar a arte de uma maneira geral, com exposições, shows e discotecagens. Novas bandas ocuparão o mesmo palco, haverá exposições, video bar e tudo mais o que aconteceu em 2003. Enquanto aguardamos dia 12, o máximo que podemos fazer é esperar que o AutoRock II nos marque como o Juntatribo marcou. Como o AutoRock I marcou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E guardar energias. Afinal, dessa vez, será uma semana de AutoRock, e não apenas 4 dias.&lt;br /&gt;________________&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Festival AutoRock II: De 12 a 18 de Dezembro no Centro cultural Evolução, Rua Regente Feijó, 1.087 - Campinas - S.P.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110192956048050623?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110192956048050623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110192956048050623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110192956048050623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110192956048050623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/12/especial-autorock.html' title='Especial - AutoRock '/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110175462948951211</id><published>2004-11-29T16:53:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T14:41:27.063-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Semisonic&lt;/b&gt; - Feeling Strangely Fine (1998)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 172px; HEIGHT: 167px" height="250" src="http://www.dropd.com/issue/97/CD/Semisonic/cover.jpg" width="200" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São poucas as pessoas que conhecem o Semisonic. Na verdade, essa banda é daquele tipo que quando você pergunta sobre, ninguém ouviu falar, mas quando mostra uma música ou outra consegue respostas como "ah, conheço sim", "sim, essa música, lembro sim", etc. Esse tipo de coisa é conseqüência direta dessa mania "one hit wonder" criada pelas Mtvs mundo à fora, e quem paga por isso são bandas como o Semisonic, que são reconhecidas por essa ou aquela música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como aqui no Maquinário nós gostamos do trabalho do artista como um todo, "&lt;b&gt;Feeling strangely fine&lt;/b&gt;", de 1998, foi o disco que acabou projetando a banda formada em 1995, por Dan Wilson (Voz e Guitarra), John Munson (Baixo) - ambos da extinta banda Trip Shakespeare - e Jacob Slichter (bateria). Antes de "Feeling..." o grupo havia lançado o Ep &lt;i&gt;Pleasure&lt;/i&gt; em 1995 e &lt;i&gt;Great Divide&lt;/i&gt; em 1996, e mesmo passando quase desapercebidos, nos dois albuns já é possível perceber a carga pop que marca o mais, digamos, famoso disco da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que alguém pouco informado reconheça o Semisonic não pelo nome, mas através das músicas, as mais indicadas seriam "Closing Time" e "Secret Smile", pois não é preciso forçar muito a memória para lembrar como essas músicas tocaram nas rádios. E como disse lá no começo, é por fatos como esses que bons discos ficam na sombra de músicas que nem sempre mostram o artista por inteiro. Talvez seja exagero colocar o Semisonic nessa lista, pois essas duas músicas já dão uma boa amostra do que é a banda, mas justiça seja feita: "Feeling strangely fine" é um disco de boas músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançando mão de melodias e arranjos e letras mais do que pop, o disco não chega a surpreender ninguém, mas é um prato cheio para quem gosta de músicas assim. "Singing in my sleep", "This will be my year", "Completely Pleased" e "All Worked out" poderiam ser colocadas ao lado de "Closing time", onde a banda mostra um lado mais energético de seu som. Quando chegam as baladas mais trabalhadas, com violões e arranjos de cordas, músicas como "Made to last", "DND" e "She spreads her wings" podem emocionar mais do que "Secret Smile".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo ainda a linha das baladas, e fechando o disco, está "Gone to the movies", se não a melhor, umas das melhores faixas do disco. Apenas um violão dedilhado leva a música que se desenvolve em cenários como "&lt;i&gt;Now the rain turns into snowfall as the City sky reflects the silver street below And it covers up the cars and the WallFlowers cd ended half an hour ago&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sendo conhecida como a banda daquela ou daquela outra música, o Semisonic é bom no que faz: música pop. É claro que eles não são os superstars que propõe o baterista Jacob Slichter em seu livro "So You Wanna Be a Rock &amp;amp; Roll Star", onde ele conta a "ascensão, a glória máxima e o esquecimento da banda", mas podem divertir aqueles que gostam de música pop, mesmo que não consigam se lembrar do nome da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110175462948951211?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110175462948951211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110175462948951211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110175462948951211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110175462948951211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/11/esta-semana.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110105028529879820</id><published>2004-11-21T13:14:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T14:42:32.180-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Silverchair&lt;/b&gt; - Freak Show (1997)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://musicmoz.org/img/editors/ziggiau/freakshow.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A síndrome do segundo disco é mundialmente conhecida. E, principalmente, inevitável, pois mesmo os hoje grandes um dia passaram por ela - um pensamento óbvio, por isso verdadeiro. As conseqüências são bem claras: a) ou o segundo disco é tão bom quanto ou melhor do que o primeiro, ou b) o segundo disco é pior do que o primeiro e aí a coisa fica difícil, ou c) a coisa continua na mesma, sem grandes mudanças. No caso de Freak Show, segundo disco do Silverchair, podemos enquadrá-lo no caso "a". Ou melhor, se aproxima mais do item "a", mas tem também um pé no "c".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já escrito aqui no &lt;a href="http://maquinario.blogspot.com/2004_10_01_maquinario_archive.html"&gt;Maquinário&lt;/a&gt;, Frogstomp - o primeiro disco da banda - nasceu em meio a efervescência grunge, logo, foi, até certo ponto, bem aceito pelo público. Acontece que quando Freak Show foi lançado o grunge já dava sinais de cansaço, e as bandas de Seatlle davam espaço ao novo mercado fonográfico das "boybands". Então, partindo aí, a aceitação de Freak Show não seria facilitada pelo momento em que estava sendo lançado. Tarefa difícil para uma banda que lançou seu primeiro disco com integrantes numa média de idade de quinze anos, vencedora de um concurso feito por uma rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que mesmo com esses possíveis empecilhos, em fevereiro de 1997 chegou Freak Show, e a prova do segundo disco foi completada pelo Silverchair com louvor. Freak Show mantêm o peso de Frogstomp, mas vai mais além. Melodias mais complexas, arranjos idem, e aquela ingenuidade vista como parte integrante de Frogstomp dá lugar a um experimentalismo que em nenhum momento foi possível prever para uma banda como o Silverchair de 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo de começo encontramos as músicas "Slave" e "Freak" provando que o peso de Frogstomp ainda faz parte do som da banda, mas com um refinamento maior; seguindo o peso dessas, temos a nirvanística "Lie to me", "Roses" e "The closing". Entretanto, há músicas com uma levada mais pop como "Abuse me" - primeiro single do disco -,"No association", "The door", "Pop song for us rejects" e "Nobody came", além das baladas "Cemetery" e "Petrol &amp;amp; Chlorine", ambas muito bem elaboradas, provando aqui que a ingenuidade musical de Frogstomp agora dá lugar a novas caminhos na composição da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, todas aquelas influências do primeiro disco ainda estão nesse: Nirvana ("Lie to me"), Helmet ("Slave"), Smashing Pumpkins ("Cemetery"), mas agora a coisa começa a mudar de figura. É a partir de Freak Show que o Silverchair começa a definir seu som de maneira original. E já aqui, no segundo disco da banda, temos uma boa amostra daquele que seria um dos melhores vocalistas do fim da década de noventa. Além disso, é aqui que começa a metamorfose pela qual passou o Silverchair, quer gostem, quer não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110105028529879820?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110105028529879820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110105028529879820' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110105028529879820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110105028529879820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/11/esta-semana_21.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110086264182715487</id><published>2004-11-19T09:08:00.000-02:00</published><updated>2004-11-19T09:13:50.846-02:00</updated><title type='text'>Vem aí:</title><content type='html'>&lt;img style="WIDTH: 447px; HEIGHT: 318px" height="361" src="http://www.maquinario.blogger.com.br/Cartaz%20auto%20rock%202004.jpg" width="480" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110086264182715487?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110086264182715487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110086264182715487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110086264182715487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110086264182715487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/11/vem.html' title='Vem aí:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-110044490742571454</id><published>2004-11-14T13:23:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T14:47:49.850-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Makazumba&lt;/b&gt; - Pequenos atos (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 187px; HEIGHT: 174px" height="267" src="http://www.maquinario.blogger.com.br/Makazumba(1).JPG" width="310" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O punk é, por excelência, um movimento de protesto, que demonstra inquietações em relação ao mundo prático. E como movimento acaba se utilizando da arte como instrumento de conscientização. Todo tipo de arte é válida para tal fim, entretanto, a música é normalmente a mais escolhida, devido não só a sua maior difusão, mas principalmente a sua aceitação de uma maneira geral. Por isso, é quase impossível separar o punk da música, tamanha foi a apropriação da arte musical pelos punks. É nessa trilha que anda a banda Makazumba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiados no som que transita por momentos de extremo peso a melodias calmas e trabalhadas conhecido como Emo-core, Guilherme (Vocal - Guitarra), Silvio (Guitarra – Backvocal's), Humberto (Baixo - Backvocal's) e Hit's (Bateria) se utilizam da arte para difundir ideais, e talvez essa seja a principal característica da banda, em detrimento a tantas outras que falam muito, mas não tem nada a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vegetarianos confessos, o Makazumba canta também a "revolução pessoal, o repúdio a preconceitos de toda natureza, pacifismo e a não idolatração de símbolos e bandeiras" nesse primeiro CD, lançado em Julho desse ano. "&lt;b&gt;Pequenos atos&lt;/b&gt;" foi uma produção caseira, que registrou cinco canções do grupo que, mesmo independente, tem arrastado a seus shows muitas pessoas que não só admiram a banda ou a proposta, mas que também sabem todas as letras de cor. E cá entre nós, isso não é pouca coisa quando falamos de uma banda de punk, independente, com uma demo lançada ainda esse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa maneira, as músicas de "Pequenos Atos" mostram exatamente essa tendência Emo-core da banda. Em faixas como "Chamas" e "Inocência" vemos uma banda pesada, que lança mão não só de guitarras distorcidas, mas também de vocais gritados, berros e afins. Seria o "Core" do "Emo-core". Entretanto, em faixas como "Colinas", "Coma" e "Não há mais perdão" os arranjos mais trabalhados, as dobras de vocais e a cadência mais diversificada das músicas denunciam um Makazumba mas "Emo", por assim dizer. É claro, a produção caseira não consegue trazer o peso do som do Makazumba - assim como também não consegue destacar como deveria as partes detalhadas da música -, mas dá uma boa idéia do que é o som da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas letras, o Makazumba reafirma o ativismo encontrado no site ou nas entrevistas. "Colinas", por exemplo, propõe um olhar a si mesmo, assim como em "Coma", onde o mote é a revolução pessoal; o vegetarianismo fica claro na faixa "Inocência", onde a variação musical pesado/leve faz o fundo ideal à letra, chamando atenção ao que é cantado; e ainda há espaço para uma canção onde o refrão é "&lt;i&gt;Não há mais perdão/Por que você se foi?&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo consta, o Makazumba pretende dar uma folga nos shows esse fim de ano, a fim de produzir o segundo CD. Mas para quem quiser conhecer melhor a banda, é só &lt;a href="http://www.makazumba.cjb.net/"&gt;clicar aqui&lt;/a&gt;. Uma dica: assista ao clipe da música "Inocência" &lt;i&gt;até o fim&lt;/i&gt;, e repense seus conceitos, mesmo que não os mude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-110044490742571454?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/110044490742571454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=110044490742571454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110044490742571454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/110044490742571454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/11/esta-semana_14.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109979318576977892</id><published>2004-11-07T01:03:00.000-02:00</published><updated>2005-01-23T14:48:20.636-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Mutantes e Bizarros&lt;/b&gt; - Louco pelo brilho do metal (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 184px; HEIGHT: 170px" height="706" src="http://www.maquinario.blogger.com.br/mutantes%20e%20bizarros.jpg" width="293" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir ao primeiro CD da banda Mutantes e Bizarros é se deparar não só como o rock'n roll ou o blues, mas como uma mistura do velho com o novo. Difícil imaginar um gênero como o rock'n roll misturado a elementos mais novos - talvez até soe como uma idéia de um alquimista da música procurando novas misturas, etc -, mas não impossível. E verdade seja dita, é complicado acreditar que isso possa dar certo. Não duvidando da capacidade dessa ou de qualquer outra banda, mas sim de imaginar o rock como um elemento capaz de se misturar. Principalmente ao novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que foi exatamente dessa mistura que nasceu "&lt;b&gt;Louco pelo brilho do metal&lt;/b&gt;", o primeiro disco do &lt;b&gt;Mutantes e Bizarros&lt;/b&gt;, lançado em setembro desse ano. A primeira coisa que nos chama a atenção ao ouvir o disco é que a influência mais clara da banda é o rock setentista. Inegável nos riffs, nas cadências, na temática das letras, no estilo da banda. Dessa escola há "Cara normal", música que abre o disco, "Essa noite eu vou dar problema", "Mutantes e bizarros", "Funk de uma nota só" e "Quero briga", ficando claro nessas duas últimas a influência mais do que escancarada de Jimi Hendrix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, pouco depois da metade do disco uma pulga pula atrás da orelha: Sim, aquilo é rock'n roll, mas tem alguma coisa estranha ali. Pois é, essa coisa estranha é exatamente a mistura do novo com o velho a qual me referi no primeiro parágrafo. O rock'n roll, digamos, clássico, parecia até então resistente a misturas, seguindo padrões rígidos e uma cartilha sem muitas exceções. Entretanto, os Mutantes e Bizarros conseguiram executar essa mistura de tal maneira que soa estranho porque soa bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor explicação que eu poderia dar à proposição de "soa estranho porque soa bem" seria indicar a faixa "No escuro", onde essa mistura fica mais clara. Todavia, se ouvirmos com cuidado todo o disco, perceberemos que há elementos novos na velha fórmula rock'n roll em cada faixa. São detalhes, é verdade, mas caso eles não estivessem ali teríamos no rádio apenas mais um disco de rock como tantos outros que passam por nossos rádios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é fato, se você gostar do "bom e velho rock'n roll", tiver pelo menos dois discos do Marcelo Nova, e estiver aberto a novidades, não vejo motivos para você não ter esse CD em casa. E mesmo que você não se enquadre em nada do que disse, não há razão alguma para não conhecer o trabalho do Mutantes e Bizarros. Só um adiantamento, a banda é formada por Flávio Marcondes (guitarra e vocal), Paulo Bressan (baixo e backing vocal) e Daniel Bergatin (bateria). Para saber mais é só &lt;a href="http://www.mutantesebizarros.com.br"&gt;clicar aqui&lt;/a&gt;. E pare de perder tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109979318576977892?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109979318576977892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109979318576977892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109979318576977892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109979318576977892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/11/esta-semana_07.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109948223660832378</id><published>2004-11-03T09:39:00.000-02:00</published><updated>2004-11-09T08:31:24.003-02:00</updated><title type='text'>Especial - Série Cinema</title><content type='html'>&lt;b&gt;Stevie Wonder&lt;/b&gt; - Woman in red (1984 - trilha sonora)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 170px; HEIGHT: 169px" height="181" src="http://sopot.lex.pl/~djjack/lyrics/covers/1985.jpg" width="186" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme "Alta Fidelidade", Barry (Jack Black) propõe um de seus muitos questionamentos musicais: "Cinco maiores crimes musicais perpetrados por Stevie Wonder no anos 80 e 90. Subpergunta: É mesmo injusto criticar um ex-grande artista por seus pecados recentes?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha resposta é sim. E acredito que a prova mais contundente para isso é a trilha sonora de Woman in red, de 1984, feita por Stevie Wonder. É verdade, a década de oitenta e noventa está longe das duas antecedentes para Wonder, mas ainda assim não podemos esquecer que o artista em questão é Stevie Wonder, e sendo humano como nós, está suscetível a cometer erros. E acertos com essa trilha sonora, é claro. Por isso criticá-lo por seus pecados é injusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Woman in Red" foi um filme que marcou época. Não entrarei em muitos detalhes sobre o filme em si, pois no &lt;b&gt;WideScreen&lt;/b&gt; está toda a análise sobre a película, muito melhor explorada do que eu poderia fazer. Então, sobre o filme, &lt;a href="http://www.widescreenonline.blogspot.com"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;. Acontece que para um filme marcar época como "Woman in red" marcou é preciso não só de bons atores, diretores, história, etc, mas uma boa trilha sonora também, pois é ela quem marca os momentos mais importantes do filme, assim como também preenche os espaços onde fala ou imagem alguma conseguiria preencher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trilha feita por Wonder acerta em todos os quesitos acima, e vai além. É na trilha desse filme que está "I just called to say I love", o single de maior vendagem na carreira do músico até hoje, e vencedor do Oscar e do Globo de Ouro do ano de 1985. Amada pelos fãs, trucidada pela crítica, "I just called to say I love" foi uma música que marcou época - e levantou controvérsias quanto ao Oscar, pois para concorrer ao prêmio, a música deve ser composta para o filme, o que não foi exatamente o caso de "I just call..." Mas é claro, embora tenha no disco um dos maiores hits da década de oitenta, "Woman in red" - a trilha - conta ainda com outras sete músicas, talvez não tão conhecidas como "I just call...", mas que não devem nada a companheira de álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, "It's you" é uma pequena demonstração do que pode acontecer quando Stevie Wonder faz uma parceria com alguém como Dionne Warwick, aquela que transita facilmente entre o jazz de Ella Fitzgerald e o soul de Aretha Franklin; outra música que vale destaque é "Moments aren't moments" com Dionne Warwick, só que dessa vez solo. A música chega a ser delicada de tão simples, assim como a voz de Dionne, quase sussurrada, que chega a arrepiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um dos pontos de baixa do disco seja "It's more than you", canção instrumental de pouco mais de três minutos que, pelo menos ao álbum, não acrescenta muita coisa. E mesmo "I just call..." poderia entrar aqui, pois devido a seu estrondoso sucesso acabou por ofuscar não só o restante do disco, mas também a carreira de Wonder, chegando a reduzir, para alguns, sua obra àquela música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, aí está, não acredito que seja justo criticar Stevie Wonder por seus pecados nas décadas de 80 e 90. Há pecados, sim, como também há acertos. Mas é claro, na minha lista top 5 de melhores discos de Stevie Wonder, esse não entraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109948223660832378?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109948223660832378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109948223660832378' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109948223660832378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109948223660832378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/11/especial-srie-cinema.html' title='Especial - Série Cinema'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109919687470824448</id><published>2004-10-31T01:19:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:48:52.563-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Belle and Sebastian&lt;/b&gt; - If you're feeling sinister (1996)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 165px; HEIGHT: 158px" height="341" src="http://www.imvamp.com/photoshare/groups/Cdcovera/34492.JPG" width="240" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belle and Sebastian é uma banda legal. Logo, "if you're felling sinister" também é legal, certo? Certo, mas vale lembrar que esse tipo de regra não se aplica a qualquer um. Existe uma porrada de banda que é legal por natureza, mas capaz de cometer verdadeiras atrocidades musicais. Escolha a sua. Mas, deixando de lado isso, vamos ao exemplo em que a tal regra funciona. "If you felling sinister" é o segundo disco da banda, que começou assim, de uma maneira não muito usual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stuart Murdoch (voz e violão), para sua monografia no fim da faculdade, decidiu escrever sobre a formação de uma banda. A partir daí, chamou alguns amigos como Isobel Campbell (violoncelo), Stevie Jackson (guitarra, violão e gaita), Stuart David (baixo), Sarah Martin (violino), Richard Colburn (bateria) e Chris Geddes (teclados), e pronto, estava formada a banda Belle and Sebastian, que recebeu esse nome inspirado num seriado infantil francês da década de setenta, chamado “Belle et Sébastien”. Foi nesse embalo que ficou pronto no começo de 1996 o primeiro álbum, "Tigermilk", com uma prensagem de apenas mil cópias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro de 1996 a banda lança "If you're feeling sinister", e mostra que apesar de manter as mesmas influências do primeiro disco, como Smiths ou Orange Juice, por exemplo, o amadurecimento musical já estava acontecendo. A temática das letras desse segundo álbum é ainda continuidade do primeiro - solidão, amor, arrependimento, juventude -, além de manter em algumas o esquema de letras que contam uma história, como um pequeno conto musicado, muito embora sua elaboração seja melhor. Esse é o álbum que consagra de vez a banda no circuito alternativo, coisa que já vinha acontecendo desde antes do lançamento do primeiro álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir "If you're feeling sinister" é como deitar na cama numa tarde chuvosa e deixar que os sons, independente de quais são, se juntem numa harmonia simples, aconchegante e delicada. Logo na primeira faixa, "Stars Of Track And Field" temos essa impressão: a voz de Stuart Murdoch e seu violão surgem de longe, quase que imperceptivelmente, e ao fim da canção temos uma enxurrada de instrumentos, que soam como uma suave harmonia. Nessa mesma linha estão "Like Dylan in the Movies", "The fox in the snow", "The boy done wrong again" e "Jude and her dream of horses".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as mais, digamos, agitadas do disco estão "Seeing other people", com uma ótima introdução no piano; "Me and the major", uma das melhores letras do disco; "Get me away from here, I'm dying", particularmente a minha favorita, tanto no que diz respeito a letra quanto ao arranjo; "If you're feeling sinister" e "Mayfly". Acho que vale dizer aqui que escolhi a palavra "agitadas" como maneira de descrever como é a música em relação ao restante do disco. Pois agitado no vocabulário Belle &amp; Sebastian está longe do que consideramos agito de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, "&lt;strong&gt;If you're feeling sinister&lt;/strong&gt;" foi, na opinião de muitos, o melhor disco da banda até aqui, mesmo tendo lançado outros quatro discos. É claro, a banda, como qualquer outra, tende a mudar um pouco seu som, suas idéias, fazendo com que soe diferente de quando começou. Entretanto, algumas pessoas não gostam muito dessas mudanças. De primeira, a diferença fundamental entre "If you're feeling sinister" e "Dear Catastrophe Waitress", último disco da banda, é a qualidade de gravação. Além da maior presença de guitarras, coisa que não acontecia muito nos discos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, se você quiser conhecer o Belle &amp;amp; Sebastian, ouça todos os discos. E escolha o seu melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109919687470824448?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109919687470824448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109919687470824448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109919687470824448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109919687470824448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/10/esta-semana.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109858775654282996</id><published>2004-10-24T00:10:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:49:19.006-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Neutral&lt;/b&gt; - Neutral (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 161px; HEIGHT: 151px" height="209" src="http://tramavirtual.com.br/foto/12508.jpg" width="172" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda Neutral tem uma história como tantas outras bandas do circuito underground brasileiro: começa com alguns amigos, a coisa engrena, sai integrantes, entram novos e assim por diante. A única diferença com essa história já conhecida por qualquer pessoa que já se arriscou a ter uma banda é que o Neutral conseguiu vencer essas primeiras dificuldades e em Janeiro desse ano lançou o disco "&lt;strong&gt;Neutral&lt;/strong&gt;", primeiro da banda, pelo selo Minura Records.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Neutral" é uma junção de toda uma parte da cena hardcore que vemos por aí, seja no "underground" ou no "mainstream". Lá estão as guitarras distorcidas - mas com aquela melodia bem montada que por muitas vezes lembram Offspring -, assim como os vocais ora gritados ora cantados. Se fosse me arriscar em classificar a banda, diria que ela está na linha Emo-core, ou, como queiram, hardcore melódico. Acontece que não vou classificá-la. Aquilo que você ouve durante os quase 33 minutos de disco é Neutral. E ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gostaria que isso soasse de maneira pejorativa, mas o som da banda se parece bastante com CPM22. É claro, diferentemente da banda de Badauí e cia, o Neutral mostra um esquema de composição mais complexo, se arriscando em arranjos vocais mais elaborados e abrindo mão do uso exagerado de backing vocals; e de uma maneira geral, a estrutura das músicas não caem na mesmice que atinge muitas bandas desse gênero, inclusive o próprio CPM22. Ponto para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escrito acima, há momentos em que a banda lembra Offspring ("Jubileu"), mas na maior parte do tempo são bandas como Dead Fish e Blink182 que mostram maior influência no som do Neutral. As faixas "Exclusão" e "Life Style Hardcore" dão um bom panorama de como é o som da banda; já "Mosh" dá uma leve demonstração de como é show da banda, enquanto "1 tonelada" mostra um lado mais trabalhado das composições do disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando um pouco de lado as músicas em si, o CD mostra uma produção muito bem feita, seja pela qualidade da gravação ou pelo trabalho gráfico, mostrando que existe a possibilidade de fazer um trabalho respeitável, mesmo sendo independente. Que o exemplo seja seguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Neutral é formado por Alan (voz), Carlos (guitarra), Kleber (Guitarra), James (baixo) e Schumacher (bateria). Mais informações sobre a banda, agenda, contado, etc, é só entrar no &lt;a href="http://www.neutralhc.com.br"&gt;site deles&lt;/a&gt;. Para dar uma ouvida no som, &lt;a href="http://www.tramavirtual.com.br/artista/neutral"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109858775654282996?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109858775654282996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109858775654282996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109858775654282996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109858775654282996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/10/esta-semana_24.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109826818240616483</id><published>2004-10-20T07:26:00.000-03:00</published><updated>2004-11-03T09:46:27.630-02:00</updated><title type='text'>Especial - Série Cinema</title><content type='html'>&lt;b&gt;Badly Drawn Boy&lt;/b&gt; - About a boy (2002 - trilha sonora)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 168px; HEIGHT: 150px" height="240" src="http://www.broodger.com/cvr/c018/c01809.jpg" width="148" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começarei essa resenha lançando mão das premissas aristotélicas. "About a boy" - filme baseado no livro homônimo de Nick Hornby - é pop (premissa 1). Badly Drawn Boy fez a trilha de "About a boy" (premissa 2). Portanto, Badly Drawn Boy é pop. Certo? A verdade é que eu nem precisava ter raciocinado assim para chegar a essa conclusão. Bastava apenas ter, ao menos, assistido o filme, que é, decididamente, pop. Talvez não tão pop quanto “High Fidelity” - outro filme baseado num livro de Hornby -, mas ainda assim pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti ao filme, mas sabe como é, quando se gosta de uma coisa, não há como evitar. Por isso, fui atrás da trilha sonora. Sinceramente, além do filme, o que mais me levou a ir atrás de tal trilha sonora foi o fato de "High Fidelity" ter uma das melhores trilhas sonoras que já ouvi. Só para adiantar e confirmar uma expectativa aqui: "About a Boy" é um filme, e "High Fidelity" é outro. Logo, as trilhas são diferentes entre si, não dando para separá-las entre melhor e pior. Apenas diferentes. Posto isso, vamos ao disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Badly Drawn Boy, o responsável por toda a trilha de "About a boy", é o pseudônimo de Damon Gough, possuidor de uma das mais brilhantes mentes pop da atualidade. Não foi à toa que o próprio Hornby o convidou para fazer a trilha do filme. Canções simples, melodias suaves e marcantes, além das letras por vezes quase ingênuas: Badly Drawn Boy, quando fez a trilha para o filme acertou em dois pontos distintos. O primeiro é escrever a arranjar musicas para dar o clima da cena mostrada na tela. O segundo, e mais difícil, foi acertar a primeira e ainda por cima compor canções que existem por si só, não dependendo da lembrança da cena em que estavam para fazer sentido. Pensando assim, posso citar, por exemplo, "Silent sigh". Não me lembro exatamente em que momento do filme ela toca, mas posso afirmar que cada vez que escuto aquela introdução de piano sinto uma melancolia que apenas as melhores canções pop que conheço me fazem sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas "About a boy" - a trilha - não fica por aí. Além de contar até as vinhetas que fazem parte do filme ("Exit Stage right", "Dead duck", "Wet, wet, wet", "Rachel's flat" ), há canções como "A peak you reach" e "Something to talk about", onde a criatividade com os violões e melodias falam mais alto, deixando claro que um dos pontos fortes de Badly Drawn Boy são os violões. Outra canção que merece um destaque especial é "Above you, Below me", uma das melhores composições do disco, seja na letra ou no arranjo de cordas que fazem a base para a música. Entre os pontos altos do disco ao lado de "Above you, Below me" está "A minor incident" - balada voz, violão e gaita digna de repeats e mais repeats -, “River-sea-ocean” - onde é possível se ouvir ecos de Beatles por toda a música - e “Walking out of stride” - uma daquelas canções simples, diretas e inegavelmente emocionantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há faixas, digamos, engraçadas, que mostram a versatilidade de Damon Gough como "S.P.A.T" e "File me away". Nessas fica claro que aquele disco é uma trilha sonora, e não um disco do músico, onde encontramos uma linha lógica na composição. As faixas são boas, é verdade, mas ficam completamente fora do contexto disco. Fugindo um pouco do restante das músicas, "S.P.A.T." possui um ar eletrônico, samplers e programações de baterias, enquanto “File me away”, embora possua também os violões das outras canções do disco, é meio que uma irmã mais calma de "S.P.A.T.", onde essa mistura de “eletrônices” e violões chega numa melodia assoviável e, por que não, agradável de ser ouvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o filme. É claro, se há uma trilha sonora é porque há também um filme. Para saber em maiores detalhes do que exatamente se trata "About a boy" - o filme -, é só dar um pulo no &lt;a href="http://www.widescreenonline.blogspot.com"&gt;WideScreen&lt;/a&gt;. Lá Paul Jones esclarecerá todas as suas dúvidas. E irá um pouco mais além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109826818240616483?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109826818240616483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109826818240616483' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109826818240616483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109826818240616483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/10/especial-srie-cinema.html' title='Especial - Série Cinema'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109798288127248895</id><published>2004-10-17T00:10:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:49:49.786-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Alice in Chains&lt;/b&gt; - Facelift (1990)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 178px; HEIGHT: 166px" height="300" src="http://www.grunger.de/Bilder/BilderAliceInChains/Facelift.jpeg" width="229" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Alice in Chains é o exemplo da banda certa no lugar errado. Acaso, destino... Seja como for, eles tiveram a sorte (ou azar) de estar em Seatlle quando o Nirvana e a trupe grunge tiveram todos os holofotes voltados para eles. E acabaram, é claro, sendo taxados de grunges. Fato que talvez não seja todo verdadeiro, pois além das influências vindas do Heavy Metal e do Hard Rock, o Alice in Chains possui um som muito particular. E sabe como é, nem todo mundo que tocava em Seatlle era grunge, assim como nem todo metaleiro é insensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando &lt;b&gt;Facelift&lt;/b&gt; - primeiro disco da banda - hoje, depois de mais de dez anos de seu lançamento, fica clara que as influências do heavy metal do Black Sabbath e do hard-rock são muito mais acentuadas do que enxergamos em "Bleach", do Nirvana, por exemplo. Logo, é difícil classificar a banda como sendo grunge, principalmente depois de acompanhar bandas como Megadeath, Van Halen, Slayer e Anthrax em algumas turnês. Entretanto, logo após a estréia do clipe de "Man in the box" na Mtv em meio a febre grunge, e a gravação de "SAP" - um EP com quase todas as faixas acústicas e com participações de Chris Cornell(Soundgarden) e Mark Arm (Mudhoney) - a banda se enquadrou, historicamente, entre o movimento que marcou a música no início dos anos noventa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é que, mesmo com esse enquadramento, ao ouvir Facelift temos a impressão inegável de que sim, talvez exista alguma coisa grunge ali, mas, definitivamente, os rumos musicais do Alice in Chains são outros. Logo na primeira faixa do disco ("We Die Young") vemos Tony Iommi por detrás do riff de Jerry Cantrell, além dos vocais marcantes de Layne Staley, características essas que permeiam todo o trabalho do grupo; na seqüência está a falada "Man in the Box", riff mais do que conhecido por quem ouvia rock pelos idos anos noventa, e talvez a música mais inclassificável da época: não é pesada o suficiente para ser considerada heavy metal, em contrapartida, pesada demais para colocá-la ao lado de outras canções marcantes do grunge. Esse talvez seja o ponto mais marcante do Alice in Chains, é extremamente complicado definir o som deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra característica forte de Facelift são as baladas que, no mínimo, fazem com que um arrepio suba coluna acima. Entre essas estão, "Bleed to Freak", "I can't remember", "Confusion" e "Love, hate, love", onde arranjos lentos e pesados fazem a cama para letras como "&lt;i&gt;You told me I'm the only one/Sweet little angel you should have run/Lying, crying, dying to leave/Innocence creates my hell"&lt;/i&gt;("Love, hate, love"), ou "&lt;i&gt;These stand for me/Name your god and bleed the freak/I like to see/How you all would bleed for me&lt;/i&gt;"("Bleed to Freak"). Isso sem mencionar os vocais de Staley que dão às músicas o complemento exato para a criação dessa atmosfera sombria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda há faixas improváveis como "I know somethin (Bout you), que não seria exagero dizer que é possível encontrar alguma coisa de Red Hot Chilli Peppers por ali, ou "Put you down" que foge um pouco ao estilo visto nas primeiras faixas do disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, de uma maneira geral, Facelift é um disco essencial para quem gosta de música. Quase tudo que seria visto nos próximos trabalhos do Alice in Chains - "Dirt" (1992) e "Alice in Chains" (1995) - estão lá, talvez de maneira pouco desenvolvida, mas inegavelmente estão lá. E só para lembrar, depois de "Alice in Chains" de 1995, a banda lançou "Alice in Chains - Unplugged Mtv" em 1996, "Nothing safe" (coletânea) em 1999, "Live" em 2000 e "Alice in Chains - Greatest Hits" em 2001. A banda terminou oficialmente em 2002, com a morte do vocalista Layne Staley devido a uma overdose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109798288127248895?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109798288127248895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109798288127248895' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109798288127248895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109798288127248895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/10/esta-semana_17.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109737793817963343</id><published>2004-10-10T00:06:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:50:49.166-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Mombojó&lt;/b&gt; - Nadadenovo (2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 155px; HEIGHT: 150px" height="140" src="http://www.reciferock.com.br/img/noticias/cd-mombojo.gif" width="149" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, a voz até lembra um pouco Jorge Ben Jor. É verdade, aquelas batidas, o esquema da música lembra também Pedro Luiz e a Parede. Bom, na verdade mesmo, parece uma mistura de ambos, certo? Lembra também Mundo Livre S/A... Além disso, concordo com você, de primeira soa estranho, difícil de digerir, mas logo depois, ali, quase no fim do primeiro repeat, a coisa toda muda de figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ponto que chama a atenção em "nadadenovo" é a massa sonora que cada música trás. Diga-se de passagem, cada música é uma peça por si só, criam seu próprio ambiente e a partir daí se desenvolvem segundo seu próprio fluxo. É uma torrente de flautas, teclados, samplers, cavacos, violões, violas, baixos e baterias, loops, e por aí vai. Poderia até ser que a mistura dessas coisas não desse um resultado lá muito bom - e muitas vezes não dá. Entretanto, no caso do Mombojó, acontece o contrário, e "nadadenovo" é intrigante, envolvente e, porque não, único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o primeiro disco da banda. Formada em 2001 na cidade de Recife por Felipe S. (voz), Samuel (baixo), Vicente Machado (bateria), Marcelo Machado (guitarra), O Rafa (flauta), Chiquinho (teclado e sampler) e Marcelo Campello (violão, cavaquinho e escaleta), o disco "nadadenovo" conseguiu uma divulgação nacional ao ser lançado na "revista do Lobão" chamada "OutraCoisa". Mas podemos ver esse lançamento através da revista como um catalisador, pois era uma questão de tempo para que o som da banda chamasse a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duvida? Então ouça, por exemplo, "Cabidela" e preste atenção não só nos sons por detrás da música, mas também na melodia da voz. Ou melhor, ouça também "O céu, o sol e o mar", "Adelaide", "Duas cores"... Enfim, ouça o disco inteiro. Uma dica: no &lt;a href="http://www.mombojo.com.br"&gt;site da banda&lt;/a&gt; tem o disco todo em mp3, então, não há desculpa para ouvir pelo menos uma das quinze faixas que compõe o disco. Mas quem avisa, amigo é: ouvir uma faixa só é perder um dos melhores discos desse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma maneira geral, podemos encontrar no som do Mombojó climas muito particulares, letras que se fazem simples aos nossos ouvidos, mas que guardam "n" interpretações possíveis, experimentalismo latente e psicodelia gritante. "Nadadenovo" é isso. E mais um monte de coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109737793817963343?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109737793817963343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109737793817963343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109737793817963343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109737793817963343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/10/esta-semana_10.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109708309202691670</id><published>2004-10-06T13:59:00.000-03:00</published><updated>2004-10-07T12:51:59.753-03:00</updated><title type='text'>Extra:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Kurt &amp; Courtney&lt;/b&gt; - Documentário (1998 - DVD)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 237px; HEIGHT: 324px" height="745" src="http://www.alyon.org/generale/theatre/cinema/affiches_cinema/k/kurt_and_courtney.jpg" width="310" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte daqueles fãs incondicionais do Nirvana não gosta da Courtney Love. E mesmo quem não é fã do Nirvana tem lá suas restrições para com a ex-vocalista do Hole. Ok, muita gente também não gostava da Yoko Ono, e isso é uma questão de opinião, simpatia, e mais um monte de coisas pessoais. Logo, não entrarei nesse mérito. Entretanto, fica claro no documentário "Kurt &amp; Courtney" que o diretor Nick Broomfield não vai muito com a cara da ex-esposa do vocalista do Nirvana (muito embora esse não seja o assunto principal desse vídeo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário em si não vale a pena. Longe de chegar a alguma conclusão, Nick Broomfield se limita a superficialidade da morte de Kurt Cobain. Como já é de conhecimento de todos, Kurt se matou em 4 de Abril de 1994, e seu corpo foi encontrado por um eletricista no dia 8, quando iria fazer alguns reparos na casa. Até aqui, tudo bem, afinal, como dizem alguns, Kurt era um cara extremamente depressivo, e, além disso, tanto sua criatividade quanto seu casamento já davam sinais de cansaço. Situação propícia para um sujeito como Kurt dar um tiro na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito embora existam esses fatos, há pessoas que não acreditam que a história tenha sido bem assim. Movidos, talvez, pela antipatia para com Courtney, ou pela não aceitação de que mesmo um cara com a genialidade de Kurt poderia cometer um burrada como essa, alguns acreditam que o que aconteceu no dia 4 não foi um suicídio, mas um assassinato. Pegando o embalo desses, o documentário &lt;b&gt;"Kurt &amp; Courtney"&lt;/b&gt; tenta encontrar alguns indícios de que essa teoria de conspiração seja verídica e, de quebra, encontrar ligações com Courtney. Para tal empreitada, Nick Broomfield vai até Abeerdem, cidade onde Kurt nasceu, para tentar reconstruir a trajetória do músico, desde sua infância um tanto quanto conturbada até seus dias de fama, dinheiro e heroína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esse seja o melhor ponto do documentário: trazer a realidade de onde Kurt cresceu e viveu. Algumas entrevistas com pessoas que fizeram parte do começo da vida do música também são bons indícios de que toda aquela angústia nas músicas do Nirvana são reais. Por exemplo, a entrevista com Mary, tia de Kurt. Era na casa dela que Kurt fez suas primeiras gravações, e fico claro a ligação que ela tinha com ele, seja na maneira pela qual fala do sobrinho ou pela emoção aparente quando mostra fitas gravadas por Kurt com três anos de idade. Há também uma entrevista com Tracy Marander, namorada de Kurt que morou com ele por algum tempo, no qual vemos o lado artista plástico do músico, além de dar um bom panorama de como era a realidade de Kurt quando o Nirvana foi montado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras entrevistas foram feitas para o vídeo: Tom Grant, detetive particular contratado por Courtney quando Kurt fugiu do Centro de Recuperação Exodus, em Marina Del Rey, clinica de reabilitação onde ele estava internado; El Duce, vocalista da banda The Mentors, que teria recebido uma proposta para matar Kurt, mas negou acreditando ser uma piada; Dylan Carlsson, amigo de Kurt, monossilábico, confuso e distraído; Hank Harrison, pai de Courtney e inimigo número um da própria: pouco pode ser aproveitado dessas entrevistas, que parecem terem sido feitas apenas com o intuito de confirmar o assassinato de Kurt e o envolvimento de Courtney no caso. E, além disso, não é feita uma só entrevista com pessoas que possivelmente mostrariam o lado da Sra. Cobain, fazendo do documentário algo completamente parcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é claro que Courtney Love não é flor que se cheire. A mesma não liberou as músicas do Nirvana para o documentário, assim como tentou não deixar que o projeto fosse concluído. Numa carta enviada à produção, um advogado da mesma diz o seguinte: &lt;i&gt;"Ms. Love currently has no dispute of any sort with you, and does not want one. However, if you display Mr. Broomfield's film, or offer a forum for Mr. Broomfield or Mr. Harrison to speak, then under California law you are equally liable with them for the damage caused by any false and malicious statements about Ms. Love, as though you and the Roxie had made the defamatory statements directly. It does not matter whether you claim to take a position of "neutrality." By choosing to display the film or provide a forum for them to speak, you are endorsing and participating in their actions and statements, and are liable along with them for any resulting damage"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não, o documentário não foi concluído, assim como a busca de Nick Broomfield para encontrar a verdade no que diz respeito a morte de Kurt Cobain. Ou seja, de uma maneira geral, "Kurt &amp;amp; Courtney" não contribui em nada o debate acerca do assunto, apenas joga mais lenha na fogueira. Entretanto, para quem quiser ler mais sobre o assunto, existe uma pancada de livros, inclusive "Kurt Cobain, Beyond Nirvana: The Legacy of Kurt Cobain", escrito pelo pai de Courtney, que foi base para esse documentário, além dos sites: &lt;a href="http://www.indefenceofkurtcobain.com/"&gt;In defense of Kurt Cobain&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.thesmokinggun.com/kurt/kurt.html"&gt;The Smoking Gun&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.justiceforkurt.com/"&gt;Justice for Kurt Cobain&lt;/a&gt;. Agora, se você gosta mesmo do Nirvana, vai ouvir o "In Utero" que você ganha mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109708309202691670?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109708309202691670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109708309202691670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109708309202691670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109708309202691670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/10/extra.html' title='Extra:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109681471670821066</id><published>2004-10-03T11:42:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:53:10.276-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Silverchair&lt;/b&gt; - Frogstomp (1995)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 167px; HEIGHT: 165px" height="300" src="http://www.grunger.de/Bilder/BilderSilverchair/Frogstomp.gif" width="212" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dez anos atrás, o sonho que qualquer garoto que pegasse uma guitarra nas mãos era a) ter uma banda, e b) assinar contrato com uma gravadora e gravar seus discos. Isso em qualquer lugar do mundo, seja aqui no Brasil ou na Austrália, país de origem da banda em questão. Seja como for, esses eram os sonhos, e como todos os garotos, sempre acreditamos que as coisas mais improváveis possam acontecer. E podem ter certeza que quando Daniel Johns, Chris Joannou e Ben Gillies montaram o Silverchair com seus treze anos, eles acreditavam nessas coisas improváveis. E deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a onda grunge da década de noventa, mais precisamente no ano de 1992, nasceu uma banda chamada "the Innocent Criminals" em Newcastle, na Austrália. Nem é preciso dizer quais eram suas influências mais diretas: Pearl Jam, Nirvana, Soundgarden e todas aquelas bandas de Seatlle. Em 1995, "the Innocent Criminals" mandaram uma demo para um programa de rádio chamado 2JJJ-FM, e entre mais de 800 demos enviadas para um concurso feito pela rádio, "Tomorrow" foi a escolhida. O prêmio era a gravação de um clipe e o contrato para a gravação de um CD. Improvável, não acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De contrato assinado, &lt;b&gt;"the Innocent Criminals"&lt;/b&gt; acabou virando &lt;b&gt;"Silverchair"&lt;/b&gt; (há quem diga que o nome "Silverchair" foi criado a partir de um anagrama de "Sliver", música do &lt;i&gt;Nirvana&lt;/i&gt;, com "Berlin Chair", uma música da banda &lt;i&gt;You Am I&lt;/i&gt;, de grande sucesso na Austrália dos anos noventa), e o single "Tomorrow", vencendor do concurso, estava constantemente entre as músicas mais tocadas na rádio. Com o segundo single, "Pure Massacre", a história não foi diferente. Por isso, em Janeiro de 1995, &lt;b&gt;Frogstomp&lt;/b&gt; já estava entre os discos mais vendidos na Austrália, e em pouco tempo estaria conquistando também a América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que isso não foi à toa. Frogstomp é um disco cheio de guitarras pesadas, vocais ora gritados ora melódicos e tudo mais o que reza a cartilha grunge. Tais coisas levaram à comparação inevitável com Pearl Jam (seja a maneira de cantar de Daniel Johns comparada exaustivamente a de Eddie Vedder ou mesmo o clipe de "Tomorrow", comparado a "Jeremy"), Soundgarden ("Israel Son" x "Outshined") e Alice In Chains ("Suicidal Dream" x "Bleed The Freak"), mas a verdade é que Frogstomp foi composto em meio a todas essas bandas por caras de quinze anos, e dificilmente sairia diferente do que foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o que vale é ouvir Frogstomp por si só. Dessa maneira encontraremos guitarras pesadas e vocais gritados à la grunge em "Israel Son", música que abre o disco e "Suicidal Dream", melodias de voz e guitarras bem estruturadas como em "Shade", ou uma levada punk em "Findaway", música que fecha o álbum. É certo que as composições de Frogstomp são ingênuas - e que a maturidade dos integrantes da banda levaram a discos mais complexos como "Diorama", o último lançado até então -, mas isso não faz do disco ruim. Muito pelo contrário, é essa sinceridade que contagia nos quase 45 minutos de Frogstomp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109681471670821066?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109681471670821066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109681471670821066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109681471670821066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109681471670821066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/10/esta-semana_03.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109649975164099019</id><published>2004-09-29T20:00:00.000-03:00</published><updated>2004-09-29T20:42:20.556-03:00</updated><title type='text'>Maquinário no Correio Popular</title><content type='html'>O Maquinário saiu no jornal &lt;a href="http://www.cpopular.com.br"&gt;Correio Popular&lt;/a&gt;, de Campinas. Sérgio Carvalho, autor da nota, escreveu o seguinte na coluna "No Tom" de 28/09/04:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 404px; HEIGHT: 221px" height="243" src="http://www.maquinario.blogger.com.br/Maquinariocp.jpg" width="412" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109649975164099019?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109649975164099019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109649975164099019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109649975164099019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109649975164099019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/09/maquinrio-no-correio-popular.html' title='Maquinário no Correio Popular'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109621762473829006</id><published>2004-09-26T13:50:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:52:19.440-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Del-O-Max&lt;/b&gt; - Del-O-Max (2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 175px; HEIGHT: 170px" height="167" src="http://www.democlub.com/fotos/fmt/12223.jpg" width="200" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que de alguma forma vocês já ouviram falar dessa banda. Seja pelo número de shows em São Paulo ou em Campinas - cidade de origem da banda -, ou por um dos shows mais importantes que a banda fez em 2004, abrindo para a banda escocesa Teenage Fanclub. Fato é, se ainda assim vocês não fazem a menor idéia de quem seja o Del-O-Max, logo logo vão saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um primeiro passo para isso é ouvir esse CD-demo lançado em 2002. "Del-O-Max" é um CD cru, deixando claro que uma das características mais marcantes da banda é o Lo-Fi. É claro, a produção independente - o disco foi gravado ao vivo num estúdio - ajuda muito nisso, fazendo com que o CD nos deixe ver só um pouco da potência da banda. Ao vivo, bom, ao vivo a história é completamente diferente. Mas por enquanto vamos nos ater ao CD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com oito faixas, a primeira coisa que nos chama a atenção é a formação da banda: são dois baixistas, um guitarrista e um baterista. Se desprendendo do usual, talvez essa característica peculiar da banda faça mais diferença na parte visual e conceitual (fugindo do esquema duas guitarras, baixo e bateria) do que na sonora. Independente disso, "Del-O-Max" é um apanhado de toda produção índie dos últimos anos, e, como afirma a própria banda, discretamente tem algo da linguagem jazzística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Rock as I am" deixa claro uma característica que será parte de todo restante do CD: as guitarras seguem uma linha mais melódica, indo contra o peso do baixo. Só para ter como base, lembra um pouco Sonic Youth. A segunda faixa, "Hot for You" tem uma linha de baixo ("lead-bass") que dita o andamento da música, enquanto essa varia entre momento de peso e momentos de guitarras quase dedilhadas. "Dear Lou" cria todo um clima melancólico com guitarras e baixos distorcidos, microfonias, etc, enquanto "Rechargeale" mostra um lado quase surf-music da banda pelos vocais e, mais uma vez, a linha de baixo - só que agora o "rithim-bass".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Drugstore pubs selling cars", a faixa cinco ressalta a levada pop da guitarras; "Single bed", talvez a mais pop do CD, mistura os vocais e guitarras melódicas com baixo distorcido, resultando numa das melhores músicas do disco; "Aspirins" começa com uma pegada rápida e vai assim até o fim, com apenas algumas brecadas durante a música, chegando quase a lembrar algumas bandas clássicas de rock'n'roll como Steppwolf ou Doors; fechando o disco "Black dog (drinking beer)", quase bossa-nova onde talvez a linguagem jazzística mais apareça durante todo o disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Del-O-Max é formado por Ryozo (bateria), Henrique (baixo), Campos (baixo e voz) e Strukel (guitarras). Além de "Del-O-Max", lançado em 2002, já está circulando "Jail-O-Time", single da banda com três faixas. Para ter acesso aos discos, agenda e outras informações da banda, é só entrar no &lt;a href="http://www.delomax.blogger.com.br"&gt;site deles&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109621762473829006?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109621762473829006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109621762473829006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109621762473829006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109621762473829006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/09/esta-semana_26.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109556476753805410</id><published>2004-09-19T01:25:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:51:47.336-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Deep Blue Something&lt;/b&gt; - Home (1995)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 166px; HEIGHT: 165px" height="160" src="http://www.discover.de/kritiken/img/cover/deepblus.jpg" width="166" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Deep Blue Something é conhecido como a banda de uma única música de sucesso (One-hit wonder). Isso para quem os conhece, diga-se de passagem. Formada em 1993, na cidade de Denton, texas, por Todd Pipes (voz e baixo), seu irmão Toby Pipes (guitarra e voz), Kirk Tatom (guitarra) e John Kirtland (bateria), a banda tem apenas quatro discos gravados: &lt;i&gt;11th song&lt;/i&gt; (1993), &lt;i&gt;Home&lt;/i&gt; (1995), &lt;i&gt;Byzantium&lt;/i&gt; (1998 - lançado apenas no Reino Unido e Japão) e &lt;i&gt;Deep Blue Something&lt;/i&gt; (2001).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Home" foi o disco que projetou a banda para um público maior, graças a famosa "Breakfast at Tiffany's". Só para esclarecer, "Breakfast at Tiffany's" é o título de um livro escrito por Truman Capote em 1958, que em 1961 virou filme com a atriz Audrey Hepburn e recebeu o título em português de "Bonequinha de luxo", isso, é claro, além de ser o título da música mais conhecida da banda em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que "Home" vai muito além de "Breakfast at Tiffany's". Logo de cara encontramos "Gammer Gerten's Needle", faixa instrumental onde o timbre das guitarras é o destaque. Logo depois vem "Breakfast at Tiffany's", balada acústica que não à toa foi o &lt;i&gt;hit-single&lt;/i&gt; da banda: a melodia gruda como chiclete e é difícil, difícil mesmo de esquecer. Na sequência, "Halo", que também abre mão de violões, mas numa menor escala do que "Breakfast", muito embora seu refrão seja tão grudento como o de sua antecessora; "Josey" é uma balada sem muitos mistérios; "A water prayer" chama a atenção graças a sua introdução, um tanto quanto pesada para os padrões do disco, e pelo &lt;i&gt;backing-vocals&lt;/i&gt; que nos remetem às bandas dos anos oitenta, inevitavelmente; "Done" é a prova de que o disco vai muito além de "Breakfast at Tiffany's"; "Song to make love to" é outra música que nos leva de volta aos anos oitenta, ora pelos "Delays" da guitarra, ora pela melodia da voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo com o disco temos "The Kandinsky Prince", a menor música do disco, e a com mais pegada também; "Home" é a melhor faixa: uma balada com um potencial enorme de emocionar qualquer um, seja pelo arranjo ou pela letra, uma das mais inspiradas até aqui; "Red light" é como uma irmã de "The Kandinsky Prince", só que um pouco mais elaborada; "I can't wait" e "Wouldn't change a thing" são encarregadas pelo fim do disco, entretanto não o fazem com chave de ouro. Na verdade, seguem o ritmo mediano pelo qual o disco vem caminhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma curiosidade sobre "Home" é que o disco foi feito de maneira independente e lançado pela RainMaker. Posteriormente, a banda foi contratada pela Interscope Records, que fez algumas alterações no álbum e o lançou com o single "Breakfast at Tiffany's" em Junho de 1995, fazendo com que o single estivesse entre os mais tocados no ano de seu lançamento. Outra curiosidade é que o primeiro nome da banda foi "Leper Messiah", nome tirado da letra de "Ziggy Stardust", de David Bowie, e trocado pelo título da faixa instrumental que abre o disco "home", logo após que esta foi composta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda está em algum lugar por entre os anos noventa, marcados basicamente pelo movimento grunge de Seattle. E exatamente por isso ela passa quase que imperceptível por nós: o som do Deep Blue Something está longe do de Kurt e cia. Entretanto, é um bom exemplo do que vinha acontecendo além do que estamos acostumados a saber. Após "Home" a banda lançou "Byzantium" em 1998 e "Deep Blue Something" em 2001, mas sem o mesmo efeito de seu segundo álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109556476753805410?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109556476753805410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109556476753805410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109556476753805410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109556476753805410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/09/esta-semana_19.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109496204277903069</id><published>2004-09-12T01:03:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:51:20.390-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Sepultura&lt;/b&gt; - Chaos A.D. (1993)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 185px; HEIGHT: 173px" height="200" src="http://www2.uol.com.br/sepultura/site_images/discography/cover_chaos.jpg" width="173" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os discos que eu poderia colocar aqui, nenhum deles soaria tão estranho ao Maquinário quanto esse. Ou melhor, soaria violento, pesado, etc. Guitarras altamente distorcidas, baterias ensandecidas por pedais duplos. São eles - num disco velho, mas ainda eles -, o Sepultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chaos A.D. nos remete aos idos anos de 1993. Há mais de dez anos atrás chegava até nós um dos discos mais importantes da carreira da banda e do metal de uma maneira geral. o Sepultura já era uma das grandes bandas do metal mundial, principalmente depois do destruidor "Arise", lançado em 1991, mesmo ano em que a banda era uma das atrações principais do Rock in Rio II e que, lamentavelmente, aconteceu o fatídico show deles em São Paulo, na praça Charles Müller, onde um fã foi assassinado. Ainda na turnê de "Arise", o Sepultura era capaz de atrair legiões de fãs aos seus shows: aquele mesmo de São Paulo teve um público de quarenta mil pessoas, enquanto na Indonésia cem mil pessoas compareceram aos dois shows feitos num estádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o Sepultura já era uma grande banda, reconhecida aqui e no exterior. E, confirmando isso, em 1993, sob a produção de Andy Wallace (Nirvana, Smashing Pumpkins), foi lançado &lt;b&gt;Chaos A.D.&lt;/b&gt;, um dos discos que merece mais destaque na história da banda. Muito além do fato de ter vendido 300 mil cópias no Brasil - não se esqueça que essa é uma banda de Metal -, ou de ter aberto a porta para o grupo se apresentar no "Mosters of Rock" e ser a primeira banda latina a tocar nesse festival, Chaos A.D. é um puta disco por si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhando o desenvolvimento do Sepultura através de seus discos, notamos em Chaos A.D. linhas de baterias muito mais elaboradas, não deixando o peso de lado. As guitarras também parecem mais entrosadas, além de valorizar o contraste entre guitarras base e guitarras solo, o que dá um efeito final invejável a qualquer banda de metal até então. Mas além da parte técnica da coisa, a banda inova a fórmula até certo ponto viciada do Metal: indo na contra-mão de bandas como Metallica e Slayer, o Sepultura introduz ritmos afro-brasileiros em suas músicas, valorizando a harmonia e deixando para trás a paranóia de fazer 752121212258 notas por segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas letras, a banda também deixa um pouco de lado a temática Thash/Metal/Doom/etc e passa as explorar temas políticos. Só para citar, a música "Manifest" é sobre o massacre ocorrido em 1992 no presídio Carandirú, em São Paulo, onde 111 de detentos foram mortos; "Kaiowas", faixa instrumental dos disco, é sobre o suicídio em massa dos índios da tribo Kaiowá para protestar contra o governo; e mesmo "Polícia", música cover dos Titãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é, Chaos A.D. foi o disco que confirmou a posição do Sepultura no Metal mundial. Exemplo para alguns, orgulho para nós, o Sepultura está aí para isso: para mostrar que não só no metal, mas na música de uma maneira geral, não há barreiras. Desconsiderando o mercado fonográfico, os preconceitos de alguns, etc, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109496204277903069?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109496204277903069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109496204277903069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109496204277903069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109496204277903069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/09/esta-semana_12.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109439796411326826</id><published>2004-09-05T13:20:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:50:19.636-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Fluid&lt;/b&gt; - Songs from my apartament (2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 175px; HEIGHT: 161px" height="188" src="http://geocities.yahoo.com.br/bandafluid//imagens/capas/cover01Small.jpg" width="200" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um lá de baixo. Uma coisa é fato: muito embora o mercado alternativo tem caído nessa de somos-alternativos-e-isso-é-o-que-importa, há coisas legais saindo de lá de baixo, do underground. Pode parecer pretensão minha, mas acho que todo esse negócio de indie, alternativo, etc deve ser repensado um pouco. O propósito desse tipo de coisa é trazer à tona coisas novas, boas, interessantes, etc. Acontece que, de uns tempos para cá, o underground tem feito coisas para o próprio underground, e deixando claro que quanto mais embaixo estiver, melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que não somos todos iguais. Alguns estão nessa onda, enquanto outros procuram caminhos alternativos ao alternativo. Um exemplo disso é o &lt;b&gt;Fluid&lt;/b&gt;, banda formada em 2002 em Campinas. Ok, vão me dizer que cantar em inglês já é um bom exemplo para provar que eles estão querendo permanecer lá embaixo. É aí que está a chave da questão: Eles cantam em inglês pois procuram o mercado externo. E não só a demo "Songs from my apartament" prova isso, mas também outras quatro canções que fazem parte da coletânea "Tape Record Bliss Aquamarine" que circula pela Inglaterra e do recente contrato fechado como uma produtora de Nova Iorque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos às músicas. A demo "Songs from my apartament", como o próprio nome diz, foi gravada no apartamento de Pelle, guitarrista e vocalista da banda. Recursos limitados, é verdade, mas resultado impressionante: mais de dez músicas com influências claras de Radiohead, Nirvana, Stone Roses e por aí vai (dessas mais de dez, apenas sete estão em "Songs from my apartament"). Misturas de alta qualidade, se bem feitas, dão ótimos frutos, o que pode ser comprovado, por exemplo, em "Mama Hates", vocais nirvanísticos e arranjos oitentistas. Além dessa faixa, outras como "Relieved", "Sex is Blind" e "You're sweet" também variam entre guitarras distorcidas e limpas, refrões marcantes e letras bem montadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A balada "My Mistake" tem a base em violões, apoiada por uma guitarra cheia de "delay", o que dá o clima anos iotenta da música. Uma melodia suave - de certa maneira, entende-se "suave" como "melancólico" também - e "My mistake", quase no fim, dá uma reviravolta incrível, retornando ao peso de "Mama Hates", primeira faixa do CD. Pronto, fim da demo. &lt;b&gt;Maquinário&lt;/b&gt; teve acesso a outras canções como "Stay", "if you have something to say to me" e "under my skin", e pode afirmar que "Songs from my apartament" é um CD peso, mas sem deixar de lado a melodia, principalmente nos arranjos vocais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluid é formado por Pelle (guitarra e vocal), Du (bateria), Dinho (baixo) e Juninho (guitarra). Vale lembrar que essa formação é recente, sendo que da original só restaram Pelle e Du. Entretanto, shows já estão agendados. Isso sem falar da novo EP "Mama Hates", composta por seis músicas, que está em fase de pré-lançamento. Se quiser saber mais sobre a banda, ouvir algumas músicas, etc, é só entrar no &lt;a href="http://www.fluidband.com.br"&gt;site da banda&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109439796411326826?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109439796411326826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109439796411326826' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109439796411326826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109439796411326826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/09/esta-semana_05.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109401124860849518</id><published>2004-09-01T01:56:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:47:24.010-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Los Hermanos&lt;/b&gt; - Ventura (2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 180px; HEIGHT: 178px" height="221" src="http://www.fcolh.com.br/discografia/i/capa_ventura.jpg" width="240" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou assumir o risco de falar de uma das bandas mais legais e originais do rock nacional. Começaram com um disco daqueles que as pessoas que curtem o som da banda hoje passaram longe; porém, após tomar o controle de sua própria carreira, os ventos começaram a mudar de direção. Ir de "Anna Júlia" até "Samba a dois", passando por "Sentimental", não é apenas uma evolução, mais uma revolução. E quem acompanha a história dos Los Hermanos entende muito bem o que estou dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que ninguém sabe de onde apareceu a tal da Anna Júlia. De repente era só ligar o rádio - AM ou FM - em qualquer estação, e lá estava ela, aquela que não queria mais o amor do pobre cantor. Furor total, Los Hermanos era a banda mais amada de dez entre dez garotinhas de quinze anos. Muito embora o disco de estréia da banda ("Los Hermanos" - 1999) tivesse algumas boas músicas, era só Anna Júlia para baixo e para cima. E, acreditem, esse é um dos piores infernos que um banda pode viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo disso, a banda carioca resolveu se trancafiar num sítio (Sítio Remanso), em Petrópolis no Rio de Janeiro, e começar a rascunhar o tão aguardado segundo disco. Mudanças aconteceram: saiu Patrick, baixista da banda, o grupo se uniu mais e poucos meses depois "Bloco do eu sozinho" (2002) estava nas prateleiras das lojas. Decepções para as pessoas que esperavam encontrar uma "Anna Julia II" ou qualquer outro nome de garota, tão má quanto a primeira; porém orgasmos para os críticos e apreciadores de plantão. "Bloco do eu sozinho" se consagrou como um dos álbuns mais criativos dos últimos tempos do rock nacional, muito embora sua execução nas rádios tenha sido um fracasso se comparado ao álbum anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados quatro anos de "Los Hermanos", em 2003 chegou a nós o disco "Ventura", o terceiro da carreia da banda. Concebido e gravado da mesma maneira que "Bloco...", "Ventura" foi a consagração definitiva dos Hermanos como uma das melhores bandas do rock brasileiro. Criativos, cativantes, inteligentes: não foram poucos os adjetivos que receberam de críticos, fãs, etc. E não é para menos. "Ventura" é um disco singular. Ao ser ouvido, ele cria um atmosfera toda particular, onde sentimentos variados são apresentados e esmiuçados aos ouvintes. Metafísico demais? Se não acredita, faça o teste. Pequenas pérolas surgirão a cada faixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na primeira faixa ouvimos um samba. A faixa "Samba a dois" começa com a frase "Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba", exatamente por isso: quem se atreve a dizer que um samba não pode ter guitarras - pergunte a Jorge Ben Jor -, ou não ter alguma percussão além da bateria? Na seqüência temos "O vencedor" e "Ta bom", ambas de Marcelo Camelo, que promete entrar para a galera dos melhores compositores da música brasileira. Não longe dele em qualidade, tampouco menos original, está Rodrigo Amarante, responsável pelas faixas "Último romance", "Do sétimo andar", "O velho e o moço", "deixa o verão" e "Um par". Já no "Bloco" Amarante possui algumas composições ("Retrato pra Iaiá", "Sentimental", "Cher Antoine"), mas em "Ventura", além de um número maior de letras, vemos um Amarante mais maduro, mais livre em busca de novos meios de dizer o que quer, da maneira que quer. A beleza de suas composições é exatamente essa, dizer as coisas de uma maneira tão pessoal e sincera que muitas vezes chega a ficar quase sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais "Ventura": "A outra", onde Camelo usa o eu-lírico feminino, lembrando muito umas das características mais marcantes de Chico Buarque; "Cara estranho", o primeiro single do disco e (pasmem!) tocada nas rádios mesmo sem ter um refrão; a singela "Além do que se vê", dedicada a mãe de Camelo e "De onde vem a calma", música que se no disco já é capaz de arrepiar, no show é impossível conter as lágrimas, mesmo para os machões de plantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com "Ventura", a banda se firmou entre os grandes nomes da música nacional - se é que isso ainda existe. É claro que a vendagem desse disco não chegou ao número alcançado pelo primeiro, mas conseguiu algo muito mais gratificante: um público fiel. Mesmo as pessoas que torceram um pouco o nariz para o "Bloco" devido ao &lt;i&gt;debut&lt;/i&gt; "Los Hermanos", se rederam ao "Ventura". Talvez o grupo não alcance nunca mais as cifras que alcançaram logo na estréia, mas sempre terá aqueles que conquistaram logo após.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de fãs e apreciadores que abraçaram o "Ventura" como um dos melhores frutos do rock nacional nos últimos tempos, existem nesse contexto o mercado alternativo. Por um instante, não houve como não classificar os Los Hermanos como alternativos. Indo contra o mercado fonográfico optando por dois discos capazes de matar qualquer carreira, não há "alternativo" que não idolatre esses quatro cariocas. Entretanto, assim como nós, o quarteto logo sacou que o mercado alternativo é permeado de preconceitos. Cair nesse rótulo era uma maneira fácil de perder a liberdade por eles conquistada. Por isso, quando chamados de alternativos, eles apenas respondiam que faziam o que gostava, e nada além disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que assim continuem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109401124860849518?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109401124860849518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109401124860849518' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109401124860849518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109401124860849518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/09/esta-semana.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109396463008787211</id><published>2004-08-31T11:56:00.000-03:00</published><updated>2004-08-31T12:19:10.456-03:00</updated><title type='text'>Maquinário na Muda</title><content type='html'>Agora o Maquinário está fazendo uma participação no programa "Válvula", da rádio Muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para explicar, a rádio Muda é uma rádio livre que funciona na Unicamp há mais de treze anos, e ontem estreiou o programa "Vávula", idealizado pelo André Dal'Bó. Caso você queira ouvir a Muda é só sintonizar 103,7FM (em Campinas) ou pelo &lt;a href="http://www.radiolivre.org/muda/index.htm"&gt;site&lt;/a&gt;. O "Válvula" vai ao ar todas as segundas por volta da meia noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim, agora o Maquinário ataca pelas ondas do rádio também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109396463008787211?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109396463008787211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109396463008787211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109396463008787211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109396463008787211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/08/maquinrio-na-muda.html' title='Maquinário na Muda'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109382841221621846</id><published>2004-08-29T22:11:00.000-03:00</published><updated>2004-08-29T22:13:32.216-03:00</updated><title type='text'>Antes de mais nada...</title><content type='html'>Antes de voltar com o Maquinário, gostaria de dizer algumas coisas. São poucas, por isso, aí vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Maquinário não gosta de movimentos, tribos, ondas e afins. Ele existe apenas para mostrar aos poucos que aqui visitam os discos que gosto. Por isso, longe de mim querer levantar bandeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, não tenho a pretensão de escrever resenhas dignas de coisa alguma. Com certeza existem milhões, bilhões de pessoas por aí que escrevem melhor do que eu, mais do que eu, e que manjam muito mais do que eu. Então, o que é aqui escrito são apenas minhas idéias acerca dos sons que me marcaram ou que julgo legal. E só para deixar claro desde já: não quero ser o Lúcio Ribeiro. Acho o cara legal, sempre quando tenho a oportunidade leio sua coluna e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, já tá ficando longo demais. Só para terminar, não sei quando serão feitas as mudanças por aqui. Acho que logo, já que não serão grandes mudanças. Então, com ou sem mudanças, essa semana tem resenha nova.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, pára de ler isso aqui e vai ouvir um disco do Clash. Volta depois, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109382841221621846?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109382841221621846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109382841221621846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109382841221621846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109382841221621846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/08/antes-de-mais-nada.html' title='Antes de mais nada...'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109269400254156607</id><published>2004-08-16T19:03:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:46:44.793-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>Esta semana não vai ter resenha. Mas posso me explicar. O &lt;b&gt;Maquinário&lt;/b&gt; vai passar por reformulações. E vai ficar mais legal, pode apostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova cara, novas resenhas, etc. Muitas coisas novas estão por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, esperem que até o fim dessa semana vai estar tudo em ordem, ok?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109269400254156607?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109269400254156607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109269400254156607' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109269400254156607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109269400254156607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/08/esta-semana_16.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109202076490756663</id><published>2004-08-09T01:03:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:46:17.230-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Bruce Springsteen&lt;/b&gt; - Nebraska (1982)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://gilliver.net/music/bruce/pix/nebraska.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil falar sobre artistas considerados grandes. E há uma lista enorme deles. Mas é inegável que eles são os pilares para tudo o que vemos/ouvimos hoje, seja bom ou ruim. São repetidas vezes que vemos alguns pensarem que esse tipo de sons ou pessoas são velhas demais para o mundo de alta velocidade em que vivemos. Além disso, muitos outros caem no engano de achar que é bom só porque é velho - e quem está achando essa frase absurda, é só olhar a sua volta: normalmente, pessoas que gostam de música, mas não tem interesse ao que aconteceu antes, tem esse tipo de pensamento(!). A verdade é que nomes como Bob Dylan, David Bowie, Rolling Stones, Bruce Springsteen, etc, tem seu nome certo na lista daqueles que marcaram e fizeram (fazem) a história da música pop ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar das inúmeras possibilidades, vamos falar apenas de um deles, o último citado acima. Bruce Springsteen. &lt;i&gt;The Boss&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são muitas as pessoas que conhecem Bruce Springsteen além do "Born in the U.S.A". O que é uma pena, diga-se de passagem. E é exatamente por esse motivo que o disco sobre o qual falaremos aqui é um dos mais obscuros e incompreendidos de sua carreira: &lt;b&gt;"Nebraska"&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nebraska" foi concebido após o único disco duplo da carreira do músico, "The River". Este é um dos álbuns mais intensos, e apesar de ser duplo, os sentimentos lá expostos se mantem como são, não se dissipando por entre as faixas. Em "The River" encontramos declarações e observações de sentimentos como dificuldades no relacionamento com seu pai, ou relacionamentos amorosos feitos pelo cantor e compositor. Após a turnê desse disco, Springsteen chamou um dos técnicos de sua equipe e perguntou a ele se era possível conseguir alguma coisa para que ele gravasse as novas canções em casa antes que pudesse as levar ao estúdio. O tal técnico conseguiu uma mesa de quatro canais com um gravador, e no quarto da casa do próprio Springsteen, em Nova Jersey, "Nebraska" foi concebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As possibilidades de gravação não eram muitas. Eram gravadas a voz e o violão de uma só vez, com dois microfones captando o que era tocado. Após isso, era gravado - em alguns casos - mais algumas guitarras ou instrumentos de percussão. E pronto. Dessa maneira foi feito "Nebraska". Assim que concluiu as canções, Bruce as levou para um estúdio, chamou a banda e buscou todos os caminhos que as músicas ofereciam. Segundo ele mesmo, "finally satisfied that I'd explored all the music's possibilities, I pulled the original home-recorded cassette out of my jeans pocket where I'd been carrying it and said, 'This is it'."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançado em Setembro de 1982, "Nebraska" confundiu os fãs e a crítica. Acompanhando a cronologia da carreira do músico, "The River" era um disco de rock, já "Nebraska" propunha uma nova dinâmica nas músicas de Springsteen. As canções que compõe o disco seguem uma linha mais blues, mais introspectiva - voz e violão - do que visto anteriormente. Além disso, muito embora as letras mantenham seu aspecto intenso no que diz respeito a sentimentos, ou mesmo o retorno a tempos remotos da infância e juventude do cantor, elas são feitas numa linha diferente de composição: as canções de "Nebraska" são mais lineares, poucas tem refrões e normalmente contam alguma história, verdadeiras ou ficcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruce Springsteen é um artista que se renova. Ele existe como nós o conhecemos, mas durante toda a sua carreira somos surpreendidos com discos diferentes daquilo que ele está acostumado a fazer. Além de "Nebraska", há, por exemplo, "Tunnel of Love" de 1987, ou "The ghost of Tom Joad" de 1995 - com uma levada completamente folk - que sempre mostram uma faceta até então desconhecida do cantor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem está disposto a encarar um Bruce Springsteen acompanhado apenas de seu violão encontrará canções como "Johnny 99" - história de um sujeito que após perder o emprego, seqüestra e mata o gerente de uma loja de conveniência -, "Atlantic City" - voz, violão e uma gaita -, "Fathers House" - fala sobre um sonho, "Reason to Believe" - canção que cita diversas situações onde os personagens, por piores que sejam as condições em que se encontram, sempre acham uma razão para continuar acreditando. De uma maneira geral, não há como dizer quais são as melhores canções do álbum, pois o interessante é realmente o desenrolar do disco como um todo; citei algumas canções apenas para ilustrar o que venho dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nebraska" é um disco de quem tem coragem para quem tem coragem. Primeiro, Bruce Springsteen, de certa maneira, desafiou o mercado fonográfico, e pôs em jogo sua carreira, lançando um disco completamente diferente do que vinha fazendo até então. E por isso é um disco que quem tem coragem. Segundo: ouvi-lo é um ato de quem está disposto a aceitar o novo, o diferente, encontrar uma novidade naquilo que está habituado a conhecer. E como todos sabem, é preciso coragem para fazer tal coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só para localizar aqueles fãs mais desavisados, o disco seguinte, lançado em 1984, foi o famoso "Born in the U.S.A". Mas essa já é outra conversa.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109202076490756663?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109202076490756663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109202076490756663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109202076490756663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109202076490756663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/08/esta-semana_09.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109148041123508936</id><published>2004-08-02T17:58:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:45:50.433-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Monalisa Overdrive&lt;/b&gt; - Canções Estranhas para Pessoas que Respiram (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 202px; HEIGHT: 202px" height="205" src="http://www.monalisaoverdrive.com.br/cancoesestranhas.jpg" width="227" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar sobre musica alternativa hoje já virou clichê. Mas, modismos à parte, vemos boas coisas acontecendo nesse "lado b" da indústria fonográfica. Longe das grandes coorporações, livre de produtores e com total controle sobre seu trabalho, os músicos e bandas que optam por esse caminho não encontram apenas flores por onde passam. Há também espinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca divulgação, logo, poucos shows e consequente pouca exposição ao público: o jeito é fazer tudo isso a maneira antiga: no boca-a-boca. Sim, hoje existe a internet, mas ainda assim as coisas não são fáceis para quem quer trilhar os caminhos do mundo alternativo. E acredito que exatamente por isso as bandas têm se esforçado para apresentarem trabalhos mais criativos e elaborados do que podemos esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo essa idéia, temos a banda campiniera Monalisa Overdrive. Formada em 2003, com Rudi no vocal, guitarra e viola caipira, Gustavo no baixo, Fred na guitarra e na viola de orquestra e André na bateria, o Monalisa Overdrive chega até nós com seu &lt;i&gt;debut&lt;/i&gt;, o cd entitulado &lt;b&gt;"Canções estranhas para pessoas que respiram"&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda faz uma fusão entre o pop e a música caipira que é, no mínimo, estranha. E que desperta a curiosidade dos que não conseguem imaginar como se dá tal fusão. Como são poucos os que conseguem tal façanha, vamos ao disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo de primeira percebemos o trabalho gráfico do encarte. Veja bem, só porque se é independente não significa que o trabalho deva ser mal feito. O encarte desse cd é algo a se destacar nesse sentido. Simples, mas de muito bom gosto, já na capa encontramos uma caricatura da Monalisa. Dentro, temos as letras de todas as músicas e fotos da banda, num trabalho gráfico muito bem estruturado pelo André, o próprio baterista da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faixa que abre o disco é "Prisioneiro". Num clima meio pesado e por entre rangidos de celas, a banda começa &lt;i&gt;"Andando contra o vento/De peito fechado e sempre atendo"&lt;/i&gt;. E dessa maneira eles percorrem os mais de quarenta e cinco minutos que do disco. No mesmo clima da primeira faixa, "Não vou voltar" e "Amanheceu", sendo que essa última é iniciada por uma viola caipira que pouco depois se vê acompanhada por um baixo pesado e uma bateria numa pegada bem marcada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui para frente, merecem destaque as faixas: "Por algo mais", uma balada muito bem feita, com um refrão marcante; "Estamos Loucos" foi a primeira música do disco a ganhar um videoclip (que por sinal está disponível para download no site da banda), e não foi à toa: talvez essa seja a melhor composição da banda até então; "Alucinações" tem a levada rock n' roll, flertando com o blues; e "Coisas imperfeitas" uma vinheta que fecha o disco mostrando alguns erros de gravação, mas que quando corrigidos ouve-se a seguinte letra: &lt;i&gt;"É claro que as coisas não são perfeitas/E é normal que você se perca/No deserto do desejo"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda, com esse primeiro trabalho, lançou-se no caminho que é seguindo por muitas outras bandas no underground brasileiro. E esse caminho é longo, por isso é bom que o Monalisa continue com o mesmo "peito fechado e sempre atento" com que inciou essa caminhada. E que mantenha a qualidade vista nesse primeiro trabalho.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109148041123508936?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109148041123508936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109148041123508936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109148041123508936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109148041123508936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/08/esta-semana.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109080000405397741</id><published>2004-07-25T20:56:00.000-03:00</published><updated>2005-01-23T14:45:26.580-02:00</updated><title type='text'>Esta semana:</title><content type='html'>&lt;b&gt;Legião Urbana&lt;/b&gt; - Legião Urbana (1985)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 182px; HEIGHT: 167px" height="174" src="http://www.progmadeinbrazil.hpg.ig.com.br/lg1.jpg" width="192" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O punk, como movimento musical, começou a dar as caras em meados de 1976 quando Malcon McLaren voltava à Inglaterra depois de uma temporada com o New York Dolls, nos Estados Unidos. Nessa temporada, McLaren já sacou o pequeno movimento que surgia em torno do hoje conhecido CBGB's, bar em Nova Iorque, com bandas como Ramones e Blondie. Ao voltar à sua terra natal, procurou alguns caras que estivesse a fim de montar uma banda para que ele fosse o empresário, pois via naquele "movimento punk" um poduto pop que renderia, se bem utilizado, bons frutos. Formou-se o Sex Pitols, e daqui pra frente vocês já sabem a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negócio foi que, assim como em São Paulo e no Rio de Janeiro, os ecos do punk já eram ouvidos em Brasília. Fitas e discos de bandas como as citadas acima (ou ainda Clash, Buzzcocks) eram trazidos de lá de fora e pelos filhos dos embaixadores, professores da UnB e afins que passavam tardes e tardes ouvindo e discutindo os tais discos, bebendo uma cerveja e/ou fumando um baseado. O próximo - e óbvio - passo era montarem suas próprias bandas. E desse fato surgiram inúmeras histórias que hoje é de conhecimento de muita gente. Por isso vamos direto a ele, o &lt;b&gt;Aborto Elétrico&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio a formação do Aborto Elétrico era: Renato Russo no baixo e voz, André Pretoruis na guitarra e Fê Lemos na bateria. Desde seus primórdios a idéia do Æ era ser uma banda séria, e, por quê não, politizada. Logo após o primeiro show, André Pretorius abandona o grupo, e em seu lugar entra Flávio Lemos no baixo, deixando as guitarras a cargo de Renato. Essa é a formação clássica da banda, e é nessa formação que surge a lendária história de que, após mostrar a música "Química" para a banda, o baterista Fê Lemos, não gostando da letra infantil, da falta de engajamento político por parte de Renato, lhe atira as baquetas. Este, ofendido, sai da banda, dando início a sua fase folk, passando a ser conhecido como o "Trovador Solitário".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendas à parte, Renato pernamece como o Trovador Solitário até chamar o baterista da banda SLU (Serviço de Limpeza Urbana), Marcelo Bonfá, para montar a Legião Urbana. Mantendo a seriedade que tinha no Æ, Renato ainda é quem escreve as letras e após a entrada e saída de inúmeros guitarrista, a formação básica que se fechou para a gravação do primeiro disco foi: Renato Russo - voz, Marcelo Bonfá - bateria, Dado Villa-Lobos - guitarra e Renato Rocha - Baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Legião Urbana"&lt;/b&gt; foi gravado entre Outubro e Dezembro de 1984, sendo lançado em Janeiro de 1985. Até hoje, o disco já vendeu 710 mil cópias, sendo que antes de entrar em catálogo, sua vendagem foi de 50 mil cópias. As músicas que compõem esse disco são basicamente as mesmas do repertório do Æ, mesmo com o fato de que as composições dessa banda foram divididas entre o Capital Inicial e a Legião Urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sob o lema "do it yourself", notamos no disco a maioria das características que formaram musicalmente tanto Renato quanto a Legião: canções cruas e rápidas, letras voltadas a crítica de costumes ("A Dança") e crítica políticas ("Geração Coca-Cola", "O Reggae"). Ou seja, o punk ainda estava bem presente nesse disco, mas já era notado características marcantes do "pós-punk" como, por exemplo, o clima meio sombrio de "Ainda é cedo". Outros temas como sexualidade já eram percebidos em músicas como "Soldados" e "Teorema" (!). Segundo o próprio Renato, "Teorema" é sobre sexo oral, mas devido as circunstâncias da época, era impossível deixar a música explícita. É certo que o Brasil havia acabado de se livrar do regime militar, mas conforme Renato, "ainda era cedo" para se tratar de tais assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as músicas do disco, talvez mereça destaque "Geração Coca-Cola", uma crítica clara aos vinte anos do regime militar ("Depois de vinte anos na escola" se refere ao período em que o regime militar ficou no poder, e a música continua "Não é difícil aprender/Todas as manhas do seu jogo sujo". Mais claro, impossível), "Baader-Meinnhof Blues", citação direta a um grupo terrorista alemão da década de 70, "Teorema", recentemente regravada pelo Ira! e a bela "Por enquanto", com uma das melhores letras de Renato até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legião Urbana, como a maioria dos primeiros discos dessa "geração anos oitenta", tem uma qualidade de gravação ruim, e as músicas eram basicamente as mesmas do repertório de shows. Mas nesse primeiro disco, a Legião Urbana já deixa claro as principais características da banda, e são essas que eles desenvolveram e aprimoraram em seus discos posteriores.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109080000405397741?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109080000405397741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109080000405397741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109080000405397741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109080000405397741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/07/esta-semana.html' title='Esta semana:'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7668107.post-109017487678690317</id><published>2004-07-18T14:41:00.000-03:00</published><updated>2004-07-18T15:24:00.713-03:00</updated><title type='text'>Começa agora</title><content type='html'>Maquinário está entrando no ar nesse instante. &lt;br /&gt;Longe de ser um crítico musical, deixarei aqui apenas minhas impressões sobre os discos, os álbuns e músicas que, de alguma maneira, aparecem no meu rádio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, Maquinário indica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Beatles - Revolver (1966)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançado em 1966, &lt;b&gt;Revolver&lt;/b&gt; está entre &lt;b&gt;Rubber Soul&lt;/b&gt; (1965) e &lt;b&gt;Sgt. Peppers&lt;/b&gt; (1967), mostrando a transformação sonora pela qual estavam passando os garotos de Liverpool. Deixando para trás os arranjos e as letras mais simples, nesse disco a banda se busca um maior experimentalismo, seja através das influências indianas de George ou através rock mais direto e cru de Lennon. É a partir daqui que a "beatlemanía" (fãs histéricas e afins) começa a desaparecer. Os Beatles haviam amadurecido, e agora começavam a representar toda uma geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi durante o lançamento desse disco que John lennon fez aquela  declaração mundialmente conhecida, dizendo que os Beatles eram mais famosos do que Cristo. Sendo impossível repetir nos palcos o que era produzido em estúdio, a banda pára de fazer shows. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após &lt;b&gt;Revolver&lt;/b&gt;, a banda entre em estúdio e decide fazer um disco diferente de qualquer coisa que já havia sido lançada. Nasce "Sgt. Peppers Lonely hearts Club Band", mas essa já é uma outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: Todas as faixas são boas nesse disco, por isso não dá para indicar as melhores músicas. Ouça o disco inteiro. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7668107-109017487678690317?l=maquinario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maquinario.blogspot.com/feeds/109017487678690317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7668107&amp;postID=109017487678690317' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109017487678690317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7668107/posts/default/109017487678690317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maquinario.blogspot.com/2004/07/comea-agora.html' title='Começa agora'/><author><name>mauriciodealmeida@gmail.com</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
